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29.4.14

Santa Imunidade: A fé pode curar

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Você já deve ter ouvido alguém dizer que a fé pode curar ou a expressão "a fé que cura". Também já deve ter escutado por aí que "acreditar é o primeiro passo para a cura". E também pode ter ouvido de alguma pessoa que tenha maior conhecimento na área da saúde a expressão: o poder da imunidade.

Mas já lhe ocorreu que a fé e a imunidade podem andar juntas, ou seja, que pode haver uma sinergia entre fé e imunidade? Já ouviu a frase 'fé/acreditar aumenta a imunidade' ? 

Analisando as questões acima por um olhar estritamente científico (já que, partindo do princípio que existam mais de 300 religiões e que a escolha da qual - ou quais - seguir é uma decisão sua, assim como não seguir nenhuma é um direito que você tem) acredito que em muitos casos, a fé pode curar, ou ajudar na cura ou ainda, aliviar o sofrimento de uma doença ou mesmo prolongar o tempo de vida de um paciente terminal. E isso apenas com olhar científico, ou seja, sem NECESSARIAMENTE o fator religioso, embora ele também seja válido e mereça ser melhor estudado até, quem sabe, um dia poder ser comprovado pela ciência.

E por que se diz que a fé pode curar?


Há vários estudos científicos que tentam provar a relação entre fé e cura, ou entre fé e todas as situações acima. Alguns deles investigam se há um 'ser superior e invisível' que pode curar uma pessoa se você tiver fé (acreditar/crer) nele. Outros estudam se a fé, pelo simples fato de que se você acreditar que irá melhorar, pode promover a auto-cura ou uma melhora significativa.

Sempre que leio sobre estes estudos acabo me convencendo de que o nosso corpo (mente + respostas imunológicas) é capaz de verdadeiros "milagres" e é esse tipo de efeito que a maioria dos cientistas estuda...

O poder da Imunidade

...Aí as expressões "o poder da imunidade" ou "a fé e a imunidade andam juntas" ou ainda, "acreditar aumenta a imunidade", fazem a ponte entre crença/pensamento positivo E imunidade.

Tenho uma suspeita (pessoal) a partir de textos lidos, relatos de algumas pessoas e, até, de experiências pessoais, que se você acreditar, sua mente pode ser capaz de colaborar positivamente com o seu organismo. E neste aspecto entendo que as seguintes palavras podem ter o mesmo significado:

- fé,
- crer,
- crença (que você ou mesmo um 'ser supremo' possa curar),
- acreditar,
- positivismo,
- pensamento positivo,
- esperança.

Ou seja, se você 'acreditar' (substitua pela palavra acima que mais lhe conforta) o seu organismo pode começar a liberar (ou não) substâncias endógenas* para atenuar o sofrimento, aliviar alguns tipos de dores, ou mesmo - em alguns casos - promover a cura. Saiba quais são estas substâncias:

- hormônios
- neurotransmissores
- células do sistema imunológico
- radicais livres
- entre outras (que já possamos conhecer, saber sua ação bioquímica no organismo ou as que desconheçamos na medicina atual as suas funções).

Os hormônios do estresse


O cortisol e a adrenalina** são os hormônios do estresse, os quais são liberados em nosso organismo em situações de intenso estresse ou quando o corpo acha que estamos em perigo. Aí inclui-se estresse físico e o estresse psicológico.

Se quiser saber em detalhes como isso ocorre leia o trecho abaixo do site afb, que transcrevi  - como citação - aqui por o achar extremamente didático, apesar dos termos científicos (das palavras difíceis). Apenas mudei uma ou outra palavra, para ficar menos longo.

Tipos de estresse
"Estresse físico envolve contato direto com o organismo. E são eles: subir escadas, correr uma maratona, sofrer mudanças de temperatura (calor ou frio em excesso), fazer voo livre ou bungee jumping, levar um susto (esta última fui eu que acrescentei), etc.

Já o estresse psicológico ocorre quando o sistema nervoso central é ativado através de mecanismos cognitivos, como brigar com o cônjuge, falar em público, vivenciar luto, mudar de residência, fazer exames escolares, estresse no trabalho, cuidar de parentes com doenças degenerativas (como mal de Alzheimer), etc..

Um terceiro tipo de estressor pode ainda ser considerado: as infecções. Vírus, bactérias, fungos ou parasitas que infectam o ser humano induzem a liberação de citocinas (proteínas com ação regulatória) pelos macrófagos, glóbulos brancos especializados na destruição por fagocitose de qualquer invasor do organismo. As citocinas, por sua vez, ativam um importante mecanismo endócrino de controle do sistema imunológico.

A reação do organismo aos agentes estressores pode ser dividida em três estágios. No primeiro estágio (alarme), o corpo reconhece o estressor e ativa o sistema neuroendócrino.
Inicialmente há envolvimento do hipotálamo, que ativa o sistema nervoso autônomo, em sua porção simpática. O hipotálamo também secreta alguns neurotransmissores, como dopamina, noradrenalina e fator liberador de corticotrofina. Esse último estimula a liberação de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) pela hipófise, que também aumenta a produção de outros hormônios, tais como ADH, prolactina, hormônio somatotrófico (STH ou GH - hormônio de crescimento), hormônio tireotrófico (TSH).
O ACTH estimula as glândulas supra-renais a secretarem corticóides e adrenalina (catecolamina).As glândulas adrenais passam então a produzir e liberar os hormônios do estresse **(adrenalina e cortisol), que aceleram o batimento cardíaco, dilatam as pupilas, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão (e ainda o crescimento e o interesse pelo sexo), contraem o baço (que expulsa mais hemácias para a circulação sangüínea, o que amplia a oxigenação dos tecidos) e causa imunodepressão (redução das defesas do organismo). A função dessa resposta fisiológica é preparar o organismo para a ação, que pode ser de “luta” ou “fuga”.

Nessa fase também pode ocorrer inibição ou aumento desmedido de hormônios gonadotróficos.
No segundo estágio, (adaptação), o organismo repara os danos causados pela reação de alarme, reduzindo os níveis hormonais. Porém, se o agente ou estímulo estressor continuar, o terceiro estágio (exaustão) começa e pode provocar o surgimento de uma doença associada à condição estressante, pois nesse estágio começam a 'falhar' os mecanismos de adaptação e ocorre déficit das reservas de energia. As modificações biológicas que aparecem nessa fase assemelham-se àquelas da reação de alarme, mas o organismo já não é capaz de equilibrar-se por si só.
O estresse agudo, repetido inúmeras vezes pode, por essa razão, trazer consequências desagradáveis, incluindo disfunção das defesas imunológicas.

Resumindo: vários estresses agudos podem gerar uma espécie de estresse crônico e com ele o sistema imunológico se desequilibra e você adoece.

Defesas imunológicas

Quem leu a citação acima entendeu que o estresse é um dos fatores que afeta o sistema imunológico e - com isso - os agentes oportunistas (microrganismos patológicos) acham uma 'brecha' para se instalar. E, estando o sistema imunológico debilitado, seu corpo fica deficitário no momento de combater infecções causadas por vírus e bactérias, por exemplo.

Radicais livres

Os radicais livres são produtos metabólicos do organismo e da transformação de alguns alimentos dentro do nosso corpo. O organismo destrói os radicais livres, mas até certo ponto.  Leia sobre isso em: "O que são radicais livres".

Os neurotransmissores


Neste ponto não vou me alongar, mas vou citar, por exemplo, o neurotransmissor serotonina, que regula o sono e o humor. E como (perdoe-me a expressão) 'para bom entendedor meia palavra basta', se algo afetar a produção e/ou o melhor aproveitamento da serotonina, é evidente que a pessoa irá dormir mal e ficar de mal-humor.

Esta condição, aliada a outros fatores como os tipos de estresse citados acima, por exemplo, poderá causar depressão, que por sua ver poderá levar a ainda mais estresse e a um sistema imunológico deficitário.

Perceba que é um círculo vicioso, onde uma condição leva a outra e todas elas podem ser interdependentes...

Santa Imunidade - Imunidade e Fé


...É nesse ponto que acredito que a fé e a imunidade se encontram. E, se você leu atentamente tudo o que foi escrito acima, já saberá o que vou 'dizer'.

Quando você tem fé/acredita na cura, independentemente da religião que você siga, seu corpo irá ficar menos estressado (em outras palavras, irá liberar menos adrenalina e cortisol) e seu sistema imunológico ficará fortalecido, ou seja, seu sábio organismo irá começar a se preparar para a cura***.

A Fé e a Medicina


Considero esta parte do texto a menos importante em termos de entendimento nas questões anteriores, mas a de mais importância quando a doença já estiver instalada em um organismo e o que se deseja é a cura.

Sabemos que muitas pessoas são induzidas por outras a acreditarem que devem abandonar o tratamento médico (medicamentos e procedimentos como quimioterapia, entre outros) para apenas ser "tratado" pela crença ou por poções milagrosas. Infelizmente, o problema é muito mais grave do que se acredita, já que não agem assim apenas as pessoas ignorantes (ignorante aqui não é pejorativo, já que ignorante é quem ignora ou não tem grande conhecimento de determinado assunto), como também as pessoas consideradas muito cultas. Um exemplo é o fundador da Apple (dispensa comentários), Steve Jobs que segundo matéria do Daily Mail, em certa fase da sua doença abandonou o tratamento convencional e buscou tratamentos alternativos.

***Acho muito importante e faço questão de frisar que se a doença já estiver instalada o melhor a fazer é aliar Fé e Medicina, mas nunca, em nenhuma hipótese se deve "largar" o tratamento prescrito pelo seu médico.

Podem ajudam a aumentar a imunidade


- (busque uma religião que o faça sentir-se bem),

- Acredite em você: Tenha "fé" em você mesmo, também, e não apenas em um ser superior,

- Hobby: Busque um hobby do qual você goste, não o que a sociedade ache bonito. [eu, Renata, por exemplo, gosto de tocar piano, cozinhar (por isso tenho o blog http://www.oquecomerhoje.net) e escrever, embora este último tenha se tornado meu trabalho também; mas você pode gostar de tocar pandeiro ou de pintar quadros e detestar a cozinha, rs],

- Lazer: Aproveite os finais de semana ou os dias de folga para se distrair,

- Mexa-se: Eu não gosto de academia, não gosto do barulho de lá, nem das competições pelo corpo mais bonito, nem das cantadas enjoativas, e se você também não gosta faça algo ao ar livre, como caminhar, correr, dançar, pedalar (menos você 'tá' , Silvia que não sabe andar de bicicleta, rs), etc.

- Vícios: Elimine vícios como cigarro, álcool, etc. Eles, além de causarem doenças, carregam o corpo de radicais livres e impedem absorção de alguns nutrientes e o álcool ainda desidrata o organismo.

- Alimentação: Alguns alimentos podem fortalecer a imunidade, mas coma com prazer - por favor - não vá se estressar durante a comida com um gosto que você considere insuportável, para não causar o estresse e... aí você já sabe.


Aos profissionais de saúde e familiares de pacientes

Por fim, quero deixar um recado aos médicos, demais profissionais de saúde e aos familiares de pacientes: NUNCA subestime o poder do "efeito placebo"!


*Substâncias endógenas: São as produzidas dentro (daí endo) do nosso organismo.

Considerações

Este artigo foi escrito por mim, Renata Fraia, e - acreditem - ele era um dos projetos da minha vida, o qual considero cumprido (ou pelo menos parte dele). E por alguma razão, eu TINHA que escrever hoje. Acordei às 4:00 da manhã com toda a introdução formada em minha mente, daí por diante foi só deixar as mãos deslizarem pelo teclado. Talvez você faça parte do grupo de pessoas para as quais eu pensava enquanto escrevia, ou talvez não pelo simples fato de não o conhecer. Ainda assim, se você chegou até o fim desse texto, só tenho que agradecer, obrigada pela visita.
Viva com fé pois como poetizava Gilberto Gil, "Andar com fé eu vooou, que a fé não costuma faiá"!

Renata Fraia ;-)
Farmacêutica-crf:23664
Jornalista-mtb:55510

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