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18.2.09

Escabiose - a SARNA humana

ESCABIOSE (SARNA HUMANA). Aqui você encontra...agente,
causas e tratamentos da sarna humana

Escabiose (sarna humana) o que é:

A Escabiose Humana ou Sarna é uma dermatose bastante pruriginosa (coça muito), cujo agente etiológico é o ácaro Sarcoptes scabiei, variedade hominis. Existem outras variedades, mas a variedade hominis é a exclusiva do homem.



Diagnóstico da sarna humana:

O diagnóstico da sarna humana é basicamente clínico, quando se tem, por exemplo, pacientes com erupções papulosas, em locais característicos, geralmente simétricas, com prurido predominantemente noturno. Existe, também, a possibilidade de se fazer um diagnóstico laboratorial, baseado no achado do Sarcoptes Scabiei na eminência acarina.

Isso é feito através de escarificação das lesões, ou seja, escarifica-se (com um alfinete, por exemplo) a região aonde existem lesões características, ou seja, aonde há a eminência acarina; coloca-se o material numa lâmina (clarificada com potássio, espera um pouco e coloca a lamínula) e pode-se ver ovos, ninfas ou Sarcoptes adultos, dependendo de sua fase de evolução.


Tratamento da sarna humana:

Quando diagnosticamos um caso de escabiose, os outros componentes da família também devem ser examinados, porque todos os indivíduos acometidos devem ser tratados. Troca de roupa de cama bem como das roupas do corpo durante o tratamento, não sendo necessário ferver as mesmas (orientar para que as roupas sejam bem lavadas e passadas com ferro bem quente).

Uso de Escabicidas na sarna (loções) por 3 noites seguidas, repetido após uma semana.

Em adultos, a loção é passada por todo o corpo (do pescoço para baixo), durante a noite, retirando-se pela manhã (banho). Em crianças, para evitar que elas durmam com a loção, pode-se passar durante o dia e deixar por um período de 4 a 6 horas, após o qual se retira (banho).

Podem ser usado os seguintes Escabicidas:

Quando a infestação é muito intensa, pode-se utilizar medicação sistêmica :
Sarna Norueguesa (ou Crostosa):
Existem formas peculiares de Escabiose. Uma delas é a Sarna Norueguesa (Sarna ou Escabiose Crostosa), que se caracteriza pela presença de crostas, lesões crostosas, estratificadas, geralmente em eminências ósseas, e é muito contagiosa. Pode acometer face, unha, cabeça, palmas e plantas e geralmente acomete indivíduos com higiene precária (neuropatas, excepcionais, etc.) ou imunodeprimidos. As complicações mais freqüentes são: Infecção Secundária e Glomerulonefrite.


Considerações Finais:
Em crianças com escabiose, ocorrem, freqüentemente, infecções secundárias, como o impetigo. Nesse caso, deve-se tratar primeiro a infecção secundária, depois a escabiose, porque qualquer substância escabicida fará uma irritação muito grande, trazendo outros problemas e sendo mal aceito pelas crianças. Na bolsa escrotal, podemos encontrar nódulos persistentes após o tratamento, extremamente pruriginosos, mas não adianta passar escabicida, porque não existem mais ácaros nessa região, havendo apenas uma reação alérgica persistente. O tratamento, então, é massagem com corticóide tópico ou infiltração intralesional de corticóide. A Sarna Crostosa ou Norueguesa é altamente contagiosa e caracteriza-se pela presença de crostas, principalmente em eminências ósseas.


CICLO DE VIDA do agente da escabiose
Seu ciclo vital leva cerca de 15 a 30 dias (2 a 4 semanas), e uma fêmea coloca, aproximadamente, 40 a 50 ovos, os quais, dentro de 3 a 5 dias, vão virar larvas, depois ninfas, até chegar a fase adulta. Após a fecundação, a fêmea penetra na epiderme e faz um túnel subcórneo, caminhando cerca de 2 a 3 mm/dia abaixo da camada córnea e liberando substâncias tóxicas, com progressão geralmente noturna, o que caracteriza o intenso prurido predominantemente noturno, relatado pelos pacientes. Seu contágio é direto, de pessoa para pessoa, sendo considerada endêmica e havendo, também, surtos epidêmicos (em creches, escolas, hospitais, etc.).

Clínica:
A lesão típica da Escabiose é um túnel pequeno (de 5 - 15 mm), muito pruriginoso, caracterizado pela presença de pápulas (pequenas elevaçãoes), da cor da pele ou cinza-claras. Em cima dessas pápulas, ou seja, nas suas extremidades, formam-se pequenas vesículas, as quais recebem a denominação de "eminência acarina". Muitas vezes, o paciente tira essa vesícula quando coça, causando escoriações. Isso é importante na procura do parasita, porque é nesse tipo de lesão que devemos procurá-lo, ou seja, fazer a coleta de material para exame (escarificação).


A localização é muito característica: dedos, pregas interdigitais, punhos, cotovelos, axilas, região mamária (principalmente ao redor dos mamilos), ao redor do umbigo, nádegas e hipogástrio. Em crianças, existem manifestações peculiares, como couro cabeludo, palmas e plantas e, em crianças muito pequenas (que não sabem coçar) exitem lesões nos tornozelos, visto que ficam esfregando um pé no outro, pelo prurido. Podem ser encontradas, então, pápulas, vesículas, crostas, lesões urticariformes, escoriações, etc. Infecções secundárias também são bastante encontradas, porque a pessoa coça e , pela unha, acaba levando bactérias para dentro das lesões, fazendo infecção secundária.

Apresenta evolução crônica, visto que cada fêmea vai liberar cerca de 40 a 50 ovos e é preciso eliminar todos os ácaros para a cura. Mas, embora tenha uma evolução crônica, é uma doença que não mata, tem bom prognóstico.
Bibliografia
AZULAY & AZULAY Dermatologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997
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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica

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