23.3.16

Marca-passo cerebral para obesidade e depressão

Após quase duas décadas sendo utilizado no controle dos sintomas da doença de Parkinson, o marca-passo cerebral será testado pela primeira vez no Brasil para obesidade mórbida e depressão.

A opção é mais uma alternativa em complemento aos medicamentos e cirurgia.

Marca-passo cerebral para obesidade e depressão
Marca-passo cerebral para obesidade e depressão


O Centro de Neurociência do HCor (Hospital do Coração) por meio do Instituto de Ensino e Pesquisa e o Ministério da Saúde serão responsáveis pelas pesquisas conduzidas pelos neurocirurgiões brasileiros que acabam de voltar ao país depois de uma longa temporada nos EUA, Antonio De Salles e Alessandra Gorgulho.

O grupo de pesquisa do qual fazem parte realizou estudos para o tratamento da depressão com essa técnica. E ambos já desenvolveram pesquisas com a estimulação elétrica cerebral em primatas e suínos para tratar a obesidade mórbida.

Como funciona o marca-passo cerebral em cada doença


1. Marca-passo para Parkinson


No tratamento da doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento, eletrodos são inseridos no cérebro e ligados a um marca-passo colocado sob a pele. Por meio de impulsos elétricos, os sinais do cérebro que geram tremores e rigidez muscular são inibidos.

2. Marca-passo para depressão

Já para tratar a depressão um dos novos estudos vai testar a eficácia da neuromodulação no nervo trigêmeo, cujas fibras carregam informações sensoriais e as projetam para estruturas do cérebro envolvidas na doença.

Pela primeira vez, os eletrodos serão implantados sob a pele nesse nervo e conectados a um marca-passo para tratar a depressão. A pesquisa deverá ter 22 participantes.

3. Marca-passo para obesidade mórbida
Para a obesidade mórbida o objetivo é implantar eletrodos cerebrais em uma área responsável pela saciedade em seis pacientes que não obtiveram sucesso com a cirurgia bariátrica.

As fases iniciais da pesquisa começam em 2013. Apesar de a técnica cirúrgica ser segura e conhecida, é necessário que os estudos apontem que ela também é eficaz para essas novas aplicações. Fonte/Créditos: CRF-SP.

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