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31.7.14

Câncer de pâncreas - Tudo sobre esse câncer agressivo

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Saiba todas as informações sobre o câncer de pâncreas: sintomas, fotos, tratamentos, diagnóstico, e se câncer de pâncreas tem cura.

Pâncreas, o que é e qual sua função?

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, localizada na parte superior do abdome e atrás do estômago. É responsável pela produção de enzimas, que atuam na digestão dos alimentos, e pela insulina - hormônio responsável pela diminuição do nível de glicose (açúcar) no sangue.

O pâncreas é dividido em três partes: a cabeça (lado direito); o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo). A maior parte do casos de câncer de pâncreas localiza-se na região da cabeça do órgão.

O risco de desenvolver o câncer de pâncreas aumenta após os 50 anos de idade, principalmente na faixa entre 65 e 80 anos, havendo uma maior incidência no sexo masculino.

A maior parte dos casos da doença é diagnosticada em fase avançada, e portanto, é tratada para fins paliativos. O tipo mais freqüente é o adenocarcinoma com 90% dos casos.


Câncer de pâncreas, Sintomas

O câncer de pâncreas não apresenta sintomas específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os sintomas dependem da região onde está localizado o tumor, e os mais perceptíveis são: perda de apetite e de peso, fraqueza, diarréia e tontura.

O tumor que atinge a cabeça do pâncreas possui como sintoma comum a icterícia. Ela é causada pela obstrução biliar, e deixa a pele e os olhos amarelados.

Quando a doença está mais avançada, um sinal comum é a dor, que no início é de pequena intensidade, podendo ficar mais forte, localizada na região das costas. Outro sintoma do tumor é o aumento do nível da glicose no sangue, causado pela deficiência na produção de insulina.



Epidemiologia do câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas é raro antes dos 30 anos de idade, sendo mais comum a partir dos 60 anos. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 casos entre 40 e 50 anos para 116/100.000 entre 80 e 85 anos.

No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos de câncer, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer. Por ano, nos Estados Unidos, cerca de 26 mil pessoas são diagnosticadas com a doença.

A taxa de mortalidade por câncer de pâncreas é alta, pois é uma doença de difícil diagnóstico e extremamente agressiva.

Fatores de Risco de desenvolver câncer de pâncreas

Entre os fatores de risco, destaca-se principalmente o uso de derivados do tabaco. Os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes. Dependendo da quantidade e do tempo de consumo, o risco fica ainda maior.

Outro fator de risco é o consumo excessivo de gordura, de carnes e de bebidas alcoólicas. Como também a exposição a compostos químicos, como solventes e petróleo, durante longo tempo.

Há um grupo de pessoas que possui maior chance de desenvolver a doença, e estas devem estar atentas aos sintomas. Pertencem a este grupo indivíduos que sofrem de pancreatite crônica ou de diabetes melitus, que foram submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou sofreram retirada da vesícula biliar.

Prevenção do câncer de pâncreas

Algumas medidas preventivas podem ser adotadas, como evitar o consumo de derivados do tabaco e a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e adotar uma dieta balanceada com frutas e vegetais.

Para indivíduos submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou que sofreram retirada da vesícula biliar, recomenda-se a realização de exames clínicos regularmente, como também para aqueles com histórico familiar de câncer. Pessoas que sofrem de pancreatite crônica ou de diabete melitus devem também fazer exames periódicos.

Detecção Precoce

A localização do pâncreas na cavidade mais profunda do abdome, atrás de outros órgãos, dificulta a detecção precoce do câncer de pâncreas. O tumor normalmente desenvolve-se sem sintomas, sendo difícil diagnosticá-lo na fase inicial. Quando detectado, já pode estar em estágio muito avançado.

Diagnóstico do câncer de pâncreas

O diagnóstico é realizado através do relato dos sintomas e de exames de laboratório, como de sangue, fezes e urina. Outros exames podem ser solicitados, como: tomografia computadorizada do abdome; ultra-sonografia abdominal; ressonância nuclear de vias biliares e da região do pâncreas; e também a biópsia do tecido.

Tratamentos do câncer de pâncreas

A cura do câncer de pâncreas só é possível quando este for detectado em fase inicial. Nos casos passíveis de cirurgia, o tratamento mais indicado é a ressecção, dependendo do estágio do tumor.

Em pacientes cujos exames já mostraram metástases à distância ou estão em precário estado clínico, o tratamento paliativo imediato mais indicado é a colocação de endo-prótese.

A radioterapia e a quimioterapia, associadas ou não, podem ser utilizadas para a redução do tumor e alívio dos sintomas.[INCA]

Como o câncer de pâncreas se espalha (metástase)

Dois terços dos casos de câncer de pâncreas localizam-se na cabeça do órgão (lado direito), e um terço no corpo e na cauda (lado esquerdo).
As células tumorais podem se infiltrar em estruturas próximas por extensão direta e/ou por metástases linfáticas para o intestino delgado (duodeno), dutos biliares, estômago, baço, colon e linfonodos.

Os lugares mais comuns para metástases à distância são o fígado, o peritôneo e os pulmões.

Mortalidade do câncer de pâncreas

O adenocarcinoma de pâncreas é responsável por 4% das mortes por câncer, no Brasil. Nos Estados Unidos, é mais freqüente, sendo a quinta causa de morte por câncer.[andre.sasse]

Em 2010, 43 mil pacientes foram diagnosticados com câncer de pâncreas nos EUA, dos quais 37 mil morreram.

O câncer de pâncreas tem uma impressionante taxa de mortalidade. Dos pacientes que contraem a doença, 75% morrem ainda no primeiro ano de tratamento. Cinco anos após a detecção do tumor, a taxa de mortalidade sobe para 94%.

O câncer de Steve Jobs
Jobs, que foi diagnosticado em 2004, conseguiu uma façanha de sobrevivência, impulsionada pelos ótimos recursos médicos. Mas a doença finalmente venceu seu organismo na última semana.

O tipo de câncer contraído por Steve Jobs, na verdade, era um caso raro. O que se verificou, há sete anos, foi a existência de um tumor pancreático neuroendócrino. Em linhas gerais, é um câncer que parte essencialmente de uma disfunção hormonal. Dentro do universo do câncer pancreático, a incidência desse tumor é de apenas 5%.

Há razões bem definidas, segundo os médicos, para o câncer de pâncreas ser tão fatal. Em primeiro lugar, é difícil de detectar. Não existe nenhum método comprovado para antecipar o surgimento da doença: quando os médicos o descobrem, o tumor já passou pela metástase, ou seja, já está consolidado.
Um fator que torna a detecção difícil é a ausência de sintomas visíveis até a doença já estar em estágio avançado. No Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, por exemplo, apenas 8% dos casos de c6ancer no pâncreas são detectados logo de início. Tanto é que o corpo de Steve Jobs, embora tenha criado o tumor em 2004, só começou realmente a padecer anos depois.

Como se não bastasse a dificuldade em ser identificado, o câncer de pâncreas não é fácil de tratar. A quimioterapia dificilmente faz efeito para esse caso, devido à resistência do tumor. A cirurgia, portanto, se torna a principal opção para tratamento. Mas ela nem sempre resolve o problema, e o câncer de pâncreas segue sendo uma pedra no sapato dos médicos. [LiveScience]

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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica

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