21.7.12

Qsymia: remédio para emagrecer recém-lançado

Um novo remédio para emagrecer acaba de ser aprovado nos EUA. A droga contra a obesidade, o remédio Qsymia, antiga Qnexa, da Vivus.

O novo medicamento é uma combinação de dois outros medicamentos no mercado, a “fentermina”, um derivado da anfetamina que reduz o apetite, e o “topiramato”, um antiepiléptico usado para tratar convulsões, que não deve ser tomado por grávidas porque pode causar malformações do feto.



Justamente por conta do risco de defeitos de nascimento, assim como elevada frequência cardíaca, a Food and Drug Administration (FDA, Administração de Alimentos e Drogas dos EUA) demorou três meses para revisar o plano da Vivus e liberar a droga.

Já a fentermina teve seu uso proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2011, e o topiramato (ou topiramento) é aprovado para uso no Brasil, indicado para casos de enxaqueca e convulsões.

O problema obesidade
Depois de 13 anos sem aprovar nenhum medicamento para emagrecer por causa dos riscos que eles traziam à saúde, finalmente o FDA aprovou não só um, mas dois remédios. Além do Qsymia, mês passado o Belviq, da Arena Pharmaceuticals, foi aprovado para comercialização.

No entanto, especialistas acreditam que o medicamento Qsymia venderá melhor, pois é mais eficaz: em testes clínicos, a pílula ajudou pacientes a perderem até 10% do seu peso após um ano de tratamento, em comparação com a média de perda de peso de 5% no mesmo período nos testes com Belviq.

Em maiores detalhes, os pacientes que receberam a dose recomendada de 7,5 miligramas de fentermina e 46 de topiramato perderam, em média, 6,7% do seu peso. Os que receberam uma dose mais elevada, de 15 miligramas de fentermina e de 92 de topiramato, perderam, em média, 8,9% do seu peso total.

Orexigen Therapeutics é outra empresa que também está esperando aprovação para lançar sua droga contra a obesidade, mas o FDA a obrigou a conduzir um estudo de segurança para verificar riscos de condições cardíacas primeiro.

Por enquanto, os efeitos secundários mais comuns do Qsymia são formigamento das mãos e pés (parestesia), tonturas, sensação de sabor alterado, insônia, constipação e boca seca. Porém, a Vivus também terá de realizar um estudo de longo
prazo para provar que o medicamento não provoca ataques cardíacos ou derrames.

De acordo com o FDA, o medicamento não deve ser usado durante a gestação porque aumenta os riscos de lábio leporinos nos fetos. Também não deve ser usado por pacientes com glaucoma e hipertireoidismo, e não é recomendado para pacientes que tiveram, dentro de seis meses, problemas cardíacos ou derrame, já que pode aumentar o ritmo cardíaco.

Alguns podem se perguntar: então porque a droga já foi aprovada? Com cerca de dois terços dos norte-americanos considerados com sobrepeso ou obesos (no Brasil, 50% dos homens e 48% das mulheres têm sobrepeso, e 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres são obesos) e os grandes custos relacionados com a saúde pública e a economia, o FDA sofre uma boa pressão para aprovar novos tratamentos para a perda de peso.
“O grau e gravidade da obesidade e da falta de eficácia das intervenções farmacológicas são duas razões principais para o desenvolvimento de Qsymia”, disse o presidente da Vivus, Peter Tam.

Qsymia pode ser prescrito para adultos obesos (IMC 30 ou maior) ou adultos com sobrepeso (IMC 27 ou maior) com pelo menos uma condição de saúde relacionada ao peso, como pressão alta, diabetes tipo 2 ou níveis elevados de colesterol.

“Qsymia, se utilizado de forma responsável em combinação com um estilo de vida saudável, que inclui dieta e exercícios, oferece uma outra opção de tratamento para controle de peso em adultos obesos e com problemas de saúde relacionados ao peso”, conclui a Dra. Janet Woodcock, diretora do centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas do FDA.

Fontes: ReutersMedicaldoBrasilRCMPHARMA


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