19.1.17

Fontes de Ferro na alimentação

Sabia que há 4 formas de obter o ferro da alimentação e que eles se apresentam de 2 tipos diferentes? Há ferro abundante na carne, mas também há ferro em alguns vegetais, em alimentos enriquecidos e também em panelas. Conheça tudo sobre o assunto e como aproveitar melhor o ferro da alimentação.

O ferro é um mineral tão importante, que, neste artigo resolvi tratar apenas das fontes de ferro na alimentação. Outros aspectos do ferro serão tratados em outros artigos específicos.

Antes de citar as fontes de ferro nos alimentos, quero comentar sobre a biodisponibilidade do ferro no organismo, ou seja, a partir do momento em que o ferro for ingerido com a alimentação, como e quanto de ferro será absorvido e quanto estará de fato disponível para ser utilizado pelo organismo.

Fontes de Ferro na alimentação


Existem basicamente três tipos de ferro em nossa alimentação: O ferro de origem animal, o ferro presente em vegetais e o ferro presente em panelas de ferro, que tem sua importância.

O FERRO DE ORIGEM ANIMAL

Fontes de ferro na alimentação
Patê de fígado - (fonte de ferro animal na alimentação) Foto: Flickr

O ferro "heme", "hem', "hemínico", orgânico ou Fe2+ (sua forma ferrosa) se encontra mais abundantemente nas carnes. Este tipo de ferro é o melhor absorvido pelo organismo se tornando o ferro sérico.

- Fontes de ferro animal (ferro heme - Fe2+)


São melhores fontes de ferro de origem animal as carnes vermelhas, principalmente fígado, rim e outras vísceras, carnes de aves e de peixes, mariscos e em menor concentração na gema de ovos. Leite não é boa fonte de ferro. A não ser os leites enriquecidos com ferro.


FERRO DE ORIGEM VEGETAL


Fontes de Ferro na alimentação
Fontes de Ferro na alimentação

Trata-se do ferro "não heme" ou Fe3+ (ferro na forma férrica)

- Fontes vegetais de ferro (ferro "não heme" ou Fe3+):

  • vegetais folhosos escuros: agrião, couve, espinafre*, rúcula, salsinha (salsa), etc.
  • nozes, pistache, castanhas, semente de abóbora;
  • germen de trigo e farelo de trigo;
  • açaí;
  • frutas secas;
  • lentilha, grão-de-bico e feijões;
  • melado de cana;
  • rapadura;
  • açúcar mascavo e demerara
  • beterraba**
* Embora o espinafre seja rico em ferro, ele também é rico em oxalato. Substância, esta, que inibe a absorção do ferro do espinafre pelo organismo.


** A beterraba contém pouco ferro em sua composição (cerca de 0,8 mg em 100 g), mas, como a beterraba é rica em folato e em vitamina C (4,9 mg), fator que auxilia a absorção de ferro da beterraba pelo organismo, pode-se dizer que ela é uma boa fonte de ferro.


PANELAS DE FERRO TAMBÉM SÃO FONTES DE FERRO


Alguns médicos recomendam que as mães façam comida para seus filhos anêmicos em panelas de ferro. Isso realmente é válido, mas cuidados devem ser tomados para manter a integridade destas panelas que se estiverem enferrujadas NÃO podem ser usadas para cozer alimentos. Então, sempre que usar a panela de ferro, lave-a e guarde untada com óleo para que não enferruje.


ALIMENTOS ENRIQUECIDOS COM FERRO


Existem no mercado biscoitos, leites, achocolatados, farinhas e outros alimentos enriquecidos com ferro, sobretudo alimentos infantis. Para saber quais são veja nas embalagens dos supermercados.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES sobre o ferro nos vegetais


Uma observação se faz muito importante e, na verdade, crucial e foi um dos principais aprendizados dos quais adotei quase que como lema em minha vida profissional como farmacêutica e sempre recomendava à pessoas com anemia por deficiência de ferro, que acrescentassem à alimentação com fontes vegetais de ferro frutas ricas em vitamina C. O ferro, sobretudo o contido em vegetais é melhor absorvido em presença da vitamina C. Por isso, Tomar sucos ricos em vitamina C ou mesmo expremer um pouco de limão na comida aumenta e muito a absorção de ferro contido em vegetais como o feijão, por exemplo. Pois a vitamina C converte o Ferro 'não heme' em ferro heme.

Da mesma forma que ingerir leite durante a alimentação não é recomendado, pois o cálcio impede a absorção do ferro.




MEDICAMENTOS COM FERRO


Da mesma forma que citei acima, você NÃO deve ingerir medicamentos à base de ferro (geralmente formulações para anemia) juntamente com leite, pois o cálcio irá diminuir a absorção do ferro. E, para aumentar essa absorção prefira ingerir o ferro com suco de laranja ou limão. Esta é uma dica que sempre orientei os pacientes que chegavam à farmácia e compravam medicamentos à base de ferro. E, agora escrevo aqui no Saúde com Ciência.
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18.1.17

O que é tireoide, qual a função da glândula Tireoide e doenças principais


Saiba o que é tireoide, qual a função da glândula tireoide e seus principais problemas: hipotireoidismo e hipertireoidismo.

O que é tireoide?


Sempre me deparo com a expressão "tenho tireoide!", dita por alguém que fala enquanto arregala os olhos como se tireoide fosse o nome de alguma doença e que nem todos a teriam. Calma! Tireoide não é uma doença e sim uma glândula que todo mundo tem. E que bom, pois não há como viver sem ela. Saiba o porquê mais abaixo.

A tireoide está localizada na região anterior do pescoço, logo abaixo do "Pomo de Adão".

O que é tireoide, qual a função da glândula Tireoide e doenças principais

Função da glândula tireoide


A tireoide é a glândula responsável pela produção dos hormônios da tireoide T3 e T4, e está sob o comando do TSH (hormônio estimulante da tireoide). Os hormônios tireoidianos atuam em todo o organismo, controlando o seu ritmo de funcionamento.

Como qualquer órgão ou glândula do organismo, a tireoide pode "ficar doente". Os principais problemas da tireoide são o hipo e o hipertireoidismo. Vamos saber o que é cada um deles?

A principal causa do hipo e do hipertiroidismo é autoimune. "O sistema imunológico passa a tratar a tireoide como se fosse um invasor, produzindo anticorpos contra estruturas da glândula, o que leva à redução ou estímulo da produção hormonal", explica a médica Daniele Zaninelli.

► Leia também: Alimentos que ajudam no funcionamento da tireoide.

10 sintomas do Hipotireoidismo


No caso do hipotireoidismo (pouco ou nenhum hormônio é produzido pela tireoide), mais comum nas mulheres, os principais sintomas são:
  1. cansaço, 
  2. queda de cabelos, 
  3. pele seca, 
  4. obstipação intestinal, 
  5. alterações do humor e 
  6. do sono, 
  7. dificuldade de emagrecer, e 
  8. redução da capacidade de concentração e memória,
  9. alterações no ciclo menstrual e 
  10. fertilidade. 

Mas fique atenta, essas mudanças costumam ser lentas e podem passar desapercebidas.

Veja mais sintomas do hipotireoidismo e tudo sobre a doença no artigo: Hipotireoidismo, sintomas e tratamentos.

11 sintomas do Hipertireoidismo


O hipertireoidismo é a situação contrária, muito hormônio é produzido pela glândula. Os sintomas do hipertireoidismo são:
  1. palpitação é um dos principais sintomas,
  2. organismo acelerado (sensação de energia de sobra),  
  3. tremores, 
  4. olhos saltados,
  5. pele quente, 
  6. sudorese, 
  7. queda de cabelos, 
  8. insônia, 
  9. alterações menstruais, 
  10. agitação e 
  11. irritabilidade.

Fique atenta(o) a estes sinais. Se eles surgirem procurem um médico endocrinologista, mas não se desespere, já que para esses males há tratamento.

► Leia também: Alimentos que ajudam a tireoide a funcionar melhor.

Texto escrito pela farmacêutica/jornalista Renata Fraia com algumas informações da médica médica Daniele Zaninelli.




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Lavar as mãos -corretamente - reduz infeccções hospitalares

Lavar as mãos corretamente (Anvisa), reduz - e muito - as infecções hospitalares. Leia o texto abaixo e em seguida veja tabela que mostra a maneira correta de lavar - higienizando - as mãos.

A meta de redução da infecção no hospital depende do ato simples de lavagem das mãos, da motivação e orientação dos profissionais da equipe de Saúde. O sabão comumente usado possui ação detergente, age mecanicamente e sem atividade bactericida.

Os anti-sépticos são formulações germicidas, sendo utilizados para reduzir o número de micróbios sobre a superfície da pele, e padronizados pelo Food and Drug Administration (FDA, 1978), quando foram definidas sete categorias de produtos. No Brasil, (estes compostos devem atender às recomendações da Portaria número 2616 de 1998), estabelece que em seu anexo IV, prioriza a lavagem e anti-sepsia das mãos.

Existe comercialmente uma diversidade de produtos para esta finalidade, como os álcoois que são considerados simultaneamente desinfetantes e anti-sépticos, e possuem excelente atividade contra todos os grupos de microrganismos, exceto os esporos. A concentração recomendada de etanol é de (70,0%), considerada ótima para destruir microrganismos, sendo mais eficaz do que o álcool absoluto.

>> Leia também: Soluções higienizantes são obrigatórias

O. Karabay e colaboradores, médicos infectologistas da Faculdade de Medicina de Bolu, na Turquia compararam os efeitos da lavagem das mãos e a contaminação em dois grupos de enfermeiras, observadas durante 6 meses. No grupo A- com 18 enfermeiras passaram a lavar a mãos, usando uma solução alcoólica; e no grupo B com 17 enfermeiras usando um sabonete germicida. Antes e depois da lavagem era feita uma cultura de material tirado da superfície da pele dessas enfermeiras.



As enfermeiras foram observadas nos dias 1, 7 e 14 do estudo, a fim determinar a aderência (a repetição das instruções de como lavar as mãos); e a eficácia dos produtos usados na higiene da mão dos dois grupos. Um total de 368 atividades rotineiras de cuidado com pacientes foi observado durante o período do estudo.

Veja abaixo, a maneira correta de lavar as mãos antes de cirurgias e antes de contato com os pacientes no quarto ou na realização de procedimentos laboratoriais. Preste bem atenção e não se esqueça da higiene das unhas, hein?

Como lavar as mãos corretamente - Anvisa


Como lavar as mãos corretamente Anvisa

Lavar as mãos corretamente (Anvisa), usando uma solução alcoólica reduziu significativamente a contaminação bacteriana as mãos das enfermeiras em 54% das vezes mais do que lavar a mãos, usando um sabão antimicrobiano 27% das vezes. A aderência foi também melhor no grupo lavagem da mão com solução alcoólica do que no grupo de lavagem da mão com sabonete germicida (72,5 e 15,4%, respectivamente; p < 0,001).

A aderência foi mais baixo entre as enfermeiras que tinham uma experiência de mais de 3 anos na prática de hospital. A aderência e a lavagem das mãos foram menores entre as enfermeiras que trabalham em unidades de cuidados intensivos (UTI) do que entre as enfermeiras que trabalham nas outras divisões do hospital. Geralmente, após tirar as luvas, as enfermeiras preferiram lavar a mão a esfregar.

>> Complemente sua leitura com o artigo: Como lavar as mãos corretamente.

Fonte : Med Princ Pract. 2005 Sep-Oct;14(5):313-7
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Automedicação e automedicação consciente: Entenda a diferença


Entenda as diferenças entre automedicação e automedicação consciente.

O que é automedicação?


A automedicação é a utilização de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas (como parentes, vizinhos ou balconistas), para tratamento de doenças cujos sintomas são “percebidos” pelo usuário, sem a avaliação prévia de um profissional de saúde (médico, odontólogo, ou veterinário no caso dos animais).

Automedicação e automedicação consciente: Entenda a diferença
Automedicação e automedicação consciente: Entenda a diferença / foto: bigblockbobber


O que é automedicação consciente?


A venda consciente de medicamentos sem prescrição médica deverá - SEMPRE - ser realizada por ou na supervisão de um Farmacêutico (profissional com graduação em farmácia-bioquímica e com CRF).

Os medicamentos que não os de prescrição são denominados anódinos ou medicamentos de venda livre. Algumas vitaminas, alguns antieméticos e medicamentos digestivos pertencem a esta classe. O farmacêutico (não o balconista) está habilitado a realizar tais vendas, e, para tanto é recomendado que este anote os dados do paciente em local próprio, como nome, idade, endereço, doenças preexistentes e o nome e endereço de seu médico.

automedicação e automedicação consciente
Selo que garante a presença de um Farmacêutico no estabelecimento


Mas lembre-se esta automedicação consciente só pode ser realizada na presença de um farmacêutico e apenas e tão somente, podem ser dispensados medicamentos que NÃO contenham a tarja vermelha "venda sob prescrição médica", que comumente são aqueles vendidos nas gôndolas das farmácias e drogarias, ou seja os que não ficam atrás do balcão.

Notas
1: Sabemos que, infelizmente, a realidade ainda é outra. As pessoas que não têm acesso à saúde digna que lhes são de direito, ao invés de esperar meses a fio por um atendimento hospitalar acabam recorrendo às farmácias. Cabe ao balconista chamar o farmacêutico (responsável ou substituto) - que deve estar presente impreterivelmente em todo o horário de funcionamento da farmácia -, para que oriente o paciente a procurar serviço médico adequado.

2: Lembre-se que "fazer indicação de medicamentos" com tarja vermelha é crime de falsidade ideológica e de exercício ilegal da medicina. Não permita que os funcionários de sua farmácia o façam.

Automedicação e automedicação consciente
Saúde com Ciência

O que é o uso indiscriminado de medicamentos?


O uso indiscriminado de medicamentos não se restringe somente à automedicação. Está relacionado à “medicalização”, ou seja, uma forma de encontrar a cura para as doenças e promover o bem-estar usando exclusivamente o medicamento. Quais os riscos causados pela automedicação e pelo uso indiscriminado de medicamentos? Uma das preocupações frente à automedicação e ao
uso indiscriminado de medicamentos é o risco de intoxicação.





IMPORTANTE sobre a automedicação


Os analgésicos, os antitérmicos e os antiinflamatórios representam as classes de medicamentos que mais intoxicam. Por isso não se automedique. Estes medicamentos devem ser prescritos por um médico e eles próprios devem realizar uma anamnese completa antes de prescrevê-los. Em uma consulta de 5 minutos não é possível fazer a anamnese correta.

Leia também... mais artigos relacionados à automedicação:

  • Comércio internacional de medicamentos aqui;
  • Propagandas de medicamentos aqui;
  • Os perigos da automedicação aqui;
  • Projeto de lei estimula o uso de medicamentos somente com orientação médica aqui;
  • Automedicação aumenta no carnaval aqui;
  • Receita de antibióticos retida na farmácia aqui;
  • Uso indiscriminado de antibióticos aqui;
  • Abuso de antibióticos e superbactérias aqui;
  • O que é anamnese aqui.

Redação: Renata Fraia - Farmacêutica (CRF-23664) e Jornalista (MTB-55-510).
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17.1.17

Tipos de Disfagia e significado

O ato de engolir, ou a "deglutição" é algo tão automático que fazemos praticamente sem pensar.

Mas algumas doenças e à medida que envelhecemos, podemos passar a começar a ter de perceber -- ou fazer certa força -- para engolir, até mesmo a saliva.

Continue lendo e confira:
1. Disfagia significado
2. Tipos de disfagia

Disfagia significado


O significado de disfagia é bem simples, pois é apenas o nome que se dá à dificuldade de deglutir, ou dificuldade de deglutição, ou mesmo "dificuldade de engolir".

Tipos de Disfagia significado
Tipos de Disfagia e significado

Tipos de disfagia


A disfagia pode ser classificada segundo as fases da deglutição, a etiologia e o grau de comprometimento. Vamos a eles?


Tipos de disfagias segundo as fases da deglutição


- Disfagia oral: 

Quando existe comprometimento das fases preparatória oral e oral. Pode estar presente nos casos de dificuldade ou ausência de vedamento labial, problemas durante a mastigação, apraxia oral, paralisia unilateral de língua, entre outros (Macedo et al., 1998).


- Disfagia faríngea:

Quando existe comprometimento da fase faríngea, como nos casos de paralisias faríngeas e/ou laríngeas, ou laringectomias parciais (Macedo et al., 1998).


- Disfagia orofaríngea: 

Muitos casos são observados alterações nas fases oral e faríngea, devido à estreita relação entre os eventos de ambas as fases. Ocorre com frequência nos casos de ressecções das estruturas da boca e nas doenças neurológicas (Macedo et al., 1998).


- Disfagia esofageana: 

Ocorre quando há alterações estruturais no esôfago ou ainda pode relacionar-se à esofagite ou refluxo gastroesofágico (RGE) causando alterações e modificações na fase esofágica da deglutição (Filho et al., 2000a).


Tipos de disfagia segundo a etiologia



- Disfagia mecânica:

É a disfagia proveniente de alterações estruturais e o controle neutral encontra-se preservado. Podem ser decorrentes de câncer ou de seu tratamento, traumas, infecções virais, inflamações teciduais, presença de traqueostomia (ASHA, 2004).


- Disfagia induzida por drogas: 

É a disfagia desencadeada ou agravada pelo efeito colateral de alguns medicamentos. O efeito das drogas pode afetar o sistema nervoso central, sistema nervoso periférico, sistema muscular ou a produção de saliva (Filho et al., 2000a).


- Disfagia psicogênica:  

É decorrente de  quadros ansiosos, depressivos ou mesmo
conversivos (ASHA, 2004).


- Disfagia neurogênica: 

É relacionada à alterações do sistema nervoso central ou periférico, podendo estar presentes como sequelas de traumatismo cranioencefálico, tumor cerebral, paralisia facial, acidente vascular cerebral, doenças degenerativas, entre outros (ASHA, 2004).


Tipos de disfagias segundo o grau de comprometimento


- Disfagia leve: 

ocorre quando o controle e transporte do bolo alimentar estão atrasados e
lentos, sem sinais de penetração laríngea na ausculta cervical. É esperado que o paciente
adquira compensações para as dificuldades em pelo menos uma consistência e que
mantenha a alimentação por via oral (Jesus, 2008).


- Disfagia moderada:

o paciente apresenta comprometimentos semelhantes à disfagia
leve, porém observam-se sinais de penetração laríngea e risco de aspiração na ausculta
cervical para duas consistências.  O paciente necessita de manobras facilitadoras para
minimizar os riscos de aspiração e, dependendo do estado de saúde, a alimentação pode
ocorrer por via mista (oral e alternativa) ou exclusivamente por via alternativa (Jesus,
2008).


- Disfagia severa:

caracteriza-se por presença de aspiração substancial com sinais de
alteração respiratória e  ausência ou falha da deglutição completa do bolo alimentar,
impossibilitando a alimentação por via oral (Jesus, 2008).

Espero que tenha gostado do artigo. Complemente sua leitura com: "O que é sialorreia e como tratar o excesso de saliva?"


Fonte:http://www.medicina.ufmg.br/fon/arquivos/monografias/20091/2/priscilapimentel_tcc_fono_2009.pdf

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16.1.17

Da Anvisa: Aprovado medicamento a base de Cannabis sativa

Acaba de ser registrado o primeiro medicamento a base de Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento específico Mevatyl® (tetraidrocanabinol (THC), 27 mg/mL + canabidiol (CBD), 25 mg/mL), canabinoides obtidos a partir da Cannabis sativa, na forma farmacêutica solução oral (spray). É o primeiro medicamento registrado no país à base de Cannabis Sativa.

Medicamento de maconha
Cannabis sativa (maconha)

A quem se destina o medicamento de Cannabis, Mevatyl? (indicação)


O novo medicamento Mevatyl®, registrado em outros países com o nome comercial Sativex®, é indicado para o tratamento sintomático da espasticidade moderada a grave relacionada à esclerose múltipla, sendo destinado a pacientes adultos não responsivos a outros medicamentos antiespásticos e que demonstram melhoria clinicamente significativa dos sintomas relacionados à espasticidade durante um período inicial de tratamento com o Mevatyl®.

➤Leia também: Canabidiol: Anvisa libera registro de medicamento à base da substância

Como usar o Mevastyl?


O medicamento é destinado ao uso em adição à medicação antiespástica atual do paciente e está aprovado em outros 28 países, incluindo Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel.

Este medicamento serve para tratar epilepsia?


Não. Mevatyl® não é indicado para o tratamento de epilepsia, pois o THC, uma de suas substâncias ativas, possui potencial de causar agravamento de crises epiléticas. O medicamento também não é recomendado para uso em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade devido à ausência de dados de segurança e eficácia para pacientes nesta faixa etária.

O Mevastyl causa dependência?


Conforme dados de estudos clínicos realizados com Mevatyl® a ocorrência de dependência com o seu uso é improvável. Mevatyl® será comercializado com tarja preta em sua rotulagem e a sua dispensação ficará sujeita a prescrição médica por meio de notificação de receita A prevista na Portaria SVS/MS nº 344/1998 e de Termo de Consentimento Informado ao Paciente. A receita ficará retida na farmácia.



Quem produz o medicamento a base de Cannabis sativa?


O medicamento será fabricado por GW Pharma Limited – Reino Unido, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., localizada em São Paulo (SP).

Maiores detalhes podem ser obtidos por meio da Nota Técnica elaborada pela área de registro de medicamentos específicos, GMESP/GGMED.

➤Leia também: Projeto impede legalização do consumo de drogas e está em tramitação

O que é um medicamento específico?


O termo “medicamento específico” aplica-se a produtos farmacêuticos, tecnicamente obtidos ou elaborados, com finalidade profilática, curativa ou paliativa não enquadrados nas categorias de medicamento novo, genérico, similar, biológico, fitoterápico ou notificado e cuja(s) substância(s) ativa(s), independente da natureza ou origem, não é passível de ensaio de bioequivalência, frente a um produto comparador.

A resolução RDC 24/2011 define os produtos que se enquadram na categoria de medicamentos específicos e dentre eles estão os fitofármacos, caso do medicamento Mevatyl®. Os fitofármacos são substâncias purificadas e isoladas a partir de matéria-prima vegetal com estrutura química definida e atividade farmacológica. São empregados como ativos em medicamentos com propriedade profilática, paliativa ou curativa. Não são considerados fitofármacos compostos isolados que sofram qualquer etapa de semisíntese ou modificação de sua estrutura química.

➤Leia também: Maconha aumenta risco de câncer de testículos
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