21.3.09

Parkinson - novo tratamento descoberto por brasileiro


Mal de Parkinson, neurocientista brasileiro fez novos tratamentos para tratar o mal de Parkinson. Aqui você vai ler sobre essa novidade e sobre os tratamentos e medicamentos tradicionais, levodopa, carbidopa e entacapona para tratar o mal de Parkinson.

Parkinson - novo tratamento descoberto por brasileiro


A revista científica Science publicou na capa, nesta semana, o resultado de uma pesquisa comandada por um brasileiro, nos Estados Unidos.

O estudo ganhou destaque porque, com ratos, chegou a resultados positivos no tratamento de uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo inteiro.

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis encontrou um caminho alternativo na medicina para tratar o mal de Parkinson.

A doença destrói células nervosas produtoras de dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle motor do corpo. O tratamento usado hoje para reduzir os sintomas é uma cirurgia no núcleo do cérebro, considerada de altíssimo risco: um sangramento pode ser fatal.

Com ajuda de cientistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, Nicolelis criou uma técnica aplicada em outra área. A equipe usou a medula espinhal para mandar estímulos elétricos até o cérebro. Os estímulos ativaram os neurônios produtores de dopamina.

No método criado pelo brasileiro, um eletrodo foi conectado à medula espinhal de um rato. Com a bateria que envia impulsos desligada, o rato tremia e não conseguia andar. Quando ela foi ligada, com frequência controlada, os estímulos foram enviados e o rato passou a andar normalmente.

A descoberta foi publicada na principal revista científica do mundo. Se tudo der certo, a técnica já poderá ser aplicada em pacientes a partir do ano que vem (2010).

Vantagens:

O fim dos sintomas, a possibilidade de ser usada em vários estágios da doença, dos casos mais simples aos mais graves e um baixíssimo risco na cirurgia.

O próximo passo será testar o método em macacos. A pesquisa começará a ser feita em poucas semanas, no Instituto de Neurociências em Natal, que Nicolelis ajudou a fundar.

Veja publicação na Science


O que é o Mal de Parkinson?


A doença de Parkinson é uma afecção do sistema nervoso central que acomete principalmente o sistema motor. É uma das condições neurológicas mais frequentes e sua causa permanece desconhecida.

Sintomas do mal de parkinson


Os sintomas motores mais comuns são: tremor, rigidez muscular, acinesia e alterações posturais. Entretanto, manifestações não motoras também podem ocorrer, tais como: comprometimento da memória, depressão, alterações do sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo.

A doença de Parkinson é uma condição crônica. A evolução dos sintomas é usualmente lenta mas é variável em cada caso.


Parkinsonismo


A doença de Parkinson é a forma mais frequente de parkinsonismo. O termo parkinsonismo refere-se a um grupo de doenças que podem ter várias causas e que apresentam em comum os sintomas descritos acima em combinações variáveis, associados ou não a outras manifestações neurológicas.

A doença de Parkinson é também chamada de parkinsonismo primário porque é uma doença para a qual nenhuma causa conhecida foi identificada. Por outro lado, diz-se que um parkinsonismo é secundário naqueles casos em que uma causa pode ser identificada. Cerca de 75% de todas as formas de parkinsonismo correspondem à forma primária.


Nutrição na doença de Parkinson


Na doença de Parkinson, a importância de uma alimentação correta é fundamental para a manutenção do bem-estar e da saúde geral do paciente. Com um regime alimentar adequado, obtem-se mais energia, a medicação poderá ter ação mais efetiva e a qualidade de vida poderá ser muito melhor.


Recomendações para prevenção da obstipação intestinal no Mal de Parkinson


A obstipação intestinal (intestino preso) ocorre frequentemente na doença de Parkinson por duas razões principais:
1- Efeito de certas medicações usadas no tratamento que diminuem os movimentos peristálticos do intestino
2- Degeneração dos nervos do trato gastrintestinal como parte do processo degenerativo da doença de Parkinson

As fibras são consideradas benéficas para a saúde do intestino pois regularizam os movimentos peristálticos, aumentam o volume das fezes e evitam várias doenças intestinais como a obstipação, diverticulose, câncer, hiperproteinemia e diabetes. As fibras constituem a parte da célula da planta que não pode ser digerida e, portanto, não é absorvida pelo intestino.

Para que uma dieta rica em fibras melhore o funcionamento do intestino, é necessária uma boa ingestão de líquidos, especialmente água (6 a 8 copos por dia)

As principais fontes de fibra são: cereais integrais, verduras, legumes, frutas e frutas secas.
Nos casos em que a dieta rica em fibras associada a consumo adequado de líquidos não forem suficientes para o funcionamento normal do intestino, o médico irá indicar a medicação mais adequada para cada caso. É importante lembrar que, mesmo nesses casos, a dieta rica em fibras e o consumo de líquidos não devem ser deixados de lado.

Comentário saudecomciencia --> O Papa João Paulo II obtinha uma melhor absorção do medicamento comendo mamão regularmente. Não que o mamão auxiliasse na absorção, mas facilitava o trânsito intestinal.

Recomendações para prevenção da osteoporose no Mal de Parkinson


Evitar perdas de peso
  • O peso deve ser mantido dentro dos limites ideais para cada paciente. As perdas de peso aumentam os riscos de fraturas.
  • Conversar sempre com o médico sobre o uso de medicamentos que aumentem o risco de osteoporose ou sobre doenças crônicas que concorram para seu aparecimento, como diabetes e hipertireoidismo.
  • Adotar hábitos de vida saudável, como não fumar, não beber em excesso e evitar o sedentarismo.
  • Usar suplementos de minerais (cálcio e magnésio) e vitaminas (D e K) com orientação médica.
  • Estimular o consumo de cálcio na dieta (leite, queijo e cereais enriquecidos com minerais e vitaminas). Porém para aqueles pacientes que fazem uso de dieta com menores teores de proteínas, deve-se fazer a suplementação do cálcio através de medicamentos, desde que prescrito pelo médico.


Leia também: Alimentação no Mal de Parkinson.

Proteína e Levodopa no Mal de Parkinson


O medicamento mais eficaz para o tratamento da doença de Parkinson é a levodopa em associação com um inibidor da descarboxilase periférica. Quando administrada por via oral, a levodopa é rapidamente absorvida em direção à corrente sangüínea e daí para o cérebro.

Entretanto, os seguintes fatores podem interferir nessa passagem e diminuir a eficácia do tratamento:
redução da motilidade do estômago: na doença de Parkinson, costuma ocorrer retardo no esvaziamento gástrico pelo efeito da própria doença ou pela ação de certos medicamentos (como os anticolinérgicos e alguns antidepressivos).
O efeito terapêutico da levodopa é influenciado por esse retardo uma vez que é somente no intestino delgado que ocorre a absorção da droga.

Tomadas junto com refeições:

mesmo em condições de motilidade digestiva normal, o tempo de absorção da levodopa é maior quando a administração é feita durante ou logo após uma refeição pois o estômago demora 1-3 horas para digerir e enviar o alimento para o intestino delgado.

> Quando a refeição for rica em gorduras, esse tempo será ainda maior, uma vez que alimentos gordurosos demoram mais para deixar o estômago.
> Alimentos ricos em proteínas: as proteínas são quebradas em aminoácidos durante o processo digestivo. Para atravessar a parede do intestino e atingir a corrente sangúínea, os aminoácidos utilizam o mesmo mecanismo de transporte que a levodopa. Da mesma forma, durante a passagem do sangue para o cérebro, tanto os aminoácidos quanto a levodopa “competem” pelo mesmo mecanismo de transporte. Portanto, quando a levodopa é tomada junto com refeições ricas em proteínas, os aminoácidos podem impedir sua chegada até o cérebro.

Como a maioria das refeições contem grande quantidade de proteínas, os aminoácidos resultantes “saturam” o mecanismo de transporte e a levodopa não tem como ser transportada antes do fim desse processo.

No início da doença, como o cérebro ainda possui boa capacidade de armazenamento de levodopa, o efeito terapêutico não depende tanto das flutuações da concentração da droga no sangue. Entretanto, com o passar do tempo, essa capacidade de armazenamento diminui e o efeito da medicação passa a ser cada vez mais dependente da concentração no sangue. Nessa fase, ocorrem as flutuações motoras, que são em parte o resultado da interferência dos vários fatores mencionados acima.

Um meio prático de reduzir esse problema é a administração da levodopa 30 a 60 minutos antes das refeições de modo a permitir a absorção da levodopa antes que os aminoácidos “ocupem” os mecanismos de transporte. Dos alimentos ricos em proteína, o leite é um dos que mais dificultam a absorção da levodopa pois também é rico em gorduras. Quando houver necessidade, pode-se substituir o leite por extrato hidrossolúvel de soja, conhecido como “leite de soja”, encontrado no mercado com diversas marcas comerciais.

Muitos pacientes que experimentam flutuações motoras obtêm benefício através da redistribuição da proteína durante o dia ou, em alguns casos, da redução da quantidade total diária de proteína.

fonte: Salgueiro MMH. A importância da nutrição. In: Conhecendo Melhor a Doença de Parkinson. Limongi JCP(ed), São Paulo: Plexus, 2001.


Outros medicamentos para o Mal de Parkinson


A levodopa tem a capacidade de se transformar em dopamina, mas esse processo pode ser impedido por algumas enzimas. Por isso é necessário que o paciente tome outras drogas, como a entacapona e a carbidopa, que inibem essa ação enzimática. Já há uma associação desses 3 medicamentos. É um medicamento 3 em 1, que reúne na mesma forma farmacêutica a LEVODOPA a CARBIDOPA e a ENTACAPONA.

Estima-se que o mal de Parkinson acometa 200 pessoas em cada grupo de 100 mil. Incurável, a doença afeta principalmente pessoas com mais de 60 anos, e a ciência ainda não conseguiu identificar suas causas. Entre as hipóteses discutidas atualmente estão estresse oxidativo provocado pelos radicais livres, disfunções celulares e até toxinas produzidas pelo próprio organismo.


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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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