16.3.09

Mais Fitoterápicos no SUS

Aqui você encontra informações sobre fitoterápicos no SUS

De acordo com o governo, ao menos 200 espécies nativas podem ser utilizadas como Fitoterápicos no SUS. A redução dos gastos pode chegar a até 80% em relação à compra de medicamentos comuns, de acordo com a supervisora do programa.


O governo federal vai ampliar a oferta de plantas medicinais e fitoterápicos na rede pública. Em dois anos, o número de prefeituras que disponibilizam os produtos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) subiu de 116 para 350, chegando a 6,3% dos municípios em 2008.

A ideia agora é ampliar o número de cidades e a variedade de substâncias disponíveis. Matéria de Angela Pinho, da Sucursal de Brasília e Matheus Pichonelli, da Agência Folha.

Em dezembro de 2008, foi aprovado o programa nacional de plantas medicinais e fitoterápicos, coordenado pelo Ministério da Saúde. Ele prevê a destinação de verbas para o setor e a ampliação da lista de produtos que poderão ser pagos com recursos federais.

O governo estima que ao menos 200 plantas medicinais nativas têm potencial de uso no SUS, mas só dois fitoterápicos, feitos a partir do guaco e da espinheira-santa, estão na lista de medicamentos comprados com a verba do ministério.

Experiências locais
Em cidades como Cuiabá (MT), que tem um programa municipal, ao menos 20 plantas já são utilizadas, como a babosa, a erva-cidreira e o alho. Elas não podem, porém, ser adquiridas com a verba repassada pela União, já que não constam da lista de referência do ministério.

Com a iniciativa federal, gestores do SUS esperam contar com mais medicamentos a partir deste ano.
Segundo Isanete Bieski, supervisora do Programa Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterapia, da Secretaria da Saúde de Cuiabá, a redução dos gastos pode chegar a 80% em relação à compra de medicamentos convencionais. Na cidade, moradores recebem medicamentos e são orientados a adaptar, em casa, hortas com plantas medicinais.

“Com a aprovação do programa, haverá mais incentivos a implantação ou adequação de farmácias públicas de manipulação de fitoterápicos para atender às realidades regionais. Esses programas vão receber verbas de fomento federais.”
O governo também estuda desonerar a produção das plantas e destinar mais verbas à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia para o setor.

A ideia é que a produção seja feita principalmente na agricultura familiar. Embora a lista de fitoterápicos no SUS aumente, não está previsto um incremento do orçamento para a compra de medicamentos pelos municípios, de R$ 7,10 por habitante, em verbas federais, estaduais e municipais, a cada ano.

Segurança
O Ministério da Saúde garante a segurança das plantas medicinais e fitoterápicos que serão distribuídos. “O fitoterápico é eficaz, embora tenha riscos como qualquer outro [medicamento], e tem que seguir as regras que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] exige”, diz José Miguel do Nascimento Júnior, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da pasta.

Roberto D”Ávila, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, diz não se opor ao uso de fitoterápicos, desde que a segurança e eficácia tenham sido comprovadas.

É a mesma opinião de Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), da Fiocruz. Ela ressalta que os medicamentos à base de plantas também têm efeitos colaterais, por isso é preciso ficar atento à bula. “É muito presente na população essa ideia de que, porque é natural, não faz mal”, afirma.

Veja a lista de fitoterápicos no SUS!

Frase
“O fitoterápico é eficaz, embora tenha riscos como qualquer outro [medicamento], e tem que seguir as regras que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] exige” - JOSÉ MIGUEL DO NASCIMENTO, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde
Fonte: Folha de São Paulo

Trecho do Jornal Nacional de 16.03.09
(...)o Ministério da Saúde anunciou uma lista com 71 nomes de plantas de interesse terapêutico. Isso significa que, se forem desenvolvidos medicamentos fitoterápicos a base de plantas, o SUS pode disponibilizá-los para a população.

“Nós chegamos a esse número, 71, na realidade, é para tentar focar um pouquinho mais as pesquisas, concentrar as pesquisas nessas plantas”, afirma Kátia Torres, técnica do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde.
A estimativa é de que 2 mil plantas brasileiras sejam usadas como remédios naturais pela população.(...)
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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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