16.10.17

Ficar sem comer de manhã engorda, diz estudo

Estudo comprova que pular o café da manhã faz mal e engorda

Segundo os pesquisadores, os voluntários que não faziam essa refeição eram mais propensos a serem hipertensos e obesos ou com sobrepeso.

Do Correio Brailiense

Um estudo publicado na revista do Colégio Americano de Cardiologia mostra que ficar sem comer de manhã engorda e está associado a um risco aumentado de aterosclerose, condição caracterizada pelo endurecimento e estreitamento das artérias devido ao acúmulo de placas gordurosas.

Pular café da manhã engorda
Ficar sem comer de manhã engorda / foto: mariamza

Enquanto estudos anteriores já haviam associado o ato de pular o café da manhã a doenças coronarianas, esse é o primeiro a avaliar a associação específica da refeição com a aterosclerose subclínica, quando não há sinais evidentes do problema.

“As pessoas que ignoram o café da manhã regularmente provavelmente têm um estilo de vida pouco saudável”, explicou Valentin Fuster, um dos autores do artigo e editor da revista científica em que o trabalho foi publicado. “O estudo fornece evidências de que esse é um mau hábito que as pessoas devem mudar para reduzir o risco de doença cardíaca”, alertou.



Como foi a pesquisa

A pesquisa foi conduzida em Madri e incluiu homens e mulheres saudáveis, sem doença cardiovascular ou renal crônica. Um questionário informatizado foi utilizado para estimar a dieta dos participantes, e os hábitos em relação ao café da manhã basearam-se na porcentagem do consumo de energia do total diário.

Os médicos identificaram três grupos:

  1. aqueles que ingerem menos de 5% das calorias do dia no café da manhã, 
  2. os que consomem mais de 20% da energia nessa refeição e 
  3. os que ingerem entre 5% e 20%.

Dos 4.052 participantes — homens e mulheres com idade entre 40 e 54 anos —, 2,9% pulavam o café da manhã; 69,4% ingeriam poucas energias nessa refeição e 27,7% estavam dentro do adequado, consumir mais de 20% das calorias diárias no desjejum.

Exames de imagem mostraram que a aterosclerose era mais comum entre os participantes do primeiro e do segundo grupos, comparados aos que faziam o desjejum como o recomendado. Nesses, 57% dos participantes mostraram algum tipo de aterosclerose subclínica. No primeiro, em que não era feito o desjejum, a incidência subiu para 75%.

Além disso, marcadores de risco cardiometabólico foram mais prevalentes naqueles que pulavam café e nos que comiam pouco no início da manhã. Essas pessoas também tinham maior circunferência abdominal e índice de massa corporal,  mais pressão arterial elevada, lipídios no sangue e níveis de glicemia em jejum.

Rotina que engorda



Segundo os pesquisadores, os voluntários que ficavam sem comer o café da manhã eram mais propensos a ter um estilo de vida insalubre, incluindo alimentação ruim, consumo frequente de álcool e tabagismo.

Eles também tinham maior probabilidade de serem hipertensos e obesos ou com sobrepeso. No caso da obesidade, os autores do estudo disseram que a causalidade reversa não pode ser descartada: os resultados observados poderiam ser explicados por pacientes obesos que pulam o café da manhã para tentar emagrecer.

“Além da associação direta com fatores de risco cardiovascular, o hábito de pular o café da manhã pode servir como marcador de uma dieta ou um estilo de vida não saudáveis, o que, por sua vez, está associado ao desenvolvimento e à progressão da aterosclerose”, diz José L. Peñalvo, professor-assistente da Faculdade Friedman de Nutrição da Universidade Tufts, e principal autor do estudo.

O estudioso também chama a atenção para o uso clínico e coletivo do trabalho conduzido por ele. “Nossas descobertas são importantes para os profissionais de saúde e podem ser usadas como uma mensagem simples para intervenções baseadas em estilo de vida e estratégias de saúde pública, além de fornecer recomendações e diretrizes sobre a dieta”, afirma.



Já na infância

Prakash Deedwania, professor de medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco e autor de um comentário editorial que acompanha o artigo, disse que o estudo traz informações clinicamente importantes ao demonstrar a evidência da aterosclerose subclínica em pessoas que ignoram o o café da manhã. “Entre 20% e 30% dos adultos pulam café da manhã, e essa tendência reflete a crescente prevalência da obesidade e de anormalidades cardiometabólicas associadas”, escreveu.

Segundo o especialista, os efeitos adversos de adotar esse hábito podem ser vistos no início da infância, sob a forma de obesidade infantil. No caso dos adultos, a decisão de não se alimentar no início do dia acaba impactando nas refeições até a noite. 

“Embora as pessoas que mais pulam o café da manhã geralmente façam isso para tentar perder peso, muitas vezes, acabam comendo mais e ingerindo alimentos não saudáveis no fim do dia”, alerta o médico. “Pular o desjejum pode causar desequilíbrios hormonais e alterar os ritmos circadianos. Essa refeição é a mais importante do dia, o que foi comprovado à luz dessa evidência.”

Fonte: Correio Brasiliense

➤ Para complementar sua informação leia: Taxa de godura elevada atinge 58% dos paulistanos

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Preços de Medicamentos mais buscados no Brasil variam até 900%

Medicamentos mais buscados no Brasil têm variação de preço de até 900%

Um levantamento feito pelo site e app de comparação de preços de medicamentos, Consulta Remédios, revela uma variação expressiva nos valores de alguns medicamentos e itens de perfumaria durante o mês de setembro.


Exemplo de variação de 943%


A maior variação de preços é do medicamento Anastrozol, repositor hormonal também utilizado no tratamento de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa, que teve o preço mínimo de R$ 41,90 e máximo de R$ 436,87, o que representa uma variação de 943%.

Outros medicamentos como a Rosuvastatina Cálcica, redutor do LDL- colesterol, e o Tadalafila, para disfunção erétil, oscilam de preço em mais de 500%.



Alguns fatores podem justificar a diferença de preços entre medicamentos e a carga tributária é um dos principais. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo, varia muito para cada estado e há uma série de outros parâmetros que também interferem nesta tarifação. 

No Brasil, os preços de remédios são regulados por órgãos específicos e monitorados pela Anvisa, e também há penalidades previstas em caso de descumprimento das regras”, explica Paulo Daniel Vion, CEO do Consulta Remédios.

Fontes: Consulta Remédios | Gazeta Pantanal

➤ Complemente sua leitura com: Meu remédio sumiu nas farmácias. O que faço?
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15.10.17

CRUCÍFERAS previnem "tudo", de artrite a doenças cardíacas

Uma dose diária de brócolis, couve-flor ou outras crucíferas* pode impedir todas as doenças, desde artrite até doenças cardíacas e mantém o intestino saudável, dizem pesquisadores.

Ratos alimentados com uma dieta suplementada com brócolis são mais capazes de tolerar problemas digestivos, diz estudo.

Isto acontece porque os vegetais crucíferos, como o brócolis, couve de bruxelas, couve-flor, entre outros [ver no final do post], contém uma substância que promove a saúde intestinal e exerce função de barreira, segundo os pesquisadores.

CRUCÍFERAS quais são vegetais crucíferos
foto: kalhh

A manutenção de um revestimento intestinal saudável pode prevenir a síndrome do intestino irritável, que expõe o corpo a toxinas e patógenos, acrescentam.

O autor principal, Professor Gary Perdew, da Penn State University, disse: "Há muitas razões pelas quais queremos explorar ajudando com a saúde gastrointestinal e uma razão é se você tiver problemas, como intestino solto (com muita frequência) e, por causa disso, começar a sofrer inflamação podendo levar a outras condições, como artrite e doença cardíaca.



Como a pesquisa com crucíferas foi realizada?


Os pesquisadores acreditam que os vegetais crucíferos contêm um composto que se divide em outras substâncias no estômago.

Essas substâncias, então, se ligam e ativam um receptor de intestino, conhecido como hidrocarboneto de arilo, que mantém a função de proteção e barreira intestinal.

Os pesquisadores investigaram camundongos geneticamente modificados com alta ou baixa habilidade para essa ligação substância-receptor. Todas as dietas dos ratos foram compostas por 15% de brócolis.

Os resultados revelam que uma dieta suplementada com brócolis permitiu que camundongos com uma capacidade de alta ligação a essa substância tolerem melhor os problemas digestivos associados ao intestino solto, síndrome de intestino irritável e colite.

Concluiu-se que uma forte barreira digestiva protege os intestinos de toxinas e agentes patogênicos, permitindo que os nutrientes sejam absorvidos.



Qual a "dose" diária de vegetais crucíferos pra obter tais benefícios?


Quando os resultados [com cobaias] são traduzidos para os seres humanos, os cientistas acreditam que as pessoas teriam que comer três xícaras e meia de brócolis por dia para colher os benefícios. Isso mesmo! 3 xícaras e meia!

O professor Perdew disse: "Agora, três xícaras e meia é muito, mas na verdade não é uma quantidade enorme [devido aos benefícios]. Um copo [de vegetais crucíferos] poderia nos levar ao mesmo nível.
As descobertas foram publicadas no Journal of Functional Foods.

O Saúde com Ciência explica...

*Quais são os vegetais crucíferos?


São vegetais crucíferos: brócolis, couve-flor, couve de bruxelas, rúcula, agrião, repolho, acelga, rabanete, nabo, mostarda (a verdura) e raiz forte (wasabi).

É difícil atingir a meta diária d 3 xícaras e meia de brócolis? Mas e se você optar por variar nos crucíferos fica mais fácil? Simmmm... Pois a dica é comer vários desses vegetais em saladas e cozidos em todas as refeições.



Assim... tenha sempre à mesa salada de rúcula ou agrião (misturadas com o alface nosso de cada dia, o repolho pode ser feito tanto em forma de salada ou cozido (que tal rolinhos de repolho com recheio de ricota?). A acelga também é bastante versátil. Nabo e rabanete ficam excelentes em picles e também raladinhos na salada. Use sempre vinagre de maçã para acompanhar, ok?

Elementos químicos que podem trazer os benefícios desses vegetais

Glucobrassina (PubChem CID: 6602378), Indol-3-carbinol (PubChem CID: 3712), 3,3'-Diindolilmetano (PubChem CID: 3071), Indol [3,2-b] carbazole (PubChem CID: 114764).

Fontes: ScienceDirect | Daily Mail | Journal of Functional Foods

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14.10.17

Dieta do humor em 30 dias: terapeuta nutricional revela planos de refeições e receitas criadas para aumentar seu humor

Pesquisas atuais sugerem que a depressão está realmente ligada a uma série de fatores subjacentes, incluindo inflamação, resistência à insulina, estresse oxidativo, baixa metilação e desequilíbrios hormonais.

Ao abordar esses desequilíbrios subjacentes, você pode melhorar a saúde geral do cérebro e também aumentar o humor.

Ao reparar seu cérebro você começa a "consertar" seu corpo. Otimizar o que você coloca dentro do corpo e tirar as influências negativas é o primeiro passo.

Dieta do humor em 30 dias: terapeuta nutricional revela planos de refeições e receitas criadas para aumentar seu humor

Esta é a base da nutrição funcional e do novo livro The Brain Boost Diet da professora Christine Bailey, uma dieta de 30 dias para melhorar o humor.

Usando pesquisas baseadas em evidências sobre a saúde do cérebro e o estilo de vida proativo e mudanças na dieta, você pode fazer uma diferença profunda em como você pensa e sente a idade.

Se você está procurando seu caminho para a felicidade, Christine desenvolveu uma Dieta de Aumento do Humor de três dias especialmente para o Daily Mail para dar início a você mais feliz.

6 estratégias de alimentação saudável para aumentar seu humor


1. Evite alimentos processados


Evitar desequilíbrios de açúcar no sangue é uma das maneiras mais rápidas de perceber uma melhora imediata do humor.

Isso significa abandonar os carboidratos refinados, arroz e pão brancos e outros amidos brancos, sucos de frutas e smoothies açucarados e, em vez disso, basear suas refeições em proteínas magras, gorduras saudáveis ​​(como peixes oleosos, abacate, azeitonas, nozes e sementes) e muitos vegetais ricos em antioxidantes.

2. Pare de ter "gordurafobia"


Cerca de 60% do seu cérebro é composto de gordura - principalmente compostos de fosfolípidos e gorduras ômega-3. Privem seu corpo dessas gorduras saudáveis ​​e seu foco, concentração e humor sofrerão.

As gorduras saudáveis ​​são particularmente benéficas para o cérebro e você pode obter sua dose diária de três óleos diferentes - óleo de oliva, óleo de coco e óleos ricos em omega 3, como peixes oleosos.

O azeite de oliva extra-virgem, que é uma boa fonte de polifenóis e gorduras monoinsaturadas, ajuda a proteger as células cerebrais e a diminuir a inflamação.

O óleo de coco é rico em gorduras especiais chamadas MCT ou triglicerídeos de cadeia média que podem melhorar sua função cerebral.

As principais gorduras omega-3 presentes em peixes oleosos (por exemplo, sardinha, cavala, salmão, truta, alabote, anchovas), nozes, sementes de linhaça e chia foram mostradas em estudos para aumentar o humor e enfrentar a depressão.

3. Beba chá verde


Se você está se sentindo estressado, então beba uma xícara de chá verde. O chá verde contém potentes antioxidantes, incluindo catequinas conhecidas por proteger o cérebro, bem como L teanina, que mostrou melhorar o foco e a concentração e diminuir a resposta ao estresse.

4. Coma alimentos ricos em vitamina D


Baixos níveis de vitamina D estão associados com baixo humor e depressão. É difícil obter vitamina D suficiente no inverno, pois a principal fonte é a luz solar. Encontra-se em pequenas quantidades em cogumelos, fígado, gemas de ovos, lácteos gordurosos e peixes oleosos, mas você pode precisar tomar um suplemento durante o inverno.

5. Incluir alimentos fermentados diariamente


Estudos recentes revelam a importância de uma flora intestinal saudável para o humor. Aumentar os níveis de bactérias intestinais benéficas mostrou-se eficaz para ajudar o corpo a lidar com o estresse, reduzir a ansiedade e melhorar o humor.

Tente incluir alimentos fermentados diariamente, como iogurte, kefir, kimchi, kombucha e misso. Também pode ser útil tomar um suplemento probiótico de boa qualidade.

6. Experimente o magnésio


Quando estamos estressados, exercitar-se regularmente, beber álcool excessivo ou consumir muitos alimentos açucarados, esgotamos as reservas de magnésio do nosso corpo.

O magnésio é um mineral relaxante poderoso é particularmente benéfico se você sofrer com estresse, ansiedade ou sono pobre.

Aqui está uma lista de refeições para manter o seu humor impulsionado. Desça para as receitas mostrando como fazê-las.

Para saber se você se adaptará à dieta, veja o cardápio para 3 dias de dieta

DIA 1


Café da manhã
1 banana com pasta de amendoim

Benefícios:
Uma ótima opção de café da manhã para 'acordar' seu corpo e cérebro pela manhã

As bananas contêm o aminoácido triptofano, fibras, e as vitaminas A, B6 e C, potássio, fósforo, ferro e carboidratos.

Os carboidratos aumentam o humor por ajudarem na absorção de triptofano.
A vitamina B6 ajuda a converter o triptofano no hormônio que aumenta o humor, a serotonina, ajudando a aumentar seu humor.

VEJA o restante do cardápio para os 3 dias no site do Daily Mail (em inglês)

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13.10.17

Água de coco industrializada pode não ser tão saudável

Por que a água de coco pode não ser tão saudável quanto parece? Uma investigação descobre que muitas marcas estão repletas de açúcar - apesar de informarem estarem livres de aditivos

A água de coco industrializada está cheia de açúcar escondido - apesar de ser comercializado como uma opção saudável, descobriu uma pesquisa.

As vendas de água-de-coco aumentaram nos últimos anos para mais de £ 100 milhões no Reino Unido, à medida que o público se tornou consciente de quanto são saudáveis.
Água de coco industrializada não saudável

Mas um estudo do governo inglês sugere que 60 por cento dos produtos contenham açúcares, mesmo que seus fabricantes afirmem estarem isentos de aditivos.

Doze lotes de água de coco foram obtidos pelos inspetores da Food Standards Agency no Porto de Felixstowe no início deste ano. Eles revelaram que sete dos produtos interceptados continham adição de açúcar, segundo a revista comercial The Grocer.

As marcas Chi, Foco, Go Coco, Tropical Sun, Suncrest, Yaco e Pearl Royal foram as culpados, disse a Unidade Nacional de Crime Alimentar.

Uma porta-voz da FSA disse que os varejistas foram convidados a garantir que os consumidores possam ter "certeza de que estão comprando água de coco autêntica e comercializada corretamente".

Eles acrescentaram que nenhuma das mercadorias apresentava riscos para a saúde, mas 400 toneladas de água de coco foram apreendidas, informa a revista.

Os perigos do açúcar


O governo recomenda um máximo de 30 g de açúcar por dia para adultos, referente a cerca de duas colheres de sopa de açúcar.

Consumir mais do que esta quantidade fixa pode levar à obesidade, diabetes e cárie dentária. Alguns estudos também mostraram uma ligação para a demência.

Gostou do artigo? Complemente sua leitura com: 9 dicas para consumir açúcar de forma saudável

Fonte: Daily mail

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OMS indica medicamento para 'vermes' para uso periódico

OMS recomenda uso periódico de medicamento para tratar parasitas intestinais.

Programas periódicos de desparasitação são recomendáveis para reduzir drasticamente problemas de saúde pública causados por vermes intestinais e parasitas, diz a Organização Mundial de Saúde em informe divulgado nesta sexta-feira (29).

A recomendação da desparasitação foi aprovada pelo Comitê de Revisão das Diretivas da entidade. O tratamento, em que geralmente basta um único comprimido, pode proteger 1.5 bilhão de pessoas atualmente em risco, afirma a OMS.

OMS indica medicamento para 'vermes' para uso periódico
foto: Foto: Divulgação/Instituto Trata Brasil

Segundo a OMS, quatro espécies principais de vermes intestinais afetam quase um quarto das pessoas mais pobres no mundo.

“Eles [os parasitas] são um grande problema de saúde pública porque os vermes interferem na capacidade das pessoas de absorver nutrientes, impedindo o crescimento e o desenvolvimento físico de milhões de crianças”, relata a entidade.



Programa mundial

Os programas de desparasitação em larga escala são facilitados pela OMS, que utiliza medicamentos doados da indústria farmacêutica. Eles são distribuídos gratuitamente em programas nacionais de controle de doenças. Também é realizado programas em parcerias com escolas.

"Há um consenso global baseado em evidências de que a desparasitação periódica em grande escala é a melhor maneira de reduzir o sofrimento causado por vermes intestinais", diz Dirk Engels, diretor do Departamento de Doenças Tropicais Negligenciadas da OMS, em nota da entidade.

A OMS pretende eliminar os danos causados pelas infecções de vermes em crianças até 2020, tratando regularmente pelo menos 75% dos 873 milhões de crianças estimadas em áreas onde a prevalência é alta.



Para a entidade, no entanto, o tratamento não é a única solução. Também a higiene básica, o saneamento, a educação para a saúde e o acesso à água potável são fundamentais para resolver problemas de saúde causados por vermes.

Em 2015, apenas 39% da população global tinha acesso a saneamento seguro, diz a OMS. No Brasil, um em cada quatro brasileiros convive com esgoto a céu aberto.

Fonte: OMS
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12.10.17

Obesidade em crianças e adolescentes aumentou expressivamente, revela estudo

Obesidade entre crianças e adolescentes aumentou dez vezes em quatro décadas, revela novo estudo do Imperial College London e da OMS.

O número de crianças e adolescentes (de cinco a 19 anos) obesos em todo o mundo aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas. Se as tendências atuais continuarem, haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave até 2022, de acordo com um novo estudo liderado pelo Imperial College London e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo foi publicado na revista The Lancet um dia antes do Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 11 de outubro. A publicação analisou as medidas de peso e altura de cerca de 130 milhões de pessoas com mais de cinco anos de idade (31,5 milhões de pessoas entre os cinco e os 19 anos e 97,4 milhões com mais de 20 anos) - o maior número de participantes envolvidos em um estudo epidemiológico.

Mais de 1.000 colaboradores participaram do estudo, que avaliou o índice de massa corporal (IMC) e como a obesidade mudou em todo o mundo entre 1975 e 2016.

Obesidade em crianças e adolescentes aumentou muito
foto: Paho (Taborsky/Shutterstock.com)

As taxas de obesidade em crianças e adolescentes em todo o mundo aumentaram de menos de 1% (equivalente a cinco milhões de meninas e seis milhões de meninos) em 1975 para quase 6% em meninas (50 milhões) e quase 8% em meninos (74 milhões) em 2016.

Combinado, o número de obesos com idade entre cinco e 19 anos cresceu mais de dez vezes, de 11 milhões em 1975 para 124 milhões em 2016. Outros 213 milhões estavam com sobrepeso em 2016, mas o número caiu abaixo do limiar para a obesidade.

Marketing de alimentos, políticas e o preço por trás do aumento da obesidade


O principal autor do estudo, professor Majid Ezzati, da Imperial’s School of Public Health, diz: "Nas últimas quatro décadas, as taxas de obesidade em crianças e adolescentes aumentaram em todo o mundo e continuam a crescer em países de baixa e média renda. Mais recentemente, se estenderam aos países de maior renda, embora os níveis de obesidade permaneçam inaceitavelmente altos".



"Essas tendências preocupantes refletem o impacto do marketing e das políticas de alimentos em todo o mundo, com alimentos nutritivos e saudáveis caros demais para famílias e comunidades pobres. A tendência prevê uma geração de crianças e adolescentes que crescem obesos e com maior risco de doenças como o diabetes.

Precisamos de maneiras para tornar o alimento saudável e nutritivo mais disponível em casa e na escola, especialmente entre famílias e comunidades pobres, além de regulamentos e impostos para proteger as crianças de alimentos pouco saudáveis”, acrescentou Ezzati.

Até 2022, haverá mais crianças e adolescentes (5-19 anos) obesos do que com desnutrição, que persiste em regiões pobres


Os autores dizem que, se as tendências pós-2000 continuarem, os níveis globais de obesidade infantil e adolescente superarão os de pessoas com desnutrição moderada e grave da mesma faixa etária até 2022. Em 2016, o número global de meninas e meninos com desnutrição moderada e grave foi de 75 milhões e 117 milhões, respectivamente.

No entanto, o grande número de crianças e adolescentes com desnutrição moderada ou grave em 2016 (75 milhões de meninas e 117 milhões de meninos) ainda representa um grande desafio para a saúde pública, especialmente nas partes mais pobres do mundo. Isso reflete a ameaça representada pela má nutrição em todas as suas formas, com jovens com desnutrição e sobrepeso convivendo nas mesmas comunidades.



As crianças e adolescentes passaram rapidamente de uma maioria com desnutrição para uma maioria com sobrepeso em muitos países de média renda, incluindo no Leste Asiático, América Latina e Caribe. Os autores dizem que isso pode refletir um aumento no consumo de alimentos densos em energia, especialmente carboidratos altamente processados, que levam ao aumento de peso e a baixos resultados de saúde ao longo da vida.

Fiona Bull, coordenadora do programa de vigilância e prevenção de doenças crônicas não-transmissíveis da OMS, afirma: "Esses dados destacam, relembram e reforçam que o sobrepeso e a obesidade são atualmente uma crise mundial de saúde e, ao menos que comecemos a tomar medidas drásticas, deve piorar nos próximos anos”.

Existem soluções para reduzir a obesidade infantil e adolescente


Bull acrescenta: "A OMS incentiva os países a implementar esforços para abordar os ambientes que hoje estão aumentando a chance de obesidade em nossas crianças. Os países devem procurar particularmente reduzir o consumo de alimentos baratos, ultraprocessados, densos em calorias e pobres em nutrientes.



Também devem reduzir o tempo que as crianças passam em atividades de lazer sedentárias e baseadas “em telas”, promovendo uma maior participação em atividades físicas por meio de ações recreativas e esportivas".

Ending Childhood Obesity


Junto ao estudo, a OMS lançou o plano de implementação da iniciativa “Ending Childhood Obesity” (ECHO). O objetivo da publicação é orientar os Estados Membros e outros parceiros sobre as ações necessárias para implementar as recomendações da Comissão.

O plano reconhece que a prevalência da obesidade na infância, os fatores de risco que contribuem para esse problema e as situações políticas e econômicas diferentes entre os Estados Membros e fornece informações de apoio relevantes. Baseia-se em seis áreas chave:

  1. Implementação de programas integrais que promovam a ingestão de alimentos saudáveis e reduzam o consumo de alimentos não saudáveis e bebidas açucaradas entre crianças e adolescentes;
  2. Implementação de programas integrais que promovam atividades físicas e reduzam comportamentos sedentários entre crianças e adolescentes;
  3. Integração e fortalecimento das orientações para a prevenção de doenças crônicas não-transmissíveis com orientações atualizadas para o pré-concepção e cuidados pré-natais para reduzir o risco de obesidade na infância;
  4. Fornecimento de orientações e apoio para dietas saudáveis, sono e atividades físicas durante a primeira infância para assegurar que as crianças cresçam apropriadamente e desenvolvam hábitos saudáveis.
  5. Implementação de programas integrais que promovam ambientes escolares saudáveis, aulas sobre saúde e nutrição e atividades físicas entre crianças e adolescentes na idade escolar;
  6. Oferecimento de serviços multicomponentes familiares na gestão de peso e estilo de vida para crianças e jovens que são obesos.

Notas


O artigo apresenta os primeiros dados abrangentes sobre desnutrição e obesidade entre crianças e adolescentes com idade entre cinco e 19 anos e fornece achados surpreendentes sobre o aumento nos números e taxas de jovens afetados pela obesidade.

O estudo calculou e comparou o índice de massa corporal (IMC) entre crianças, adolescentes e adultos, de 1975 a 2016, e fez projeções com base nas tendências atuais nas taxas de obesidade. O IMC é uma medida de peso e do índice de massa corporal em relação à altura de uma pessoa e indica se o seu peso é saudável.

O cálculo do IMC é a maneira mais simples de avaliar o status de peso de uma pessoa e a ferramenta mais comumente usada para determinar a desnutrição, peso saudável, sobrepeso e obesidade.

A ação para reduzir a obesidade é um elemento-chave da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2.2 insta o mundo a acabar com todas as formas de má nutrição até 2030, entre elas o sobrepeso e a obesidade. O ODS 3.4 insta os países a reduzirem as mortes prematuras por doenças crônicas não-transmissíveis em um terço até 2030, inclusive por meio da prevenção da obesidade.



Os resultados também mostraram que:


Dados globais sobre obesidade e desnutrição


Em 2016, havia 50 milhões de meninas e 74 milhões de meninos com obesidade no mundo, enquanto o número global de meninas e meninos com desnutrição moderada e grave era de 75 milhões e 117 milhões, respectivamente.

O número de adultos obesos aumentou de 100 milhões em 1975 (69 milhões de mulheres, 31 milhões de homens) para 671 milhões em 2016 (390 milhões de mulheres, 281 milhões de homens). Outros 1,3 bilhões de adultos tinham sobrepeso, mas caíram abaixo do limiar de obesidade.

Dados regionais/nacionais sobre obesidade, IMC e desnutrição


Obesidade: O aumento das taxas de obesidade infantil e adolescente em países de baixa e média renda, especialmente na Ásia, tem se acelerado. Por outro lado, o aumento da obesidade infantil e adolescente em países de alta renda diminuiu e se estabilizou.

Em 2016, a taxa de obesidade foi maior na Polinésia e na Micronésia em meninos e meninas, com 25,4% em meninas e 22,4% em meninos, seguidas por regiões de língua inglesa de alta renda, que incluem os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda e Reino Unido.

As áreas com o maior aumento no número de crianças e adolescentes obesos foram o Leste Asiático, regiões de alta renda de língua inglesa, Oriente Médio e o Norte da África. Nauru foi o país com maior prevalência de obesidade entre meninas (33,4%) e as Ilhas Cook apresentaram o maior número de meninos obesos (33,3%).

Na Europa, meninas em Malta e meninos na Grécia apresentaram as maiores taxas de obesidade, que representaram 11,3% e 16,7% da população, respectivamente. Meninas e meninos na Moldávia apresentaram taxas de obesidade mais baixas, com 3,2% e 5% da população, respectivamente.

Meninas no Reino Unido tinham a 73ª maior taxa de obesidade do mundo (6ª na Europa); meninos tinham a 84ª maior taxa obesidade do mundo (18ª na Europa). Meninas nos EUA tinham a 15ª maior taxa de obesidade do mundo; meninos tinham a 12ª maior taxa de obesidade. Entre países de alta renda, os Estados Unidos apresentaram as maiores taxas de obesidade para meninas e meninos.

IMC: O maior aumento do IMC entre crianças e adolescentes durante as quatro décadas ocorreu na Polinésia e na Micronésia, tanto para meninos quanto para meninas, e no centro da América Latina para meninas. O menor aumento do IMC de crianças e adolescentes durante as quatro décadas cobertas pelo estudo foi percebido na Europa Oriental.

O país com o maior aumento de IMC para meninas foi Samoa, que cresceu 5,6 kg/m2. Para meninos, foram as Ilhas Cook: 4,4 kg/m2.

Desnutrição: A Índia apresentou a maior prevalência de desnutrição moderada e grave durante estas quatro décadas (24,4% das meninas e 39,3% dos meninos apresentaram desnutrição moderada ou grave em 1975 e 22,7% e 30,7% em 2016). Noventa e sete milhões das crianças e adolescentes nessas condições viviam na Índia em 2016.

Foto: Taborsky/Shutterstock.com

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Reavaliação toxicológica do Carbofurano é concluída

Anvisa conclui reavaliação toxicológica do Carbofurano.

Na Reunião Ordinária Pública desta terça-feira (10/10), a Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) finalizou a reavaliação toxicológica do ingrediente ativo Carbofurano, iniciada em 2008 e, desde então, estudada exaustivamente pela Agência e discutida com o setor regulado e a sociedade.

A deliberação é pelo banimento do produto após seis meses de prazo para sua descontinuação nas culturas de banana, café e cana-de-açúcar.

Reavaliação toxicológica do Carbofurano é concluída
Reavaliação toxicológica do Carbofurano é concluída

O Carbofurano é inseticida, cupinicida, acaricida e nematicida com uso agrícola para aplicação em diversas hortaliças, frutas e grãos. O modo de ação do Carbofurano não é espécie-específico, afetando também espécies não-alvo, incluindo os seres humanos.

Proibição do carbofurano


Após publicação da resolução da Dicol, ficarão proibidos imediatamente todos os usos do Carbofurano, exceto para as culturas de banana, café e cana-de-açúcar, que terão um período de descontinuação de seis meses.

Como medida de descontinuação, a produção, importação e comercialização de produtos à base do ingrediente ativo ficam proibidas após três meses, contados da data de publicação da resolução.



Após todas as análises realizadas, a Anvisa concluiu que o uso regular de Carbofurano resulta em níveis de resíduos em alimentos - e principalmente na água - que representam risco dietético agudo à população brasileira, de efeitos neurotóxicos, e tem potencial de causar toxicidade para o desenvolvimento de seres humanos nas condições reais de exposição, que incluem efeitos teratogênicos funcionais e comportamentais. Essas características se enquadram nos critérios proibitivos de registro da Lei 7802/1989, conhecida como a Lei dos Agrotóxicos, além da Lei 9782/1999, de criação da Anvisa.

Destaca-se que o risco inaceitável do Carbofurano à saúde da população a partir da exposição pela alimentação e pela água também foi o motivo da proibição desse ingrediente ativo no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa, entre outros países. Portanto, a sugestão de proibição do uso do Carbofurano no Brasil está alinhada às conclusões das agências reguladoras mundiais sobre esse produto.

Fonte: Anvisa
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