19.9.16

Homeopatia e medicamentos: O que é Homeopatia?

Afinal O QUE É A HOMEOPATIA, medicamentos homeopáticos funcionam?

Homeopatia e medicamentos: O que é?


Veja abaixo perguntas e respostas sobre a Homeopatia:


Homeopatia e medicamentos: O que é Homeopatia?
Homeopatia e medicamentos: O que é Homeopatia?

O que é a Homeopatia?


É um método de tratamento criado pelo médico alemão Samuel Hahnemann, em 1796, que se fundamenta na Lei dos Semelhantes, citada pelo Pai da Medicina Hipócrates no ano 450 a.C. Segundo esta lei, os semelhantes se curam pelos semelhantes, isto é, para tratar um indivíduo que está doente é necessário aplicar um medicamento que apresente (quando experimentado no homem sadio) os mesmos sintomas que o doente apresenta.

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Exemplificando: Se uma pessoa sã ingerir doses tóxicas de certa substância, irá apresentar sintomas como dores gástricas, vômitos e diarreia; se, por outro lado, for administrada essa mesma substância, preparada homeopaticamente, ao enfermo que apresenta dores gástricas, vômitos e diarréia, com características semelhantes àquelas causadas pela substância em questão, obtêm-se, como resultado, a cura desses sintomas.


O que é o medicamento homeopático?


Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de substâncias extraídas da natureza, provenientes dos reinos mineral, vegetal ou animal.

Homeopatia e medicamentos: O que é Homeopatia?
Homeopatia e medicamentos: O que é Homeopatia?

Para que a substância da natureza seja usada como medicamento homeopático, é necessário prévio conhecimento de sua potencialidade curativa, através da experimentação no homem são. Tais substâncias podem ser tanto tóxicas quanto inertes, desde que, quando experimentadas, ofereçam a melhor similitude aos sintomas da doença a ser tratada.

As preparações básicas dessas substâncias recebem o nome de tinturas-mãe e a partir delas são iniciados os processos das diluições sucessivas.

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No início de suas experiências, Hahnemann começou diluindo os medicamentos e verificou que, quanto mais diluía, minimizavam-se as reações indesejáveis. Percebeu também que ao fazer diluições sucessivas das substâncias e agitá-las diversas vezes, obtinha sempre melhores resultados, foi assim que ele chegou às doses mínimas. Desta maneira, a toxicidade das substâncias é atenuada e o potencial curativo é aumentado.

Ao processo de diluição seguido de agitação, damos o nome de dinamização (dynamis- vem do grego e significa força). Através da dinamização, se consegue despertar na substância a capacidade de agir sobre a força vital do organismo vivo.

Cuidados com o medicamento homeopático


  1. Sempre mantenha os medicamentos homeopáticos nos frascos originais e bem fechados.
  2. Levar o medicamento homeopático diretamente à boca sem contato com as mãos no momento de tomá-lo. Evitar também que o conta-gotas ou tampa do frasco toquem à boca para que não ocorra contaminação e feche imediatamente o frasco.
  3. Antes e após cada dose homeopática, permaneça sem se alimentar por um intervalo mínimo de 30 minutos.
  4. Os medicamentos de homeopatia devem ficar longe de aparelhos eletrodomésticos ou que emitam radiação (rádio, televisão, forno de microondas, geladeiras, computadores, telefones celulares, etc...).
  5. Ambientes úmidos ou expostos à luz solar direta, como também os locais que possuam odores fortes de perfumes, sabonetes, produtos de limpeza, condimentos e outros medicamentos (principalmente canforados) alteram o medicamento. Daí evitar guardá-los em bolsas com perfumes, celulares ou cigarros.
  6. Nas viagens de carro, procurar guardá-los em sacolas térmicas, caixas de madeira ou isopor, pois o sol e o calor forte do porta-luvas podem danificá-lo.
  7. Quando viajar de avião, evitar a exposição dos medicamentos aos raios X e arco magnético. Levá-los como bagagem de mão (desde que você não passe pelo raio X com eles), explicando aos funcionários do aeroporto que são medicamentos sensíveis às radiações.



Como são feitos os medicamentos homeopáticos?


Uma das funções do farmacêutico especialista em Homeopatia é transformar vegetais, minerais e animais em medicamentos homeopáticos e isto é feito através de uma técnica especial, denominada dinamização. Segundo os homeopatas, através da dinamização, a energia terapêutica que estava latente na substância bruta é liberada, passando a agir na energia do paciente.

A dinamização ainda permite diminuir eventuais efeitos tóxicos ou agressivos da substância original e aumentar seu potencial curativo. É por isso que a Homeopatia permite utilizar os princípios curativos de plantas venenosas sem causar mal ao paciente.

Dinamização = diluição + agitação 

Potência = quantidade de vezes que o medicamento foi dinamizado; é indicada por um número.

Letra = define a forma de preparo do medicamento: Centesimal Hahnemannia- CH Decimal- DH Fluxo Contínuo- FC Cinqüenta Milesimal- LM

O exemplo abaixo mostra como se prepara um medicamento a partir de um vegetal, na escala centesimal (potência CH2), aplicando-se o método de Hahnemann.


Homeopatia e medicamentos: O que é Homeopatia?
Homeopatia e medicamentos: O que é Homeopatia?


Por que dizem que o medicamento homeopático é só água, não tendo nada dentro?


Quando Hahnemann iniciou a experimentação, percebeu que certas substâncias não poderiam ser usadas em grandes quantidades, passando assim, a diluí-las sempre na escala de 1 para 100, criando um método reproduzível. A cada diluição chamou de Centesimal, mais tarde, para diferenciá-la de outras escalas denominou-se de Centesimal Hahnemanniana - CH. Para usá-las como medicamento procedia da mesma forma. Contudo, percebeu que, mesmo diluídas, apresentavam agravações (aumento inicial da intensidade dos sintomas) quando prescritas aos pacientes. Passou, então, a diluir cada vez mais, agitando o medicamento (sucussões), obtendo, desta forma, melhores resultados.

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Mas não chega uma hora que, diluindo-se tanto, acaba a substância original?
Sim, daí a necessidade das sucussões, ou seja, agitar o frasco também 100 vezes a cada vez que se dilui. O efeito medicamentoso em homeopatia não é bioquímico, mas energético. A substância ao ser diluída e agitada, libera na água uma informação que ao ser pingada sob a língua, a transfere para o paciente. A informação ali contida estimula os mecanismos naturais de cura do indivíduo (vix medicatrix naturae), levando-o da doença para a saúde, através de suas próprias condições intrínsecas. Estudos vêm sendo realizados com as chamadas soluções não moleculares visando provar o efeito biológico, não só da homeopatia, mas de outros produtos que atuam da mesma forma: in vivo e não in vitro.

Fonte: http://www.drseleghinimedicohomeopata.com.br/


Por que a consulta homeopática é diferente da alopática?

A consulta homeopática se caracteriza por abordar uma série de sintomas e perguntas mais abrangentes do que a consulta de um médico ortodoxo. Além de fazermos os diagnósticos médicos usuais realizamos uma série de outros diagnósticos homeopáticos, inclusive, o medicamentoso, utilizando o procedimento médico Repertorização e recorrendo para tanto, à ajuda de diversos livros e computadores.

A consulta homeopática é mais longa?


Cada ser humano tem o seu “timing” ou seja, algumas vezes chegamos a um diagnóstico rapidamente, entretanto em outras oportunidades, apesar de aplicarmos corretamente todas as técnicas, levamos mais tempo que o esperado. O tempo necessário para a realização da consulta médica homeopática dependerá basicamente da qualidade das informações fornecidas pelo paciente, a experiência do médico e os recursos disponíveis para sua realização (livros, computadores, etc). Normalmente a cada regresso do paciente, o médico avalia os sintomas pelos quais foi prescrito o medicamento, fazendo, assim, o que chamamos de uma Nova Avaliação, o que é absolutamente diferente de um simples retorno, pois implica na retomada de todo o caso. Avaliações mais freqüentes para verificar como está evoluindo um determinado quadro patológico (amigdalite, pneumonia por ex.) chamamos de Revisões. As Novas Avaliações e Revisões são solicitadas pelo médico com a finalidade de dar seguimento ao tratamento homeopático, sendo imprescindíveis para o seu sucesso.

Fonte: http://www.drseleghinimedicohomeopata.com.br/


A medicina homeopática é muito lenta para tratar as doenças?


Não, absolutamente. O que ocorre é que como a homeopatia se preocupa com as causas que levaram o indivíduo ao desequilíbrio, algumas vezes aumentando aparentemente a intensidade dos sintomas, com vistas a fortalecer os mecanismos naturais de cura e não os suprimindo simplesmente, tem-se a falsa impressão de que os medicamentos homeopáticos são lentos em sua atuação, mas, pelo contrário, se o paciente encontra-se energeticamente responsivo, a ação é notada instantaneamente.

A Homeopatia cura todas as doenças?


Não, a homeopatia não é a panaceia universal. Como toda técnica terapêutica tem seu campo de atuação e limites. A habilidade e experiência do médico homeopata influem nos resultados, na medida em que os sintomas a serem tomados para a prescrição dependem de um acurado exame, em que a hierarquização realmente eficaz para cada caso depende muito mais da capacidade de percepção e julgamento do homeopata (adquiridas na prática diária) do que da erudição técnica. A colaboração do paciente, fornecendo os sintomas de forma clara e fidedigna, o uso ou não de outros produtos concomitantemente, a qualidade do medicamento homeopático e a condição genética (herdada) do paciente também são fatores determinantes do sucesso total ou parcial do tratamento homeopático.

Fonte: http://www.drseleghinimedicohomeopata.com.br/



Segunda parte do artigo...


Homeopatia e medicamentos: O que é Homeopatia?
Homeopatia e medicamentos: O que é Homeopatia?

Com o objetivo de facilitar em linhas gerais o entendimento de em que se baseia um tratamento homeopático, apresentamos alguns dos parágrafos do principal texto daquele que criou a Homeopatia - “Organon da Arte de Curar” de “Christian Friedrich Samuel Hahnemann”.

Esperamos com este texto que os interessados pelo tratamento Homeopático reconheçam se estão realmente se tratando pela Homeopatia ou se tratando com alguma outra terapêutica que embora utilize também medicamentos diluídos e ou dinamizados, não segue as diretrizes da Homeopatia, sem entrarmos na questão da eficiência ou não destes outros tipos de tratamento que não são Homeopatia.


ORGANON DA ARTE DE CURAR


Samuel Hahnemann (pai da homeopatia)

§25 Todavia, o único oráculo infalível da arte de curar, a experiência pura, ensina, em todos os experimentos criteriosos, que realmente aquele medicamento que provou ser capaz de produzir em sua atuação sobre organismos humanos sadios, a maior parte dos sintomas semelhantes aos que se encontram nos casos de doença a ser curados, em doses adequadamente potencializadas e reduzidas, também remove, de maneira rápida, radical e duradoura, a totalidade dos sintomas desse estado mórbido, isto é, toda a doença em curso, transformando-a em saúde, e que todo medicamento cura, sem exceção, as doenças cujos sintomas mais se assemelham aos seus, não deixando de curar nenhuma delas.


§104 Uma vez registrada de modo preciso a totalidade dos sintomas que caracterizam e distinguem especialmente o caso da doença, ou, em outras palavras, o quadro de uma doença qualquer, está concluída a parte mais difícil do trabalho. O artista da cura tem, então, a imagem da doença sempre diante de si durante o tratamento, especialmente quando se tratar de uma doença crônica, podendo descobri-la em todas as suas partes e salientar os sinais característicos, a fim de lhes opor, isto é, contra o próprio mal, uma potência morbífica artificial muito semelhante, escolhida homeopaticamente na relação de sintomas de todos os medicamentos cujos efeitos puros ele conhece. E, quando, durante o tratamento, ele deseja averiguar qual foi o efeito do medicamento e quais alterações ocorreram no estado do doente, basta apenas retirar de seu manual, por ocasião de um novo exame, os sintomas que, entre os anteriormente anotados do grupo original, apresentam melhora, colocando aí os que ainda persistem e outros novos eventuais sintomas que possam haver surgido.


§105 O segundo ponto da atividade de um verdadeiro artista da cura concerne à aquisição do conhecimento dos instrumentos destinados à cura das doenças naturais, à averiguação do poder patogenético dos medicamentos, a fim de que, quando precisar curar, possa escolher, entre eles, um cujas manifestações sintomáticas possam constituir uma doença artificial tão semelhante quanto possível à totalidade dos sintomas principais da doença natural a ser curada.


§106 Todos os efeitos patogenéticos de cada medicamento precisam ser conhecidos, isto é, todos os sintomas e alterações mórbidas da saúde que cada um deles é especialmente capaz de provocar no Homem sadio devem ser primeiramente observados antes de se poder esperar encontrar e escolher, entre eles, o meio de cura homeopático adequado para a maioria das doenças naturais.


§124 Para esse fim, é preciso empregar cada substância medicamentosa completamente só e perfeitamente pura, sem misturá-la com qualquer outra substância estranha ou tampouco ingerir alguma outra de natureza medicamentosa no mesmo dia nem nos subseqüentes, enquanto se deseja observar os efeitos do medicamento.


§146 O terceiro ponto no exercício de um verdadeiro artista da cura concerne ao emprego mais adequado das potências morbíficas artificiais (medicamentos) que foram experimentadas em indivíduos sadios a fim de obter uma cura homeopática das doenças naturais.



§153 Nessa procura do meio de cura homeopático específico, isto é, nessa confrontação do conjunto característico dos sinais da doença natural contra a série de sintomas dos medicamentos existentes a fim de encontrar um cujas potências mórbidas artificiais correspondam, por semelhança, ao mal a ser curado, deve-se, seguramente, atentar especialmente e quase que exclusivamente para os mais notáveis/estranhos, singulares, incomuns e peculiares (característicos) sinais e sintomas do caso de doença, pois na série de sintomas produzidos pelo medicamento escolhido, é principalmente a estes que devem corresponder sintomas muito semelhantes, a fim de que seja mais conveniente à cura. Os sintomas mais gerais e indefinidos: falta de apetite, dor de cabeça, debilidade, sono inquieto, mal-estar etc., merecem pouca atenção devido ao seu caráter vago, se não puderem ser descritos com mais precisão, pois algo assim geral pode ser observado em quase todas as doenças e medicamentos.


§273 Em nenhum caso de tratamento é necessário e, por conseguinte, não é admissível administrar a um doente mais do que uma única e simples substância medicamentosa de cada vez. É inconcebível que possa existir a menor dúvida acerca do que está mais de acordo com a natureza e é mais racional: prescrever uma única substância medicamentosa simples e bem conhecida num caso de doença ou misturar várias diferentes. Na única, verdadeira, simples e natural arte de curar, a Homeopatia, não é absolutamente permitido dar ao doente duas substâncias medicamentosas diferentes de uma só vez.


§274 Como o verdadeiro artista da cura encontra nos medicamentos simples administrados separadamente e sem mistura tudo o que porventura possa desejar (forças morbíficas artificiais que são capazes, por sua força homeopática de vencer completamente a doença natural, extingui-la na sensação do princípio vital e curá-la de maneira duradoura), conforme reza o sábio provérbio que diz ser um erro empregar meios compostos quando os simples são suficientes, jamais lhe ocorrerá dar como medicamento mais do que uma substância medicamentosa simples, de cada vez e também por ter em vista que, embora os medicamentos simples tivessem sido completamente experimentados quanto a seus efeitos puros peculiares no estado de saúde dos Homens, é impossível prever como duas ou mais substâncias medicamentosas compostas podem mutuamente alterar e obstar a ação da outra sobre o organismo humano e porque, por outro lado, o emprego nas doenças, de uma substância medicamentosa simples cujo conjunto característico de sintomas é conhecido exatamente, já presta, por si só, ajuda completa se foi escolhido homeopaticamente e, mesmo no pior dos casos em que ele possa não ter sido bem selecionado de acordo com a semelhança dos sintomas, não produzindo, portanto, nenhum efeito benéfico, ainda assim será útil por requerer conhecimentos acerca dos meios de cura à medida que, através dos novos padecimentos por ela produzidos em tal caso, vão sendo confirmados os sintomas que a substância medicamentosa já havia mostrado mediante experimentações no organismo humano sadio, vantagem esta que é suprimida pelo emprego de todos os meios compostos.


§275 A conveniência de um medicamento, para um caso dado de doença, não se baseia apenas em sua escolha homeopática acertada, mas também, certamente, na grandeza exata, mais justamente, na pequenez de sua dose. Se for dada uma dose demasiadamente forte de um medicamento, mesmo escolhido de maneira completamente homeopática para o estado mórbido em questão, não obstante o inerente caráter benéfico de sua natureza, tornar-se-á prejudicial pela sua grandeza e pela impressão desnecessária e demasiadamente forte que, graças à sua ação homeopática de semelhança, produz na força vital e, por meio desta, justamente sobre as partes mais sensíveis do organismo e que foram mais afetadas pela doença natural.


§277 Em vista disso, e porque um medicamento bem dinamizado, com uma suposta pequenez adequada de sua dose se torna tanto mais salutar, podendo quase beirar o milagre em sua eficácia, quanto mais homeopaticamente correta tenha sido sua escolha, assim também um medicamento cuja escolha tenha sido convenientemente homeopática, deve ser tanto mais salutar quanto mais sua dose for reduzida ao grau apropriado de pequenez, para uma suave eficácia terapêutica.


Mário Antônio Cabral Ribeiro

Presidente da AMHB

Fonte geral: http://www.amhb.org.br/

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Homeopatia onde estudar
Veja relação de cursos de homeopatia.

Curiosidade
O dia da homeopatia é comemorado no dia 21 de novembro, que foi quando a homeopatia foi trazida para o Rio de Janeiro em 1840.

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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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