30.1.09

Os perigos da automedicação

Os perigos da automedicação: cuide melhor da sua saúde.
Evite o uso indiscriminado de medicamentos
O uso inadequado de medicamentos pode levar desde a uma reação alérgica leve até a um quadro grave de intoxicação, além de mascarar alguns sintomas de uma doença mais grave, atrasando o diagnósico e comprometendo o tratamento.

Evite se automedicar e saiba o que é "automedicação consciente" abaixo.



Segundo revisão dos dados fornecidos pelo Sistema Nacional de Intoxicações Tóxico-Farmacológicas –  SINITOX, da Fundação Oswaldo Cruz, no ano de 2006 foram registrados 112.760 casos de intoxicação humana com 511 óbitos. Desses, 34.582 foram devidos à intoxicação por medicamentos gerando 106 óbitos. O documento não deixa claro quantos desses acidentes são devidos à automedicação. Deve ser levado em consideração também que muitos casos não chegam ao conhecimento dos órgãos encarregados das estatísticas. São os casos de subnotificação.

O acompanhamento médico é fundamental na hora de usar um medicamento, mesmo este sendo vendido sem obrigatoriedade de uma prescrição médica. O médico é a única pessoa com as condições adequadas para avaliar as necessidades de um paciente, seu histórico de saúde, possíveis interações medicamentosas e possibilidades de alergias (1)*, prescrevendo de forma adequada um tratamento.

Por isso, a população deve estar atenta aos perigos do uso indiscriminado de medicamentos:

A automedicação pode levar a erros de diagnósticos, à escolha de uma uma terapia inadequada e pode retardar o reconhecimento de uma doença, com a possibilidade de agravá-la.

Os medicamentos que já foram anteriormente prescritos podem não ser mais efetivos para uma reincidência da doença. A não ser que o médico já tenha orientado desta forma.

Sintomas iguais podem ter causas diferentes.
Os sintomas são apenas um dos indicativos de problemas de saúde. Antes da prescrição, a consulta médica, o exame clínico e a realização de exames complementares são fundamentais.

Interações medicamentosas
podem ter consequências graves para a saúde. O médico tem competência para avaliar que tipos de medicamentos podem ser tomados em conjunto.
Os médicos devem ser cautelosos ao fazer suas prescrições, usando letras legíveis ou prescrições impressas, além de orientar sobre o uso correto e os cuidados quanto à substituição dos medicamentos prescritos.

Automedicação consciente


A venda consciente de medicamentos sem prescrição médica deverá - SEMPRE - ser realizada por ou na supervisão de um Farmacêutico ( profissional com graduação em farmacia-bioquimica* e com CRF). Os medicamentos que não de prescrição são denominados anódinos ou medicamentos de venda livre. Alguns analgésicos pertencem a essa classe.

(1)* : O farmacêutico é habilitado e tem o dever de orientar os pacientes sobre possíveis reações alérgicas e interações medicamentosas (entre medicamentos e com alimentos) no exercício da Assistência Farmacêutica.
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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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