28.4.09

Gripe suina, sintomas e histórico

Gripe suína ou gripe A ( Influenza H1N1 A )

Começo esse post com uma sugestão de um jornalista da globo ( acredito que tenha sido o Renato Machado) me pareceu bastante congruente: "Se você vier de alguma das áreas afetadas, faça sua própria quarentena." Ou seja, mantenha-se em resguardo e evite contato com outras pessoas.

Se você chegou até aqui talvez não queira muita enrolação, principalmente se estiver através de informações sobre os sintomas da Gripe A (H1N1 ou suína), e são eles:

Sintomas da gripe suína
Febre alta, cansaço, dores musculares, tosse, fadiga, há ainda relatos de pessoas com vômitos e diarréias.

Influenza suína ( gripe suina )
A Influenza suína é uma doença respiratória causada pelo vírus tipo A que
normalmente causa surtos de gripe entre os suínos. Em geral este vírus não infecta o homem, no
entanto, existem registros de transmissão pontual do vírus para os seres humanos.

Histórico
Em 24 de abril, a partir das análises das amostras colhidas de casos de síndrome
gripal notificados pelos Governos do México e dos Estados Unidos da América foi identificado um
novo subtipo do vírus de influenza suína A(H1N1), classificada como (A/CALIFORNIA/04/2009), que não havia sido detectada previamente em humanos ou suínos.

Este novo subtipo do vírus da influenza suína A(H1N1) é transmitido de pessoa a
pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e secreções respiratórias de pessoas
infectadas. Segundo dados do site do Governo do México (em espanhol)
http://portal.salud.gob.mx/, os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias e a transmissão ocorre principalmente em locais fechados.

Segundo a OMS, não há registro de transmissão deste novo subtipo da influenza suína
para pessoas por meio da ingestão de carne de porco e produtos derivados. O vírus da influenza
suína não resiste a altas temperaturas (70ºC), temperatura em que os alimentos são cozidos ou
assados.

Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:
• Usar máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nas áreas
afetadas. Substituir sempre que necessário.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente
descartável.
• Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir
ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato
com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.
Atenção! Todos os viajantes devem ficar atentos também às medidas preventivas
recomendadas pelas autoridades nacionais das áreas afetadas

b) Aos viajantes que procedem das áreas afetadas
Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, do México ou das áreas afetadas dos EUA
e Canadá e que apresentem o seguinte quadro clínico: febre alta repentina, superior a 38ºC,
acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.
c) Aos serviços de saúde:
• Uma vez atendida a definição de caso encaminhar para o hospital de referência
(veja link abaixo) para manejo clínico e coleta de amostra, conforme estabelecido no
“Plano de preparação para enfrentamento da pandemia”
.
fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/influenza_suina_28abr2009_14h.pdf


Medicamentos

Há dois medicamentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o tratamento da gripe suína.

O oseltamivir é fabricado pela Roche com o nome de Tamiflu, e o zanamivir, fabricado pela GlaxoSmithKline com o nome de Relenza.


Informações para profissionais

Agente Etiológico

O vírus da Influenza é da família dos Ortomixovírus e é composto de uma estrutura de RNA de hélice única. Subdivide-se em três tipos: " A" , "B" e "C", segundo sua diversidade antigênica. São altamente contagiosos e mutáveis, sendo o do tipo "A", o mais suscetível à mutabilidade. Os vírus do tipo A e B causam maior morbidade e mortalidade que o tipo "C", e são os de maior destaque para a saúde pública. 
Reservatório
Os três tipos de vírus acometem humanos. O tipo "C" também infecta suínos e o do tipo "A", além de humanos e suínos, aparece em cavalos, mamíferos marinhos e em aves. 
Modo de Transmissão
A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, quando indivíduos infectados emitem pequenas gotas de aerossol ao espirrar, falar ou tossir. Pode também ocorrer transmissão direta a partir de aves e suínos. 
Período de Incubação
1 a 4 dias. 
Período de Transmissibilidade
Até dois dias antes e até cinco dias após o aparecimento dos sintomas. 
Diagnóstico Diferencial
O diagnóstico diferencial da influenza inclui uma grande variedade de infecções respiratórias agudas de causas virais. Algumas se destacam, como a provocada pelo Vírus Sincicial Respiratório e pelo Adenovírus. O quadro sintomático na influenza é mais intenso que em outras infecções, porém, em muitos casos, o diagnóstico diferencial apenas clínico torna-se difícil. 
Diagnóstico Laboratorial
A coleta, transporte, processamento e armazenamento são fundamentais no diagnóstico da infecção viral. Duas técnicas são utilizadas para o diagnóstico da influenza: a reação de imunofluorescência indireta e cultura para isolamento viral. No caso do vírus do tipo "A", é essencial que seja feito uma tipagem completa para que ele seja introduzido na composição anual da vacina do hemisfério sul. 
A imunofluorescência indireta é realizada em laboratórios estaduais que utilizam um painel que indica a presença da influenza e de outros dois vírus respiratórios (vírus sincicial respiratório e adenovírus). A cultura é realizada somente para os casos de infecção do vírus Influenza, em um dos três laboratórios de referência nacional (Instituto Evandro Chagas/MS, Fiocruz/MS e Instituto Adolfo Lutz/SP), que também fazem a caracterização antigênica inicial, completada nos laboratórios de referência internacional da Organização Mundial de Saúde. As amostras clínicas devem ser coletadas até três dias do início dos sintomas para um melhor êxito no diagnóstico. 
Tratamento
No estágio agudo da doença, repouso e uma boa hidratação são as principais recomendações. Os medicamentos antitérmicos podem ser utilizados, com especial atenção ao Ácido Acetil Salicílico, que não é aconselhável para crianças. Medidas de suporte intensivo serão necessárias em caso de complicações severas nos pulmões, a fim de evitar possíveis casos de pneumonia. 
Vigilância Epidemiológica
Uma rede de unidades sentinelas, localizadas nas cinco macro-regiões brasileiras, é responsável pela vigilância de casos de infecção pelo vírus Influenza. Semanalmente, são coletadas amostras clínicas para efetuar exames laboratoriais e informados os atendimentos de Síndrome Gripal. 
Os casos são separados em três categorias. Casos suspeitos são de pessoas em estágio agudo da doença, com duração máxima de cinco dias com febre e pelo menos um sintoma respiratório, com ou sem outros sintomas. Confirmados são os identificados por exames laboratoriais. E descartados são os que têm resultado de exame negativo, em amostra colhida e transportada de forma correta ou se identificado laboratorialmente outro agente causador. 
Notificação
A notificação da doença não é compulsória. Os dados das unidades sentinelas são informados por meio do Sistema de Informação da Vigilância da Influenza (SIVEP - Gripe) pela web. No entanto, as suspeitas de surtos deverão ser informadas à Secretaria Estadual de Saúde e à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

O que é gripe?

É uma infecção viral aguda do sistema respiratório, causada pelo vírus influenza, de distribuição global e elevada transmissibilidade. A influenza e suas complicações (principalmente as pneumonias) são responsáveis por um volume significativo de internações hospitalares no país.

Histórico da doença ( gripe em geral)
As primeiras suspeitas de infecção pelo vírus Influenza ocorreram por volta do século V a.C. por Hipócrates, conhecido como pai da medicina, que relatou casos de uma doença respiratória que em algumas semanas matou muitas pessoas e depois desapareceu.

A primeira epidemia de gripe ocorreu em 1889 e 300 mil pessoas morreram, principalmente idosos, em decorrência de complicações, como pneumonia bacteriana secundária. Em 1918, a epidemia conhecida como Gripe Espanhola acometeu cerca de 50% da população mundial e vitimou mais de 40 milhões de pessoas. No Brasil, cerca de 65% da população foi infectada e por volta de 35.240 pessoas morreram.

A gripe asiática, em 1957, se espalhou pelo mundo em seis meses e matou cerca de um milhão de pessoas. A gripe de Hong Kong, em 1968, são as mais recentes e de maior repercussão epidemias relatadas, juntamente com a gripe aviária. Em 2003, um surto da gripe aviária na Ásia levou as autoridades a ordenarem o sacrifício de dezenas de milhões de aves de criação. De lá pra cá a doença atingiu 121 pessoas e matou 62 naquele continente. Dados: Ministério da Saúde

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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

Um comentário:

  1. esse viros não é resistente ao calor, como muitos especialistas estão dizendo, ou seja terminando o inverno, creio que nós ficaremos livres dessa praga, tambem não seria o motivo de fazer um teste de cura com o xarope do extrato de pimenta, pois a pimenta é poderosa e cura, não sei se estou dizendo besteira, mas quando estou com gripe, eu como bastante pimenta e a mesma vai embora.

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