20.7.17

Ressonância magnética detecta enxaqueca

Ressonância magnética é indicada no diagnóstico de enxaqueca

A enxaqueca é uma das doenças mais incapacitantes no mundo. No Brasil, afeta 30 milhões de pessoas. Além de dor de cabeça, os sintomas mais comuns incluem náuseas, sensibilidade à luz e ao barulho, além de prostração. Como existem mais de 300 subtipos de dor de cabeça (cefaleia), sabe-se que 90% da população mundial entrará em contato com essa dor em algum momento da vida.

Para identificar a enxaqueca é importante contar com exames de imagem – principalmente a ressonância magnética (RM). Verdade, a ressonância magnética detecta enxaqueca e tem como objetivo descartar outras tantas doenças, como sinusite, meningite, aneurisma, tumor cerebral, distúrbios circulatórios e metabólicos, entre outros.

Ressonância magnética detecta enxaqueca
Ressonância magnética detecta enxaqueca - foto: 3dman_eu

De acordo com Flávia Cevasco, médica radiologista do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo, a ressonância magnética é indicada se o paciente iniciar crises novas de enxaqueca ou se houver uma mudança no padrão dessas crises, como aumento da frequência, da intensidade ou do padrão da dor.

Esse exame permite uma avaliação mais detalhada do parênquima encefálico, podendo-se adicionar estudos angiográficos arteriais e venosos durante sua realização. “O exame de ressonância produz imagens muito claras do cérebro sem o uso de radiação, como é o caso da tomografia, e fornece informações sobre a estrutura e a vascularização encefálicas”.

Especialista em neuroimagem, Flávia diz que a importância da ressonância magnética na enxaqueca se dá principalmente pela exclusão de outras causas em que a dor de cabeça é um sintoma secundário a doenças mais graves.

“Em determinados casos, é importante o uso de contraste para afastar suspeitas de tumores, aneurisma e infecções, por exemplo. A ressonância magnética é o exame de escolha para muitos especialistas devido à sua característica não-invasiva e por ser o melhor exame na avaliação anatômica do encéfalo”.

Em média, o exame dura entre 20 e 30 minutos. Quem usa marca-passo, clipes de aneurisma ou determinados tipos de próteses metálicas não pode se submeter à ressonância magnética, por conta do alto campo magnético que se forma. Além disso, nenhum metal como relógio, cartões com tarjas magnéticas e joias devem ser carregados para a sala do exame.

“Quanto mais bem-informado o paciente estiver sobre o exame, mais à vontade se sentirá, facilitando o procedimento. Isso certamente contribui para o sucesso desse método tão importante para o diagnóstico por imagem de muitas doenças”, diz Flavia Cevasco.

Fonte: Dra. Flavia Cevasco, médica radiologista, especialista em neuroimagem do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo – www.cdb.com.br

Complemente sua leitura com o artigo: Neuromodulação terapêutica para enxaqueca


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19.7.17

Dores no pescoço: tratamentos para torcicolo

As dores no pescoço, em especial os torcicolos - que são as principais causas das dores no pescoço - podem ter diversos tratamentos.

Tratamentos para torcicolo



- Repouso:

Para dores mais fracas recomenda-se o repouso. Evite fazer movimentos bruscos e tente não dirigir, o que exige muito do pescoço para olhar para todos os lados e principalmente para fazer manobras;

- Aquecimento:

Mantenha o pescoço aquecido com golas altas ou cachecóis. Se estiver em casa, faça compressas com água morna e/ou tome banhos mornos deixando a água cair no pescoço. Isso irá relaxar a musculatura cervical e aliviar a inflamação. Géis, cremes e pomadas podem ser utilizados, mas desde que você for permanecer em ambiente aquecido, não tome friagem se estiver usando esse meio de aquecer o local.

- Relaxante muscular:

Use um relaxante muscular que você tem costume de usar, de 6 em 6 horas. Mas é importante frisar que você só deverá usar tais medicamentos 'por conta própria' se já fizer ou tiver feito uso deles em outras vezes. Caso contrário consulte o médico antes de usar. Além disso, cuidado com interações com outros medicamentos que você estiver tomando. Se essa medida não tratar o torcicolo consulte um médico ortopedista especialista em pescoço;





- Médico especialista em pescoço:

Em casos mais graves, quando o torcicolo não cessar ou quando você sentir que seu pescoço está duro (popularmente falando), a melhor especialidade médica a procurar é um médico ortopedista especialista em pescoço. Ele poderá lhe prescrever analgésicos, anti-inflamatórios e/ou fisioterapia e até acupuntura como alternativas de tratamentos para torcicolo. Poderá ainda solicitar exames como radiografia e ressonância magnética.

fonte: Redação Saúde com Ciência
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18.7.17

Impacto do aquecimento dos oceanos na saúde humana

Um estudo científico apresentado no Congresso Mundial da Natureza revelou um aumento na velocidade de propagação de doenças pelo aumento da temperatura de água o mar, ou seja, o aquecimento dos oceanos impacta na saúde.

O estudo "Aquecimento oceânico: causas, alcance e consequências", promovido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), foi elaborado por 80 cientistas de 12 países, que documentaram os efeitos que está tendo o aquecimento nos ecossistemas marítimos.

aquecimento dos oceanos e saúde humana
Impacto do aquecimento dos oceanos na saúde humana

Doenças se propagam pelo aquecimento dos oceanos


Os pesquisadores observaram que "a marca" da mudança climática já está impressa totalmente nos oceanos do planeta, desde as zonas polares até as tropicais, causando "significativas alterações".

Uma delas é "um aumento das doenças nas populações de flora e fauna marinha", que -- segundo Dan Laffoley, um dos autores principais -- "não é alheio o homem".



Laffoley explicou que "os agentes patógenos estão se propagando mais facilmente pelo aumento de temperatura de água, incluindo as bactérias que causam o cólera".

Ao mesmo tempo, está ocorrendo um aumento na floração de algas nocivas para a saúde, causadoras de doenças como a ciguatera, uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixe que se alimenta de algas e organismos dos recifes de zonas tropicais e subtropicais, que geram um tóxico chamado ciguatoxina.

Os cientistas advertiram que a má saúde dos oceanos causada pelos gases do efeito estufa que o homem emite na atmosfera está danificando notavelmente a biodiversidade marinha, causando a perda de áreas de reprodução de tartarugas e aves marinhas.

Além disso, documentaram como populações completas de espécies (plâncton, medusas, tartarugas e aves marinhas) se deslocaram até 10 graus de latitude rumo aos pólos na busca de águas mais frias.

"Ficamos atônitos perante a magnitude dos efeitos da mudança climática nos ecossistemas marítimos", afirmou Laffoley, que também exerce o papel de vice-presidente da Comissão Mundial de Áreas Protegidas da UICN.

Estas alterações ameaçam a "despensa" pesqueira mundial, especialmente nas zonas tropicais do planeta.

No leste da África e no Oceano Índico ocidental, por exemplo,o aquecimento oceânico reduziu a abundância de algumas espécies pesqueiras pelo desaparecimento de parte dos recifes de coral dos quais dependem para cobertura e alimentação.

E no sudeste asiático, os pesquisadores estimaram que se a emissão de gases do efeito estufa continuar ao nível atual, as reservas pesqueiras poderiam diminuir entre 10% e 30% em 2050 com relação ao período 1970-2000.

O aquecimento do oceano também influencia no clima: o número de furacões graves aumenta a um ritmo de entre 25% e 30% por grau de aumento da temperatura global (embora a média tenha sido de um grau no último século, em alguns lugares chegou a subir mais de três).

Foi registrado um aumento das precipitações nas latitudes médias e nas zonas de monção, ao mesmo tempo que choveu menos em várias regiões subtropicais.



Essas mudanças estão tendo consequências no rendimento de colheitas em importantes regiões produtoras de alimentos, como a América do Norte e a Índia.

Os pesquisadores advertiram, no entanto, que nem tudo está perdido. "Há quantidade de medidas que países, organismos internacionais e comunidades locais podem desenvolver para fazer os oceanos mais fortes frente a esta ameaça", ressaltou Inger Andersen, diretora da UICN.

Entre elas: declarar mais áreas marinhas protegidas e ampliar as existentes, estabelecer proteção jurídica em alto-mar, potencializar o conhecimento científico e, principalmente, reduzir "de forma rápida e essencial" as emissões de gases do efeito estufa.

A conservação dos oceanos é um dos eixos centrais do Congresso da UICN, em cuja assembleia serão votadas duas moções relativas à proteção de águas de alto-mar e à criação de áreas protegidas na Antártida, entre outras.

Gostou do artigo? Recomendo a leitura deste outro: Esterco com antibiótico piora efeito estufa.

Fonte: Terra

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17.7.17

Prep HIV Aids: criada nova arma de combate

Pílula anti-HIV: saiba os efeitos do remédio e como será usado para a prevenção da doença.

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) contra o vírus HIV (ou PrEP HIV) -- esse é o nome do medicamento contra a Aids. O Ministério da Saúde passará a disponibilizar em até 180 dias a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) contra o vírus HIV.

Prep HIV Aids: criada nova arma de combate

Um grupo inicial de 7 mil pessoas em grupos estratégicos deverão receber um medicamento para tomar no dia-a-dia e prevenir a infecção, contemplando as cidades Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte,  Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto.

O que é PrEP HIV?


A Profilaxia Pré-Exposição (sigla PrEP) é a ingestão do medicamento em grupos de risco do HIV para evitar que novas pessoas sejam infectadas.

Existe também a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), feita no Brasil desde 2010 -- quando a pessoa recebe um tratamento a base de um coquetel logo após um comportamento de risco, ou para profissionais de saúde que possam ter sido infectados ao cuidar pacientes infectados pelo HIV.

Quem receberá o PrEP HIV?


Poderão receber o remédio populações-chave, determinadas pela OMS: casais soro tipo diferentes, homens que fazem sexo com homens; gays em geral, profissionais do sexo e também pessoas transgêneros (transexuais e travestis).

O remédio será distribuído para previnir a infecção pelo vírus HIV no Brasil e já é utilizado em outros países para o mesmo fim, como os Estados Unidos, e os estudos demonstram alta taxa de eficiência: 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.

A marca mais conhecida é o Truvada, usada em alguns países. (ler: Aprovado uso do Truvada na prevenção do HIV).

Fontes: Bem-estar, Saúde com Ciência, Glamour

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Meu remédio sumiu das farmácias. O que faço?

Pacientes que não encontram o medicamento no mercado podem fazer uma denúncia para a Anvisa...

... Isso porque os fabricantes devem avisar a Agência sempre que houver risco de desabastecimento.

O Brasil tem cerca de 25 mil medicamentos registrados, sendo que desses pelo menos 12 mil foram comercializados em 2016.






Isso sem contar os homeopáticos, fitoterápicos, odontológicos, polivitamínicos e produtos notificados.


Mesmo com tantos registros no mercado, em alguns momentos, pacientes e usuários de medicamentos podem ter dificuldade para encontrar o produto de que precisam.

Isso pode acontecer por alguns motivos, mas, sempre que o consumidor perceber que um medicamento sumiu do mercado, é importante procurar a empresa fabricante para saber o motivo do desabastecimento. Se a resposta não for satisfatória, procure a Anvisa para se informar sobre o caso ou fazer uma denúncia.



6 motivos para um medicamento não ser encontrado no mercado


  1. Ainda não existe registro no Brasil
  2. O registro foi cancelado
  3. O laboratório parou de fabricar o produto
  4. Há problemas na distribuição do produto em sua cidade
  5. O laboratório parou temporariamente de produzir o produto
  6. O medicamento foi retirado do mercado pela Anvisa por problemas na qualidade.

A Anvisa não pode obrigar um fabricante a manter um produto no mercado, mas os laboratórios são obrigados a informar sempre que houver risco de um produto sair das prateleiras e deixar pacientes sem tratamento.

Pela regra, esse aviso deve ser feito com, pelo menos, 12 meses de antecedência, quando houver risco de desabastecimento. É o caso de medicamentos únicos no mercado ou que representam uma fatia importante do abastecimento.

Neste caso, a empresa deve manter o abastecimento durante os 12 meses. Em caso de interrupção de fabricação de produtos que não provoquem desabastecimento (quando há outras opções no mercado, por exemplo), o prazo é de 180 meses.

Quando a interrupção for por motivo não previsível, este aviso deve ser feito em até 72 horas depois do fato que prejudica o fornecimento.



Não estou encontrando meu medicamento nas farmácias: o que faço?


  • Entre em contato com Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório para saber onde o medicamento pode ser encontrado na sua cidade e se está ocorrendo algum problema.
  • Consulte a lista de Descontinuação de Medicamentos. Pela lista, é possível saber se o laboratório informou que o produto terá interrupção na sua produção e quando isso aconteceu.
  • Se você suspeita que o laboratório não informou corretamente sobre a falta do produto ou que não está ocorrendo o abastecimento adequado da sua região ou mesmo que a empresa não está cumprindo o prazo para manter o produto no mercado, acione a Anvisa pelo Fale Conosco.

E o meu tratamento, como fica?


  • A maior parte dos medicamentos do mercado possui genéricos ou similares. Se você tem uma receita médica com o nome genérico do produto, você pode procurar o farmacêutico para que ele dê orientações sobre algum produto intercambiável.
  • Você também pode procurar seu médico para ter orientações sobre a substituição. No caso de medicamentos que são únicos no mercado, pode ser necessária a avaliação profissional para alterar o tratamento.

A descontinuação temporária ou definitiva de medicamentos é regulamentada pela resolução RDC 18/2014 que definiu regras para os laboratórios que vão interromper a fabricação de algum medicamento, provocando sua falta no mercado.

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Fonte: Anvisa
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