11.3.09

hortela miúda

Hortelã miúda, hortelã de cheiro, hortelã de tempero, hortelã da horta, hortelã rasteira, hortelã de panela, hortelã-pimenta. Esses são os nomes populares.

Nome Científico: Mentha x villosa Huds. Família: Lamiaceae

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Características:
Erva aromática, rasteira, formando touceiras ramificadas.
Folhas opostas, crespas e base redondas, apresentando um pequeno pecíolo.
Flores branco violáceaes, contidas em pequenos glomérulos terminais.

Comentários:
Estudos taxonômicos concluíram que é um híbrido originado pelo cruzamento de Mentha suaveolens Ehrh. e o nome Mentha crispa L. ou Mentha aquática var. crispa (Li) Benth.

Origem
É originária do Oriente e foi introduzida na Europa há vários séculos. Chegou ao Brasil juntamente com a colonização portuguesa, sendo encontrada cultivada em todos os Estados. A facilidade em cruzar-se e produzir híbridos auxiliou na dispersão e adaptação a vários ambientes.

Partes usadas
Usa-se as folhas e flores. Os dados na literatura nacional e internacional sobre o gênero Mentha dependem muito da taxonomia da espécie descrita. As espécies e sub-espécies da Mentha não variam muito na composição em termos de grupos químicos, ocorrendo variação maior nos compostos específicos.

Óleo essencial: Álcoois: L-mentol, Linalou, Cineou; Cetona: mentona, R-carvona e reduzidas quantidades de mentonona, pipertitona, jasmona; Ésteres: ésteres acéticos e isovalérico de mentona; Flavanóides: ácido rosmarínico, luteolina, duas flavonas e uma flavona glicosilada (estruturas sendo investigada); Taninos Resina.

Possui as seguintes propriedades terapêuticas: Anti-parasitária (trematodas, ameba/giárdia, tricomonas), sedativa, digestiva, analgésica, tônica, anestésica.

O extrato hidroalcoólico de folhas de Mentha x villosa, administrado na dose de 100 mg/kg/dia durante noventa dias em ratos albinos por via oral não apresentou efeitos colaterais. Doses muito elevadas das substâncias isoladas agem sobre o bulboraquidiano podendo levar à morte.

O gênero Mentha é um dos mais complexos do reino vegetal devido aos inúmeros híbridos resultantes do cruzamento espontâneo das espécies, sempre causando confusão na taxonomia botânica. A palavra "Menta" deriva de mintha, nome de uma ninfa que a deusa grega Persófone, por ciúmes transformou em planta.

Outrora os chineses faziam apologia das propriedades calmantes e antiespamódicas das mentas. Hipócrates considerava-as afrodisíacas e Plínio apreciava a sua ação analgésica. Atualmente, a menta é, além da verbena e da tília, um dos chás mais apreciados para terminar uma refeição (Carriconde et. al., 1995 in Carneiro, S. M. de B.,1997).
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