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4.10.11

Anfetaminas - Proibir é o melhor remédio?

A Anvisa, a exemplo de países Europeus e dos EUA decide hoje (4), se proibirá a venda em todo Brasil de medicamentos para emagrecer. Os medicamentos alvo da proibição são os à base de anfetaminas e a sibutramina.

Dentre as anfetaminas encontra-se o femproporex, a anfepramona e o mazindol conhecidos como inibidores do apetite ou anorexígenos. Esses são os nomes das substâncias ativas e com esses nomes são vendidos em farmácias de manipulação quando o médico pede que sejam manipulados. Em drogarias os nomes que você verá são os comerciais, como Desobesi-M, um dos nomes comerciais da substância femproporex.


Por que eles poderão ser proibidos?
Esses medicamentos possuem muitos efeitos colaterais. Dentre eles, efeitos sobre o coração, como palpitação, por exemplo.

Como saber se o medicamento que você está tomando está dentre os que poderão ser proibidos?
O nome comercial do medicamento pode ser diferente dependendo do fabricante e está escrito em letras grandes. Para saber se ele é um dos inibidores de apetite citados nesse artigo, leia o nome do princípio ativo que deverá estar em letras pequenas e logo abaixo do nome comercial e será um desses: anfepramona, femproporex, mazindol, sibutramina.

Por que o Saúde com Ciência apoia a proibição dos remédios para emagrecer?
Anfetaminas deveriam ser prescritas pelos médicos apenas em casos de obesidade mórbida, ou seja, apenas para pacientes em que a obesidade os deixa em risco de vida. Porém, não é o que acontece. A grande maioria dos médicos endocrinologistas - eu não estou dizendo que são todos e se você não se enquadra nesta categoria, parabéns! - prescreve os medicamentos para emagrecer onde o princípio ativo é uma anfetamina mesmo para pacientes que precisam perder poucos quilos, pois é o que o paciente quer e o médico sabe disso, mas cabe a "ele" mostrar àquela pessoa que aquela substância pode fazer muito mal, ora, se não fizesse, não teria a venda (antes da proibição) controlada de maneira tão rígida.

Um dos problemas de se receitar anfetamínicos para quem precisa perder poucos quilos é que essa pessoa poderá desenvolver uma dependência psicológica pela medicação inibidora do apetite e fazer disso o seu método de manter o peso, quando o ideal seria uma reeducação alimentar, cortar o excesso de doces, eliminar a gula e compulsão por comida (nesse caso um psicólogo pode ajudar) e praticar exercícios físicos. Essa combinação seria o método mais saudável de perder peso. E não a mágica promovida pelos inibidores de apetite.

O quadro é ainda pior por que muitos médicos endocrinologistas prescrevem medicamentos ansiolíticos (os calmantes) junto com os inibidores de apetite e fazem isso por duas razões: Para que os pacientes fiquem menos ansiosos e não descontarem a ansiedade na comida e para que os efeitos colaterais (agitação) dos anfetamínicos fiquem mais brandos. Só que, há alguns anos a Anvisa proibiu tal associação. Dessa forma, não se pode mais manipular um medicamento onde na mesma fórmula haja por exemplo, anfepramona e bromazepam (um ansiolítico). Não pode na mesma fórmula, nem na mesma receita. A proibição se deu, por que essa associação é perigosa devido aos muitos efeitos colaterais.

O que muitos desses médicos passaram a fazer? Prescrevem os mesmos medicamentos só que em receitas diferentes e falam para o paciente tomar os dois medicamentos juntos. Dá na mesma.

Não digo isso porque suponho e sim por ser farmacêutica e já ter 'pegado' muitas receitas em farmácias de manipulação para que a gente manipulasse dessa forma.

Se alguma coisa fosse mudar eu seria a primeira a discordar dessa proibição, mas nada muda nunca e muitos médicos, infelizmente, (e NÃO estou generalizando) garantem a consulta mensal dos pacientes, pois ficarão dependentes dos remédios para emagrecer.

Além disso, há sempre aquela vizinha que indica à amiga o remédio, dando para ela os remédios que sobraram na cartela. Será que ela pensa que é médica? Será que ela não lê a bula e não sabe que poderá até matar a vizinha?

Falta qualificação por parte de muitos médicos e da população em geral brasileira. Se o medicamento possui tarja preta, fica implícito que ele pode ser muito perigoso à saúde.

É para refletir. Renata Fraia - Farmacêutica

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