18.10.10

Jalecos médicos não devem ser usados 'na rua'

Sempre achei um absurdo e até me revoltava em ver profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, farmacêuticos...) usando os jalecos médicos fora de seu ambiente de trabalho.

A função dos jalecos é proteger o paciente de possíveis agentes contaminantes que possam estar na roupa dos profissionais de saúde, que saem de sua residência e entram em seus carros (que não são ambientes estéreis), ou pior, em ônibus e metrô (já vi inúmeros 'profissionais' que agem assim); andam pelas ruas; vão a restaurantes e ao banheiro como todo mundo. Parece óbvio que essas ações devem ser feitas SEM JALECO (avental), não? Infelizmente, nem sempre é assim.

Faça um teste, ao sair de casa comece observar os profissionais de saúde circulando pelas ruas -sobretudo próximo a hospitais -, todos exibem seus jalecos como que para se autoafirmarem e depois veja-os entrando nos hospitais e levando consigo muita sujeira, bactérias, vírus, pó e sabe lá mais o que.

Reparem, ainda, nos refeitórios de hospitais lotados de 'profissionais' de saúde fazendo suas refeições de jaleco, levando catchup, gordura, e até manchas de cafezinho para o centro cirúrgico, salas de procedimento e consultórios. Triste.

Eu, como farmacêutica, nunca agi assim. Meus jalecos sempre estiveram muito limpos e só eram usados em ambientes de trabalho ou estágios. E ainda assim, longe das cantinas e, obviamente, banheiros (desses MUITO longe). Também não eram usados para limpar as mãos.

Mas, felizmente, nem tudo está perdido. Há um projeto de lei na câmara que, se aprovado, proibirá o uso de jaleco pelos profissionais de saúde fora do ambiente de trabalho.

O objetivo principal da lei é conter a contaminação biológica e infecção hospitalar.

O projeto de lei foi baseado em princípios da biossegurança. Já existem estudos que comprovam o “trânsito” de microorganismos para fora do ambiente hospitalar através de roupas e jalecos.
Assista no áudio abaixo, entrevista feita pelo jornal da CBN a opinião de Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.




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