4.8.16

Jejum pode prevenir Parkinson e Alzheimer e beneficiar diabéticos

Segundo estudos realizados pelo National Institute on Aging, o jejum pode prevenir Parkinson e Alzheimer, ou seja, fazer jejum por um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer.

“Reduzir o consumo de calorias pode ajudar o cérebro, mas isso não será o bastante para oferecer uma proteção adequada,” disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver. E acrescenta:

“É melhor o jejum completo por um dia ou dois dias por semana e comer tudo o que quiser nos outros cinco dias [cuidado com o 'tudo que quiser']. Do ponto de visto psicológico, descobrimos que esse é o melhor sistema.

"Se você sabe que pode comer o que quiser e o tanto que quiser durante cinco dias, será mais fácil ficar sem comer por um ou dois dias,” completou Mattson.

Mas, cuidado, esse não é um jejum extrito


A simples redução do consumo diário para 500 calorias, ou seja, alguns vegetais e chá, duas vezes por semana, seria o bastante para sentir os benefícios, segundo Mattson, que também é professor de neurociências na Johns Hopkins University School de Medicina em Baltimore.

Como foi o estudo e também os resultados?


Cientistas basearam suas conclusões em estudo com ratos de laboratório. Quando alguns ratos receberam o mínimo de calorias em dias alternados, eles viveram quase duas vezes mais do que os que se alimentaram normalmente.

Mattson conclui também que o jejum completo não só é beneficial para a saúde e prolongar a vida, mas para prevenir ou adiar várias doenças que afetam o cérebro incluindo derrames.

Outra conclusão desse estudo foi a de que redução de calorias aumenta o crescimento de neurônios no cérebro o que age como proteção contra doenças como Alzheimer e Parkinson.

O jejum também beneficia pessoas que sofrem com asma ou diabetes


Os ratos que comiam em dias alternados se tornaram mais sensíveis à insulina quando a necessidade da produção de hormônio, que controla os níveis de açúcar no sangue diminuiu.

Segundo Mattson, altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes.

Outro resultado positivo do jejum, foi a apresentação do desenvolvimento de novas células cerebrais que mostram mais resistência ao estresse.

A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas.

➤ Complemente sua leitura com o artigo: Sonhar evita Alzheimer, diz estudo
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