24.6.17

Da Anvisa: Lei que libera anorexígenos é inconstitucional

Agência lamenta sanção do Projeto de Lei que autoriza a produção, a comercialização e o consumo de medicamentos à base de sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol

A Anvisa lamenta a sanção, por parte do presidente da República em exercício, deputado federal Rodrigo Maia, do Projeto de Lei 2.431/2011, que autoriza a produção, a comercialização e o consumo de medicamentos à base das substâncias anorexígenas sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol. Essa lei, além de inconstitucional, pode representar grave risco para a saúde da população.[Veja o que a Anvisa acha da recente aprovação sem seu crivo: Medicamentos para emagrecer: situação no Brasil e no mundo.]

Legalmente, cabe à Agência a regulação sobre o registro sanitário dessas substâncias, após rigorosa análise técnica sobre sua qualidade, segurança e eficácia. Assim ocorre em países desenvolvidos e significa uma garantia à saúde da população. O Congresso não fez, até porque não é seu papel nem dispõe de capacidade para tal, nenhuma análise técnica sobre esses requisitos que universalmente são requeridos para autorizar a comercialização de um medicamento.

Lei que libera anorexígenos é inconstitucional
Lei que libera anorexígenos é inconstitucional / foto: aitoff

A lei que autoriza esse grupo de anorexígenos da matéria contraria frontalmente o que está estabelecido pelas Leis nº 6.360/76 e 9.782/99. A venda (dispensação) dos medicamentos à base de anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina é regulada pela Anvisa através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 133/2016.

A própria Advocacia Geral da União (AGU) já deu parecer contrário a esta matéria, em decisão divulgada neste último dia 22 de junho.




A decisão de sancionar a liberação da comercialização desses anorexígenos no Brasil vai contra o que ocorre em outros países desenvolvidos, cuja competência para avaliar se estão aptos a serem oferecidos à população é das respectivas agências reguladoras. Vejamos:

Femproporex


Não é aprovado nos EUA e foi proibido na Europa em 1999.

Mazindol


Foi retirado dos mercados dos EUA e da Europa também em 1999.

Anfepramona


Começou a ser utilizada em 1997. É vendida nos EUA, mas não é aprovada na Europa.

Quanto à a sibutramina, há de se destacar que ela também foi reavaliada pela Anvisa, mas, neste caso, ficou demonstrado que o seu benefício era maior que o risco, desde que utilizada adequadamente e para determinados perfis de pacientes.

Ou seja: a sibutramina continua como opção terapêutica disponível para a população brasileira em medicamentos - com o devido registro na Anvisa - que podem ser produzidos e comercializados por farmácias de manipulação.




Existem 13 fabricantes com registro deste medicamento no Brasil e 22 sibutraminas em comercialização no país. Mas o controle sobre a substância foi reforçado: a venda só pode ser feita mediante apresentação de Receita "B2", com quantidade de medicamento correspondente a, no máximo, 60 (sessenta) dias de tratamento. Dessa maneira, a Anvisa garante o acesso aos que precisam do medicamento, mas com as necessárias proteções contra os riscos.

Deve-se salientar que há outros inibidores de apetite (medicamentos para emagrecer) registrados na Anvisa e cujas análises demonstraram o atendimento às exigências de qualidade, segurança e eficácia. Eles estão disponíveis para que os médicos os prescrevam àquelas pessoas com obesidade e que deles necessitam.

Aprovação só com comprovação de eficácia e segurança


É importante esclarecer que produtos à base de anfepramona, femproporex e mazindol não estão proibidos. O registro de medicamentos com essas substâncias pode ser solicitado e poderá ser concedido mediante a apresentação de dados que comprovem a eficácia e segurança dos mesmos, conforme Art. 2º da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 50/2014.

Por fim, a Anvisa se coloca à inteira disposição da sociedade para colaborar com o debate e fornecer todas as informações técnicas possíveis. No entanto, é importante reiterar que liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população.

➤Complemente sua leitura com o artigo: Medicamentos para emagrecer: situação no Brasil e no mundo

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23.6.17

Medicamentos para emagrecer: situação no Brasil e no mundo

Os anorexígenos são utilizados como coadjuvantes no tratamento de quadros de obesidade e, como qualquer medicamento, seu uso, com a indicação de reduzir o apetite, deve ser orientado por um médico.

No caso dos inibidores de apetite, isso é ainda mais importante já que interferem em sistemas importantes do corpo humano.

Medicamentos para emagrecer

Qual é a situação da sibutramina e de outros medicamento emagrecedores no Brasil e no mundo? 


Nos parágrafos abaixo esclarecemos quais são as regras para a venda desse tipo de medicamento, quais são os produtos autorizados, e os riscos relacionados a seu uso.

A obesidade é uma doença provocada por vários fatores como hábitos de vida, genética, condições econômicas, contexto cultural, entre outros. Por isso, a orientação dos profissionais é ainda mais importante para que o uso de medicamentos não se torne apenas um paliativo e gere o efeito “sanfona”, que é quando o paciente engorda e emagrece muito ao longo da vida.



Em 2011, a Anvisa retirou do mercado três substâncias inibidoras de apetite do tipo anfetamínicos - mazindol, femproporex e anfepramona - para combater a obesidade. Os laboratórios que tinham registro desses produtos no Brasil não apresentaram estudos de eficácia e segurança dentro dos padrões exigidos pela Anvisa e cobrados em outros países do mundo.

Além disso, uma revisão da literatura científica apontou que os riscos relacionados ao uso de inibidores de apetite do tipo anfetamínicos eram maiores que o seu benefício.

Na mesma época a sibutramina também foi reavaliada, mas, neste caso, ficou demostrado que o seu benefício era maior que o seu risco, desde que utilizada adequadamente e para determinados perfis de pacientes.

Então, o controle sobre a sibutramina foi reforçado com a criação de uma receita especial para prescrição e comercialização do produto.

Não foi a primeira vez que medicamentos foram retirados do mercado por causa de uma revisão de segurança. Esta, na verdade, é uma situação que faz parte da rotina das agências reguladoras no mundo todo.

Anorexígenos retirados do mercado e sua situação no mundo


Os três medicamentos abaixo tiveram seus registros cancelados por falta de apresentação de estudos de eficácia e segurança atualizados. Ou seja, nenhum fabricante conseguiu comprovar os benefícios de seu uso.

É importante esclarecer que não estão proibidos. Qualquer empresa da indústria farmacêutica pode pedir o registro das substâncias no Brasil, já que não estão protegidas por patentes. Basta apenas cumprir as regras vigentes no país.



Anfepramona


Começou a ser utilizada em 1997. Vendida nos EUA. Não é aprovada na Europa. [Leia: Anfepramona: usos, efeitos colaterais, nomes comerciais e considerações]

Femproporex


Não é aprovado nos EUA e foi proibido na Europa em 1999.

Mazindol


Não é aprovado nos EUA e não está disponível na Europa.

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Medicamentos aprovados no Brasil para tratar a obesidade (por nome da substância)


Sibutramina


É o medicamento emagrecedor com registro válido mais antigo no Brasil. Foi registrado em março de 1998. 13 fabricantes têm registro e autorização para produzi-lo.

Há 22 sibutraminas disponíveis no mercado brasileiro. Sua venda é proibida na Europa. [Leia: Sibutramina venda proibida na Europa: saiba o porquê]

Orlistat


Chegou ao Brasil no final dos anos 90. Hoje é produzido por 10 laboratórios com pelo menos 22 registros diferentes do produto em comercialização.



Cloridrato de lorcasserina


Registrado em 2016, está no mercado com o nome comercial de Belviq, registrado pelo laboratório Eisai. [Leia: Lorcasserina e Anvisa: liberado insumo farmacêutico para obesidade]

Liraglutida


Registrada no início de 2016, é uma formulação injetável e está no mercado com o nome comercial de Saxenda, registrado pelo laboratório Novo Nordisk. [Leia: Liraglutida novo remédio para emagrecer liberado pela Anvisa]

Gostou do artigo? Complemente sua leitura com: Regras para vender (e comprar) remédios para emagrecer

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22.6.17

Arritmia Cardíaca: 10 informações sobre o ritmo anormal do coração


O número é alarmante... No Brasil, 40 milhões de pessoas têm algum tipo de Arritmia Cardíaca. Estima-se que até 20% da população seja acometida pela doença. Em 2009 foi apontada a ocorrência de mais de 320 mil mortes súbitas por ano em decorrência de arritmias cardíacas. Do total de mortes súbitas em decorrência de problemas cardiovasculares, estima-se que 80 a 90% são provenientes de algum tipo de arritmia cardíaca.
Arritmia Cardíaca

Ainda assim, mesmo sendo tão prevalente, há muita desinformação a respeito da doença. A hereditariedade e outros fatores de risco merecem atenção de especialistas e, por isso, a consulta periódica com um cardiologista é fundamental.

Mas, afinal, o que é uma arritmia cardíaca? Quais são os sintomas? Quais os tipos mais prevalentes? Qual o tratamento? Como prevenir?

1. O que é arritmia cardíaca?


R: Arritmia cardíaca é uma alteração que ocorre na formação ou na condução do estímulo elétrico do coração, as quais podem provocar modificações do ritmo cardíaco.

As arritmias podem ser benignas e malignas. Indivíduos que apresentam problemas no músculo cardíaco, como infarto, cicatrizes de inflamações, doença nas artérias coronárias e insuficiência cardíaca, estão no grupo de maior risco. As arritmias em corações estruturalmente normais geralmente são benignas, embora haja exceções.

2. Como ocorre o batimento cardíaco?


O coração é uma bomba formada por 4 cavidades: duas do lado direito e duas do lado esquerdo (os átrios e os ventrículos). Sua função é impulsionar o sangue que vem das veias para os pulmões e o sangue rico em oxigênio, que vem dos pulmões, para todos os nossos órgãos.

Um sistema elétrico é responsável pela contração muscular no ritmo certo e pela sincronização dos batimentos das 4 câmaras do coração. Esse sistema elétrico é formado por um conjunto de células que geram o estímulo elétrico espontaneamente, denominado nó sinoatrial ou nó sinusal e por uma rede de nervos que espalha o estímulo pelo músculo todo.

3. Qual é o ritmo cardíaco adequado?


R: O ritmo cardíaco adequado é ritmo regular, compassado. A frequência dos batimentos cardíacos depende da atividade que o indivíduo está realizando (repouso ou em exercício) e é medida pelo número de contrações do coração por uma unidade de tempo, geralmente por minuto.

Por isso é expressa em BPM (batimentos por minuto). A frequência cardíaca pode variar muito, mas normalmente situa-se entre 60 bpm e 100 bpm num indivíduo em repouso ou atividades habituais.

Para um indivíduo adulto em repouso, uma frequência cardíaca de 100 bpm, persistentemente, pode ser considerada alta. Em algumas situações, como durante exercícios físicos de alta intensidade, estes batimentos podem atingir até mesmo 180 bpm. Por outro lado, quando dormimos ou estamos em repouso, a frequência pode ficar abaixo dos 60 bpm e isso é considerado normal.

4. Quais são os tipos de arritmias cardíacas?


R: Existem vários tipos de arritmias, mas as mais comuns são a taquicardia, quando o coração bate rápido e a bradicardia, quando as batidas são muito lentas.

Existem também os batimentos fora de compasso, que se manifestam com pulsação irregular, como as extra-sístoles e a fibrilação atrial.

5. O que é a Morte Súbita Cardíaca?


R: A morte súbita cardíaca é a morte inesperada, instantânea, causada pela perda da função de bombeamento do músculo cardíaco.

A falta de função de bombeamento, na grande maioria, é causada por arritmias originadas nos ventrículos (fibrilação ventricular). A causa mais frequente de arritmias ventriculares na população em geral é o Infarto do Miocárdio.

6. Quem está sujeito às arritmias cardíacas e à morte súbita?


R: Qualquer pessoa pode ter arritmia cardíaca, independentemente de faixa etária, gênero ou condição socioeconômica. As arritmias cardíacas podem acometer recém-nascidos, jovens supostamente saudáveis e esportistas.

Mas são mais frequentes em pessoas portadoras de doenças do músculo cardíaco ou doenças hereditárias do sistema elétrico e também em idosos.

7. Quais os sintomas de uma arritmia cardíaca?


R: Os principais sintomas das arritmias cardíacas são palpitações, batedeira no peito, sensação de batimentos rápidos, lentos, irregulares, às vezes cansaço de início recente e desproporcional ao grau de esforço realizado, tonteiras, desmaios, fraqueza, desconforto no peito.

8. Como é feito o diagnóstico de uma arritmia cardíaca?


R: Quando uma pessoa percebe que seu coração está batendo de forma inadequada, deve procurar um cardiologista para avaliação clínica. O médico fará a anamnese, levantará dados da história familiar, realizará um exame clínico detalhado e um eletrocardiograma.

A partir de então, outros testes são solicitados dependendo da necessidade de cada paciente, tais como: Ecocardiograma, Holter de 24h, Teste Ergométrico, Monitor de Eventos, Ressonância Magnética do Coração e Estudo Eletrofisiológico Intracardíaco.

9. Qual tratamento de uma arritmia cardíaca?


R: Quem determinará o tratamento adequado é o médico especialista em arritmias (o Arritmologista ou Eletrofisiologista). Os tratamentos podem ser medicamentosos, por Ablação por Cateter (cauterização dos focos das arritmias) ou ainda pode ser necessário o uso de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEI), tais como Marca-passo (MP), Cadioversor-Desfibrilador (CDI) ou Ressincronizador.

10. Como prevenir as arritmias cardíacas e a morte súbita?


R: Para prevenir as arritmias cardíacas, assim como as demais doenças, é preciso ter hábitos saudáveis, alimentação saudável, não se exceder no consumo de bebidas alcoólicas, energéticos, não usar tabaco, tratar diabetes e evitar obesidade. Também é importante dar atenção à saúde emocional, evitando o estresse.

Toda atividade física e/ou esportiva moderada traz benefícios à saúde, mas antes de iniciá-la, deve-se procurar um médico para avaliação clínica e orientação adequada.

Por fim, visitas regulares a um cardiologista, pelo menos uma vez por ano, são fundamentais. Preste atenção nos sinais do seu coração, como pulsações irregulares, batimentos intensos, rápidos, cansaço demasiado e sem motivo aparente, tonturas e desmaios.

Fonte: As informações são da SOBRAC (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas), uma entidade médica sem fins lucrativos, afiliada à Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

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Vacinas em Farmácias: drogarias poderão aplicar vacinas

Nova resolução em análise pela Anvisa deve liberar aplicação de vacinas em farmácias.

O assunto "vacinas em farmácias" está causando polêmica. Uns aprovam e outros não. Mas o fato é que farmácia é estabelecimento de saúde e não apenas um local de venda de medicamentos e afins, além de perfumaria. FARMÁCIA É ESTABELECIMENTO DE SAÚDE.

Durante todo o funcionamento de qualquer farmácia e drogaria é obrigatória a presença de um farmacêutico -- um profissional da saúde! Por tudo isso, fica evidente que não deve e não pode haver problemas em realizar tal procedimento em farmácias. Entre as vantagens está o preço, que deverá cair em mais de 50%. No entanto, há quem afirme que apenas na presença de um médico o procedimento é 100% seguro, já que pode haver -- em casos raros -- risco de choque anafilático. Oras, quanta vezes você viu um médico presente no postinho em que você recebe uma dose de vacina?
Vacinas em Farmácias

Aplicação de vacinas em farmácias. Contra ou a favor?


Uma nova resolução que trata dos requisitos mínimos para serviços de vacinação no país está em fase de análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, caso seja aprovada, permitirá que farmácias apliquem vacinas.

Atualmente, somente clínicas de vacinação, que têm um médico como responsável técnico (mas que nem sempre está presente de fato), estão autorizadas a oferecer o serviço fora do sistema público de saúde.

Entidades que representam os farmacêuticos defendem que a medida ampliará o acesso da população às vacinas. Já entidades médicas expressam temor de que a nova resolução possa reduzir as exigências atualmente aplicadas aos serviços de vacinação, o que acarretaria risco para a população.

A proposta já passou por uma consulta pública, em maio, e agora está na última etapa do processo de regulamentação antes da decisão final. O texto submetido à consulta não menciona as farmácias especificamente, mas abre essa possibilidade ao não limitar o serviço de aplicação de vacinas às clínicas.

A regra estabelece como deve ser a estrutura física do estabelecimento que aplicará a vacina e determina que as vacinas que não estão contempladas pelo Programa Nacional de Vacinação do SUS somente poderão ser aplicadas mediante prescrição médica.

Em nota enviada ao G1, a Anvisa observa que a aplicação de vacinas em farmácias já estava prevista desde 2014, por meio da Lei 13.021/2014, que dispõe sobre os exercícios das atividades farmacêuticas. Porém, até hoje, a atividade não era colocada em prática por falta de um regulamento que tratasse do assunto.

Vacinas mais baratas


O Conselho Federal de Farmácia (CFF) afirmou, em nota, que a expectativa é que a Anvisa publique em breve a resolução “de forma a finalmente permitir a ampla participação das farmácias e dos farmacêuticos nessa importante ação de saúde pública”.

Na opinião do presidente da entidade, Walter da Silva Jorge João, a nova regra garantirá mais qualidade ao serviço – já que os farmacêuticos seriam profissionais habilitados por lei para a dispensação de imunobiológicos – e preços mais baixos. “Hoje, as clínicas especializadas chegam a cobrar preços 300% superiores aos dos insumos. Uma margem de ganho altíssima, regulada pela exclusividade de que as mesmas usufruem”, afirma.

Já o presidente da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC), Geraldo José Barbosa, afirma que essa margem de lucro sobre os insumos é irreal. Segundo ele, a rentabilidade bruta fica, na verdade, entre 45 e 55%, com uma carga tributária de em média 20%.

Para o farmacêutico clínico Ismael Rosa, pesquisador do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), a capilaridade das farmácias deve contribuir para aumentar os índices de imunização no país. “Encontramos uma farmácia em cada esquina, então isso vai contribuir para atingir as metas de vacinação.” Um levantamento feito pelo ICTQ, com base em 2.061 entrevistas em todo o país, concluiu que 25% dos brasileiros afirmam que buscam ou desejam encontrar o serviço de vacinação nas farmácias.

Risco sanitário


Geraldo José Barbosa, da ABCVAC, considera que permitir a aplicação de vacinas em farmácias representa um risco sanitário: “Quem vai dar os primeiros socorros em caso de choque anafilático em uma farmácia?”

Ele também questiona se a atual estrutura de vigilância em saúde será suficiente para fiscalizar a segurança da aplicação de vacinas nas farmácias. “Hoje, por existir um número menor de clínicas, há um controle muito grande por parte do Ministério da Saúde. A partir do momento em que isso se amplia, há risco de perder esse controle.”

Na avaliação da médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o texto da proposta reduziu os critérios de exigência em relação ao serviço de vacinação existente no que diz respeito à estrutura física do local da vacinação – que não prevê a existência de uma maca, por exemplo – e também quanto à abolição do médico do serviço.

“É importante ter um médico para atender a eventos adversos. É raro que ocorram na hora, mas as pessoas voltam às clínicas por algumas situações e precisam que um médico habilitado e conhecedor das vacinas possa avaliar”, diz a especialista.

Comentário Saúde com Ciência


Polêmicas à parte, a medida favorecerá a população por proporcionar mais uma opção de local para se vacinar e maior concorrência barateando -- e muito -- o serviço de vacinação. Entretanto, as farmácias que desejarem aplicar vacinas precisarão se adequar ao serviço.

Assim, deverão contar com técnicos em enfermagem e com um profissional (um médico?) para prestar atendimento imediato se ocorrer uma reação alérgica grave no ato da aplicação da vacina. Mas a pergunta que não quer calar é: Quantas vezes você tomou vacina em um postinho em que não havia um médico presente no ato da aplicação?

➤Leia também este artigo complementar: Da Anvisa: regra para farmácia aplicar vacinas

E você é a favor ou é contra a aplicação de vacinas em farmácias? Deixe sua opinião abaixo!

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21.6.17

4 melhores alimentos para o cérebro

É inevitável imaginar que o cérebro seja o principal órgão do corpo, afinal, apenas quando ele morre é que é decretada a morte do indivíduo. Assim, a informação de que existem alguns alimentos identificados como os melhores alimentos para o cérebro é de importância ímpar.

Achou esse número pouco? Pode ser, mas... Sabemos que existem muito mais do que menos de cinco alimentos para a saúde cerebral. Mas dentre todos eles, 4 são fundamentais. Mas quais serão os melhores alimentos para o cérebro?

Quais os melhores alimentos para o cérebro?


Abaixo estão os alimentos com maior fonte de nutrientes benéficos ao cérebro e eles não estão relacionados por ordem de importância, ou seja, todos são muito importantes.

4 melhores alimentos para o cérebro
4 melhores alimentos para o cérebro - couve-manteiga

1. Vegetais de folhas verdes escuras


Por ser fonte importante de vitamina K, verduras de folhas verdes escuras como couve e espinafre são usadas para desacelerar o declínio cognitivo. Segundo um novo estudo da Rush University Medical Center, as pessoas que comiam 1 a 2 porções de verduras verdes escuras por dia tinham a capacidade cognitiva (entender, assimilar e de se relacionar com tudo e todos ao redor) de uma pessoa 11 anos mais jovem do que os que não consumiram os vegetais.


►► Leia também: Treine o cérebro para comer alimentos saudáveis.


2. Peixes gordos 


Um estudo realizado pela Tufts University descobriu que pessoas que comiam peixes gordos (por isso há várias marcas de óleo de peixe sendo comercializadas) como salmão e atum 3 vezes por semana tiveram risco reduzido (cerca de 40%) de apresentar o mal de

“Os ácidos graxos ômega-3 contêm DHA e EPA, que são altamente concentrados no cérebro e são cruciais para a função cerebral ideal”, diz Joy Dubost, PhD, nutricionista e porta-voz da Academia de Nutrição e Dietética. Peixes gordos são também uma grande fonte de vitamina D, diz Dubost, e numerosos estudos indicam que vitamina D pode ajudar a proteger o cérebro. “Apenas um pedaço de salmão cozido contém 600 UI de vitamina D”, diz ela, “o que é um número muito alto para uma fonte de alimento de D.”

►► Leia também: Cor dos alimentos e seus benefícios

3. Blueberry (mirtilo)


Dotada de um antioxidante-antocianina que lhe confere essa cor azul escura arroxeada incrível estas frutinhas são muito saudáveis para o cérebro. Um estudo recente da mesma universidade que estudou o salmão, revelou que as antocianinas conseguem atravessar a barreira cerebral (sangue/cérebro), assim protege as células cerebrais contra a oxidação e também aumentando a comunicação entre os neurônios cerebrais.

Pesquisas com animais também feitas na Tufts revelou que os blueberries ajudam a melhorar a memória de curto prazo, as habilidades de nadar, o equilíbrio e também a coordenação motora.

Já uma pesquisa feita com 16 mil mulheres com mais de 70 anos pela Harvard Nurses revelou que as que consumiam 2 ou mais porções de meia xícara de mirtilos - ou de morangos - por semana mantiveram-se mentalmente mais agitadas do que as que não consumiam tais as frutas.

4. Azeite extra-virgem


O azeite (se consumido in natura, ou seja, sem aquecer muito) é uma excelente fonte de polifenóis antioxidantes que podem prevenir o envelhecimento e até mesmo reverter os sinais da idade (cronológica) e também os problemas de memória relacionados a doenças como alzheimer e outros tipos de demência.

Uma pesquisa publicada no Jornal da Doença de Alzheimer demonstrou que o azeite extra-virgem é capaz de melhorar não só a memória como também a aprendizagem. Outros estudos revelam que a troca de gorduras saturadas por gorduras mono e poli-insaturados (como a encontrado no azeite) está associada com um risco menor do mal de Alzheimer.

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Higiene Oral: teste sua higienização bucal


Você realiza a sua higiene bucal adequadamente? Veja no teste!

Em função da correria do dia a dia, muitas não cuidam da higiene oral de forma correta e, por consequência, sofrem com problemas como cáries, gengivites, mau hálito, etc.

Higiene Oral: teste sua higienização bucalO odontólogo Dr. Hugo Lewgoy**, lembra que os cuidados com a higienização vão além de uma simples escovação, ou seja, é preciso usar uma escova correta, realizar uma técnica adequada e utilizar outros produtos para complementar a limpeza.

O especialista elaborou um teste para que cada pessoa teste sua higienização bucal. Responda as perguntas e confira o resultado no final:

Teste sua higiene oral


1- A sua escova dental é:
A- ( ) Dura
B- ( ) Média
C- ( ) Macia
D- ( ) Ultramacia

2- A escova dental é escolhida, em função:
A- ( ) Do preço
B- ( ) Do visual
C- ( ) Da marca
D- ( ) Da quantidade e qualidade das cerdas

3 - Com qual freqüência é feita a higienização oral:
A- ( ) Uma vez ao dia
B- ( ) Somente antes de dormir
C- ( ) Duas vezes ao dia
D- ( ) Após as refeições e antes de dormir

4 - A limpeza da sua escova dental é feita:
A- ( ) Nunca
B- ( ) Somente após usá-la
C- ( ) Uma vez por semana
D- ( ) Diariamente antes e após usá-la

5- Como complemento à escovação, uso:
A- ( ) Nenhum produto
B- ( ) Escova interdental
C- ( ) Fio dental
D- ( ) Escova interdental e Escova Unitufo

6- É feita a limpeza dental no consultório:
A- ( ) Só quando preciso
B- ( ) Nunca
C- ( ) Uma vez ao ano
D- ( ) A cada seis meses

7 - A língua é higienizada:
A- ( ) Raramente
B- ( ) Uma vez ao mês
C- ( ) Uma vez por semana
D- ( ) Diariamente

8 - A troca de escova é feita a cada:
A- ( ) Dez meses
B- ( ) Quando as cerdas se abrem
C- ( ) Seis meses
D- ( ) No máximo a cada três meses

9- O uso do antisséptico oral é feito:
A- ( ) De acordo com a propaganda
B- ( ) Conforme a orientação dos amigos
C- ( ) Para tornar o hálito puro
D- ( ) Conforme a orientação do cirurgião-dentista

10- A gengiva sangra:
A- ( ) Sempre
B- ( ) Não reparo
C- ( ) Às vezes
D- ( ) Nunca

Para cada resposta A, somar 1 ponto
Para cada resposta B, somar 2 pontos
Para cada resposta C, somar 3 pontos
Para cada resposta D, somar 4 pontos

Resultado do teste de higiene oral


➤➤ Leia também: Chocolate amargo previne cáries mesmo?

Entre 10 e 20 pontos: ATENÇÃO!


A sua saúde bucal está muito aquém do que é considerado ideal. Você deve procurar imediatamente um profissional especializado para a realização de uma orientação mais detalhada, além, da utilização de produtos mais adequados para cada caso como, por exemplo, escovas dentais ultramacias e com uma grande quantidade de cerdas.

Entre 20 e 30 pontos: CUIDADO!


Alguns hábitos devem ser mudados imediatamente. Você já está na iminência de ter cáries e gengivite. Comece a utilizar Escovas Interdentais Prime e Escova Unitufo Solo.

Entre 30 e 40 pontos: Parabéns!


A sua higienização oral está perfeita. Basta continuar nesse ritmo que, dificilmente, terá algum tipo de problema oral como cárie e doença gengival.

Dicas do Dr. Hugo Lewgoy para uma completa higienização bucal


• A escova dental deve ser ultramacia para não agredir os dentes e a gengiva como a Curaprox, por exemplo, que possui 5460 cerdas. A grande quantidade de cerdas com uma textura ultramacia não machuca as gengivas, além de permitir a sua higienização facilmente, possibilitando a desorganização da placa bacteriana de forma suave, evitando traumatismos e a retração gengival no longo prazo.

➤➤ Leia também: O que é sialorreia e como tratar?

• Deve-se fazer a higienização da escova sempre após usá-la. Após o término da escovação,
preferencialmente com uma escova com mais de cinco mil cerdas, todas as superfícies devem ser lavadas, de preferência com água corrente aquecida; Deve-se remover o excesso de água com uma pequena batida da escova sobre a palma da mão ou na borda da pia do banheiro; Coloca-se, então, o protetor de cabeça que deve ter a sua parte interna também embebida pela solução antisséptica; Em seguida a escova pode ser guardada dentro do armário fechado do banheiro, evitando encostar uma escova na outra. Antes da próxima escovação, a escova deve ser novamente muito bem lavada e enxaguada em água corrente para a remoção dos resíduos do desinfetante utilizado e também para a remoção dos micro-organismos eliminados.

• O fio dental, composto de fibras de nylon, pode desfiar ou romper durante o manuseio. Ele é muito bom para remover detritos alimentares, porém, é possível subistitui-lo por escovas interdentais, consideradas mais eficientes na remoção de sujeiras na região chamada de proximal, ou seja, localizada entre os dentes como a CURAPROX Prime, por exemplo, já disponível no mercado brasileiro.

• A higienização da língua deve ser feita diariamente de forma rotineira, preferencialmente, todas as manhãs com um higienizador como o CURAPROX CTC 201 e 202, por exemplo, que deve ser trocado a cada seis meses.

• A gengiva nunca deve sangrar. Caso isso aconteça, significa que algo de errado está acontecendo como, por exemplo, má higienização, o que pode causar uma gengivite. Procure sempre a orientação de um cirurgião-dentista.

** O Dr. Hugo Lewgoy é especialista, mestre e doutor pela USP e Professor de Odontologia da Uniban.

http://www.saudecomciencia.com/search/label/asúde bucal  #E7F2FC
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Creme dental preto para clarear os dentes? Saiba mais...

Entenda como o creme dental preto pode clarear os dentes

A tecnologia suíça permitiu a criação de um creme dental preto que, por possuir carbono ativo como ingrediente, é preto e pode ajudar a clarear os dentes por possuir partículas que filtram impurezas que amarelam os dentes e combatem as placas, promovendo uma escovação totalmente inusitada.

Creme dental preto para clarear os dentes

Segundo o fabricante, o creme dental Black is White promove a remoção de manchas, sem danificar o esmalte dos dentes nem prejudicar a saúde bucal. Ele ainda conta com enzimas que auxiliam nas funções da saliva, que exerce um papel importante em relação à proteção da boca contra as bactérias e doenças orais.

Esse produto também não possui em sua formulação o produto químico SLS (Sodium Laryl Sulphate), no caso, um tipo de detergente que provoca espuma e já foi eliminado de vários produtos pelo seu efeito irritante e prejudicial à saúde.

Outro destaque observado é a baixa abrasividade proporcionada pelo creme dental. O Dr. Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor pela USP, ressalta que a ação deve ser executada pela escova de dente, para remoção da placa bacteriana.

"O excesso de abrasividade pode contribuir para o desgaste do esmalte e retração da gengiva. Quando a escova é eficaz, indicamos o uso de cremes dentais menos abrasivos, como o Black is White", afirma o cirurgião-dentista.

O fabricante explica também que a pasta de dente tem partículas que filtram impurezas que amarelam os dentes e combatem as placas.

Black is White pode ser usado normalmente todos os dias como creme dental na rotina de higienização dos dentes. O produto está disponível em embalagens com duas opções em cores: branco e preto. Preço sugerido: R$ 165,00 (creme dental + escova).

Além disso tudo, o creme dental preto ainda é fashion chique!

Fonte: CURAPROX

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Inibidores de Apetite: Anvisa tenta vetar liberação de anoexígenos

Anvisa recomendará o veto a PL que libera anorexígenos

A Anvisa vê com preocupação a aprovação, na Câmara Federal, do Projeto de Lei 2.431/2011, que autoriza a produção, a comercialização e o consumo, sob prescrição médica, de medicamentos à base dos inibidores de apetite sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol.

A Agência entende que a medida representa sério risco para a saúde da população ao retirar da Agência a competência legal para a regulação a respeito do registro sanitário dessas substâncias. Por conta disso, a posição da Agência é bem clara: vai recomendar ao presidente Michel Temer que vete a proposta.


Para a Anvisa, a aprovação do PL promove sério dano ao regime jurídico dos produtos submetidos ao controle da vigilância sanitária, estabelecido pelas Leis nº 6.360/76 e 9.782/99, e resguardado por recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A venda (dispensação) dos medicamentos à base de anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina é regulada pela Anvisa através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 133/2016.

Não concordamos com a liberação de medicamentos feita por lei. Pode ser que, posteriormente, se descubra que esses medicamentos possam oferecer algum risco ou perigo a quem os consumir. O papel do Congresso é outro: cobrar da Anvisa eficiência, transparência e acompanhar seus processos. Mas não substituir as funções da Anvisa”, ressalta o diretor-presidente da Agência, Jarbas Barbosa.

O registro sanitário visa garantir a segurança e eficácia terapêutica dos medicamentos. Trata-se, portanto, de medida destinada a assegurar o direito constitucional fundamental da saúde, prevista de forma expressa como dever do Estado.

A decisão do Congresso permite que as substâncias em questão sejam manipuladas mesmo sem a devida comprovação de segurança e eficácia asseguradas pelo registro na Anvisa, caracterizando-se, portanto, como risco para a saúde da população.

Um bom exemplo disso é o caso da fosfoetanolamina, propagada por seus produtores como a “pílula do câncer” e que teve seu uso autorizado pela Câmara, mesmo sem que a substância tenha registro na Anvisa. O STF barrou esta decisão, por entender que “a busca pela cura de enfermidades não pode se desvincular do correspondente cuidado com a qualidade das drogas distribuídas aos indivíduos mediante rigoroso crivo científico”.

Posteriormente à decisão do STF, todos os testes em torno da fosfoetanolamina demonstraram a não eficácia ou benefício clínico significativo na substância. Ou seja: se a decisão da Câmara estivesse em vigor, as pessoas teriam se submetido ao tratamento com um “medicamento” ineficaz e que poderia até mesmo ser prejudicial a esses pacientes ao fazê-los abandonar a quimioterapia tradicional.

Por fim, ressalta-se que a substância ativa sibutramina continua como opção terapêutica disponível para a população brasileira em medicamentos industrializados - com o devido registro na Anvisa - e que podem ser produzidos e comercializados por farmácias de manipulação.

O registro de medicamentos com as substâncias anfepramona, femproporex, mazindol pode ser solicitado e poderá ser concedido mediante a apresentação de dados que comprovem a eficácia e segurança dos mesmos, conforme Art. 2º da Resolução de Diretoria Colegiada-RDC nº. 50/2014.

A Anvisa se coloca à inteira disposição do Congresso para colaborar com o debate e fornecer todas as informações técnicas possíveis. No entanto, é importante reiterar que liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico como alguns inibidores de apetite seria colocar em risco a saúde da população.

E você, o que acha da liberação desses inibidores de apetite? Comente abaixo! Aproveita e leia também: Anfetaminas - Proibir é o melhor remédio?

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