2.7.12

Tipos sanguíneos e o vírus da gripe

Para a medicina, o vírus Influenza, responsável pela gripe, é o mais perigoso no mundo. Desde épocas remotas este vírus tem sido responsável pela morte de grande número de pessoas, entre 1 a 2 anos.

Os números são assustadores! Só a "gripe espanhola" (tipo A (H1N1)) de 1918-19 matou cerca de 500.000 pessoas nos Estados Unidos e, pelo menos, 20 milhões de pessoas em todo o mundo. Em 1957-58, a "gripe asiática" (tipo A (H2N2)) resultou em 70.000 mortes em americanos, e em 1968-69, a "gripe de Hong-Kong" (tipo (A H3N2 ()) 34.000 americanos.



A epidemia da gripe está dividido entre os tipos A e B. A apresentação dos sintomas mais comuns são febre, alterações respiratórias (como tosse, dor de garganta, nariz escorrendo ou entupido), dor de cabeça, músculos doloridos e fadiga, muitas vezes extremas.

Atualmente, existem três principais variantes da "gripe" circulantes (dois tipos "A" e um tipo "B"). O tipo A são variantes da "Hong Kong" vírus tipo A (H3N2), responsável por cerca de 400.000 mortes nos Estados Unidos desde 1968 (dos quais 90% estão entre os idosos), e da "espanhola”, tipo A (H1N1). O “H "e" N "referem-se a proteínas virais denominadas de hemaglutinina e neuraminidase.

Para os especialistas em saúde pública é apenas uma questão de tempo antes de uma nova pandemia da gripe ocorrer, matando muitas pessoas. O motivo alarmante é que se constatou que o vírus Influenza é capaz de sofrer mutações ou alterar ao longo do tempo, permitindo reinfectar cada indivíduo, ano após ano.

Normalmente, este é um processo lento e muito gradual, tanto do tipos A como do B. Assim, se uma pessoa foi exposta ao vírus no ano passado, por exemplo, seu sistema imunológico terá criado uma memória muito específica de como lidar eficazmente com o vírus. Uma nova exposição no futuro, para o mesmo vírus não seria agora um problema. Uma vez que o vírus muda, de forma muito lenta, a cada ano, essa memória imunológica o vai protegendo de certa forma, mas não completamente.

Acontece, porém, que, de vez em quando, o vírus da gripe tipo A (o B não muda dessa forma), sofre uma mudança radical e abrupta. Este evento resulta numa nova estirpe do vírus cujo sistema imunitário não possui mais nenhuma identificação e o não reconhece mais como no passado. Foi assim quando, ainda há bem pouco tempo, o vírus da gripe matou milhões de pessoas em todo o mundo.

Muito pouco se tem pesquisado na relação entre tipos sanguineos e gripe. Porém, é sabido que, após a exposição ao vírus da gripe, um fenômeno imune denominado seroconversão ocorre no organismo. Isso significa que seu sistema imunológico deverá estar produzindo anticorpos contra o vírus Influenza. Os pesquisadores descobriram que, após a circulação da gripe tipo A (H1N1) e A (H3N2) e os vírus da gripe B, a resposta imune difere nos tipos sanguineos – O, A, B e AB.

Tipo Sanguineo “O” – A resposta dos anticorpos contra a gripe A (H1N1) e vírus A (H3N2) é bastante diminuída neste tipo sanguineo. Já em resposta aos anticorpos contra o Influenza tipo B a situação não é tão alarmante como em indivíduos do sangue Tipo B.

Tipo Sanguineo “A” - Estas pessoas possuem enorme capacidade de gerar anticorpos contra a gripe do tipo A (H1N1) e, especialmente, A (H3N2). Em contrapartida, a resposta de seus anticorpos contra o vírus Influenza B já é mais reduzida. Porém, de forma geral, pode se dizer que este tipo sanguineo desenvolveu-se com capacidade de resistência às viroses comuns, assim como as pessoas do tipo AB.

Tipo Sanguineo “AB” – Possuem os mais altos níveis de anticorpos contra qualquer um dos vírus da gripe.

Tipo Sanguineo “B” - Indivíduos deste tipo possuem relativa capacidade para gerar anticorpos contra a gripe A (H1N1). Porém, de todos os tipos sanguineos, são os que possuem capacidade mais lenta na produção de anticorpos contra a Influenza A (H3N2), podendo demorar 2 a 5 meses nesse processo, deixando seus organismos mais vulneráveis.
Este tipo de sangue, segundo os pesquisadores, tem uma predisposição genética para a insistência latente (crônica) do vírus Influenza A (especialmente A (H3N2)).

E é aqui que os estudos, baseados na genética individual, estão apontando para bem mais longe intervindo, de forma bastante perceptível, em todos os tipos sanguíneos, desde que seguidas as recomendações básicas do programa específico a cada um deles: alimentação e exercícios de condicionamento físico adequados. Sem dúvida, um estilo de vida que otimiza a resposta imunológica dos tipos de sangue, ajudando efetivamente, não só a evitar, como a encurtar o tempo de duração da gripe ou, de um simples resfriado.

Para os que se decidem pela vacinação, todos os tipos – O, A, B e AB -, são expostos ao processo semelhante de seroconversão, após a administração de duas doses da vacina contra a gripe. Porém, segundo os pesquisadores dos tipos sanguineos, os grupos “O”, “B” e “AB” parecem se beneficiar com duas doses da vacina contra a gripe, ao contrário do grupo “A” que, crê-se, conseguem um resultado preciso com apenas uma dose, apenas.
Importante lembrar, contudo que, a eficácia da vacina contra a gripe em qualquer pessoa, independente dos tipos específicos de sangue, sempre irá depender da estirpe do vírus em circulação. Ou seja, caso haja uma mudança drástica do vírus, como ocorreu nos anos de pandemia e que aterrorizou todos nós, a vacina será de pouco ou mesmo, nenhum efeito, o que não deixa de ser bastante preocupante.

Mais uma vez, vale aqui frisar que cada grupo sanguíneo – O, A, B e AB – tem seus próprios “desativadores” e, seguindo os tipos de alimentos adequados, cada pessoa terá chances de vencer muitas das batalhas travadas ao longo de suas vidas, recuperar rapidamente o vigor físico, o bom humor e a saúde, de uma forma geral.

Para quem é do tipo sanguíneo “O”, por exemplo, a alimentação que pode causar danos é aquela feita com o trigo e seus derivados, tais como milho, feijão mulatinho, feijão-fradinho, lentilha, amendoim e batata inglesa. Já a melhor é a que privilegia a proteína sem muita gordura, limitando a ingestão de grãos e cereais e dando importância às frutas e hortaliças. A ingestão de proteína de boa qualidade, de carne orgânica, magra, é o meio para prevenir as doenças inflamatórias, muito comuns nesse grupo.

Já aqueles que têm o sangue tipo “A” estão mais expostos às doenças do sistema imunológico e aos danos provocados pelos radicais livres. A dieta ideal é a vegetariana, com pouca ingestão de peixes e aves e muita de legumes, verduras, frutas e quase todos os derivados da soja. A carne vermelha é proibida e devem ser evitados o feijão-de-lima, o mulatinho, a banana, a batata inglesa, a berinjela, a laranja, tomate e o repolho.
Quem tem sangue do tipo “B” deve evitar o amendoim, o frango, trigo-sarraceno, o milho, as lentilhas, o gergelim e o tomate e precisa comer equilibradamente carne, frutas, peixe, legumes e em poucas quantidades, o feijão e os cereais.

Quem é “AB” deve evitar o frango, milho, lentilha, trigo-sarraceno e determinadas variedades de peixes de água doce e precisam comer derivados da soja e frutos do mar. Também devem evitar a ingestão de carne vermelha, que lhes traz fortes problemas metabólicos.

Dra. Emília Pinheiro é especialista em Dieta do Tipo Sanguineo e Terapeuta Ortomolecular.

- Diretora/ Assistente do Spasso Urbano – Day Spa e Clínica Ortomolecular, em Maringá (PR). Em Maringá. Fone: 44 – 3028-0065 .http://www.ortomolecularblog.blogspot.com.br/


- Autora do livro "Dieta Pelo Tipo Metabólico e Sanguíneo" (Ed.Unicorpore/ Brasil) – À venda em:http://www.unicorpore.com.br/www.unicorpore.com.br . Em Portugal, o mesmo título, pela Ed. Ariana, à venda nas melhores livrarias do país.

- Mais recentemente, editou em Portugal seu segundo título "A Dieta de Auschwitz Versus O Pão Nosso de Cada Dia", também pela Ariana Editora, título ainda, inédito no Brasil.

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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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