28.8.12

Auto-hemoterapia é considerada 'picaretagem' por médico hematologista

Dalton Chamone, professor titular de hematologia e hemoterapia da FMUSP e presidente da Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, "a prática de auto-hemoterapia é tão antiga quanto o uso de sangria há 200 anos.

Não há comprovação científica sobre a eficácia do tratamento", explica Chamone.


A FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária e o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) fizeram um alerta para o uso da auto-hemoterapia.

A Anvisa também lançou nota técnica que condena a prática da auto-hemoterapia, porque não há estudos científicos que comprovem sua eficácia.
auto-hemoterapia - fotos
foto: arquivo saúde com ciência

A FMUSP alerta que a auto-hemoterapia não tem fundamento científico e pode provocar efeitos colaterais graves, como infecção generalizada, e levar o paciente à morte.

Picaretagem

Chamone disse que "a técnica é uma 'picaretagem', pois não há evidências científicas que comprovem sua eficácia e segurança".

"O efeito da auto-hemoterapia é absolutamente inócuo e é uma absoluta incoerência retirar o sangue e aplicá-lo novamente, para que ele circule em todo o corpo, se ele já estava circulando. É um tratamento de modismo, tal qual tantos outros. No interior do Brasil, ainda é comum as pessoas beberem urina de cavalo para tratar várias doenças", informa o médico.

Desirè Carlos Callegari, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, também adverte sobre os riscos de infecção que podem, em determinados casos, evoluir para a infecção generalizada, levando alguns pacientes ao óbito.

Chamone explica que "a infecção pode ocorrer porque há bactérias na pele e uma parte delas pode entrar na seringa. Quando você injeta o sangue no músculo, forma-se um hematoma, que é uma fonte de cultura de bactérias". [O Liberal]

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6 comentários:

  1. Prezada, navego internet a fora, há vários anos, em busca de novidades sobre a AUTO-HEMOTERAPIA que comentou.
    Esta senda se deve ao fato de praticá-la há mais de cinco anos, e de ver que ela, além de eficaz, é segura e muito “econômica”, posto que deixamos de adoecer, deixamos de "consumir insumos" dos lab farma, o que, em minha opinião, explica a verdadeira ojeriza com que tratam esta terapia tão humana, tão antiga tão eficaz e tão pertinente, num momento da economia e do desenvolvimento da Medicina em que, em verdade, a indústria quer porque quer nos transformar em eternos dependentes de seus produtos, colocando nossa Imunidade como coadjuvante da nossa saúde.

    Como colorário desta observação lógica podemos atestar em rápida pesquisa que há mais de 20 anos não inventam sequer UM novo fármaco que CURE. Falo de Cura, aquela em que nos vemos livres das mazelas que nos afligem após o devido tratamento farmacológico, e não de remédios paliativos, de uso ad infinitum, onde nos tornamos verdadeiros escravos dos remédios.
    Isso já foi alvo de várias denúncias, inclusive de médicos. Uma das últimas é de um Prêmio Nobel, de Química, acho que de 2009. Dr. Google te mostra, se quiser...

    Sim a AH estimula a imunidade. Sim nossa Imunidade, mais aguerrida por este estímulo, é que efetivamente promove os efeitos que atribuem ao sangue injetado. Na verdade, em minha modesta opinião, o material injetado pode ser substituído até por outra proteína, estéril, que nossa imunidade entenderá como uma invasão, uma contaminação e promoverá a produção de células de defesa, como leucócitos, células natural killers, entre tantas outras.
    Prova disso é que a própria auto-hemoterapia tem uma vertente antiga, mas que promove talvez os mesmos efeitos: PROTEINOTERAPIA. Nesta, injetam uma proteína estéril qualquer - soro, leite, albumina etc - e o S.I., imaginando-se agredido, promoverá as reações de defesa. Um médico d Então, falo da França de 1905, durante a sangrenta Grande Guerra, sem ter material no campo de batalha, descobriu o “ovo de Colombo” – que a melhor proteína, a mais fácil de obter, estocar e usar, é o próprio sangue da pessoa tratada. Nascia ai não a auto-hemoterapia, que é bem mais antiga, mas o entendimento das suas bases de ação. Ele foi um dos primeiros a rascunhar os mecanismos de ação da AH.

    Ressurge das cinzas a proteinoterapia, esquecida sob o véu do Capital, com o nome de Vacina ZIMDUCK.
    Esta vacina, está sendo pesquisada há 17 anos na FIOCRUZ-USP-UFRJ, e promete os mesmos efeitos, com a mesma posologia da AH: saúde, evasão de doenças oportunistas, e... economia em remédios paliativos.
    Um dos seus pesquisadores, Dr. Alex Btsaris, não por acaso, é ferrenho defensor da.... AUTO-HEMOTERAPIA.

    Não surpreende constatar que esta maravilhosa vacina jaz numa gaveta do nosso “ilibado” Governo Federal, proibida de morte, sem justificativas científicas, somente vedação seca e formal, de darem continuação nas pesquisas comprobatórias necessárias para a sua venda no mercado (a baixo custo, pela simplicidade de sua produção, segundo os seus pesquisadores ... )


    Isso acontece com instituições do porte da FIOCRUZ, USP e UFRJ. Imagine vc o que fariam com médicos comuns, receitando um procedimento secular, empregado em veterinária há século e em vários países há várias décadas com ao AH..
    "CONTINUA, SE DEIXAREM...."

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  2. (FINAL)
    Esse “pequeno” relato veio de experiência própria, fruto de meu grande repúdio ao tratamento. Explico.
    Minha mãe foi receitada por um medico a se tratar com a AH para sua asma e hipertensão. Ela, firme, passou a fazer uso, mesmo diante dos meus ruidosos protestos. Ai, sem alternativa, “roubei” sua receita e fui demandar o CRM-RJ.
    Lá, me disseram, em 2007, que voltasse somente se ela apresentasse efeitos nefastos. Para minha surpresa, averiguei que, em 3 meses, ela passou de dependente de fármacos de controle para assintomática de asma e hipertensão. Assim, mesmo meio ressabiado, comecei a fazer uso da terapia.
    Hoje já se vão mais de 280 aplicações, mais de 1,5 litros de meu próprio sangue, criteriosamente colhidos e injetados nos meus músculos e, de fato, só posso relatar saúde. Em meu grupo familiar, economizamos algo em torno de R$ 700/mês em fármacos dispensados pelos médicos que os receitaram, ao constatarem nossa saúde pós-AH... Minha despesa médica se resume quase que exclusivamente às seringas e materiais necessários para praticar domesticamente a AH...
    Assim, hoje, de medroso fugitivo de agulhas e que tais, sou verdadeiro “Caxias” com as aplicações: Em 5 anos, faltei a somente 4 ou 5 repetições!
    Dos resultados desta terapia, e em função deles, me propus a distribuir DVDs e livretos que hoje somam quase 3.000 unidades, graciosamente passados a quem se interessou, no afã de levar ao próximo o conhecimento de uma alternativa que pode sim ser O tratamento.
    Tenho conhecidos que após se defrontarem com os fatos ignorados, desqualificados e acobertados pelas nossas “diligentes” autoridades, passaram a fazer uso da AH e relatam o mesmo que eu: saúde!
    Verá, seu quiser se amparar no Dr. Google, que tudo que falo pode ser conferido nos blogs, sites, estudos científicos registrados até no PUBMED, na lógica, ao se deparar com tratamentos que claramente imitam a AH, Plasma rico em plaquetas e seu primo pobre –plasma pobre em plaquetas, o tampão sanguíneo peridural, a injeção de sangue autólogo em olho lesionado, o Fator de crescimento plaquetário – usado até em estética em substituição ao Botox,e tantas outras que injetam o sangue autólogo, puro ou composto, íntegro ou parcial, no corpo do paciente para promover o restabelecimento da saúde, nos registros clínicos e bibliográficos, onde consignaram durante décadas, a AH como terapia complementar segura e eficaz. E no fato de que, depondo contra, não achará sequer um registro de caso, ou reclamação em reportagens mil - youtube, em fórum, etc. Somente proscrição dogmática das nossas ilibadas” autoridades.
    Um dos “capitães de areia” que tomam de assalto este país, e que está em conluio contra a terapia é o “ilibado” governador do DF, Agnelo Queiroz, quando então presidente da Anvi$a. Ele,segundo denúncias “beneficiou” Laboratório farmacêutico do Cachoeria (só no Brasil pra criminoso, bicheiro, ter lab farma...kkk – Mas pensando bem, não vejo muita distinção* entre estas atuações, não...)
    - Perdoe o tamanho do texto. A empolgação me entorpece a discrição.
    Um abraço, Olivares Rocha

    * - A verdade Sobre os Laboratórios farmacêuticos, de MÁRCIA Angel, editora Record http://www.scielo.br/pdf/csp/v24n6/29.pdf;
    - As reportagens Receita Marcada, da tv Band www.youtube.com/watch?v=m1RbZcH4Irc;
    - O filme-documentário Sicko;
    - O filme-cutuca –onça-com-vara-curta O paciente Inglês;
    - etc, etc, etc...

    Obrigado perla liberdade de manifestar minha opinião e pelo espaço. Sme esquecer, claro, paciência... Um abraço.


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  3. Estou coletando fatos cientificamente comprovados de tratamentos alternativos. Quem puder contribuir com trabalhos científicos, agradeço. Por favor, não postem experiencias pessoais e depoimentos de satisfação de "meus" clientes.

    Obrigado

    http://drpaulofreire.med.br/Forum/viewforum.php?f=22&sid=f2fc5a54d9a4d8c34261644a4602c2ce

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  4. Se você praticar algum esporte e tiver pequenos traumatismos musculares, como hematomas, será uma auto-hemoterapia sem agulhas. Quem pratica esporte regularmente goza de boa saúde também.

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  5. Auto-hemoterapia e estado da arte

    --- Walter Medeiros - http://www.rnsites.com.br/imunoterapia.htm

    As experiências com a auto-hemoterapia na forma de Plasma Rico em Plaquetas – PRP apresenta bons resultados na literatura, que podem ser incluídos como terapêuticos de forma segura. Esta é a conclusão de trabalho intitulado “PLASMA RICO EM PLAQUETAS: ESTADO DA ARTE”, publicado na Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (Brazilian Journal of Hematology and Hemotherapy), da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

    A publicação (821) está na página S295, do suplemento que contém os trabalhos do CONGRESSO BRASILEIRO DE HEMATOLOGIA, HEMOTERAPIA E TERAPIA CELULAR – HEMO 2016, que está sendo realizado desde ontem (10.11) e vai até o dia 13 de novembro de 2016, em Florianópolis, SC, Brazil. PLASMA RICO EM PLAQUETAS: ESTADO DA ARTE é de autoria de Vanni ISR, Risso MA, Simões RP, Pereira MC, Bovolato ALC, Ferreira RR, Sandrim VC, Deffune E Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, SP, Brasil.

    O trabalho mostra que “Muitas especialidades médicas têm usado o plasma rico em plaquetas (PRP) em diferentes modalidades terapêuticas. Isso ocorre em especial nas áreas de odontologia, ortopedia e cirurgia plástica. O Conselho Federal de Medicina, em sua resolução nº 2.128/2015, considera o PRP como procedimento experimental, só pode ser usado em experimentação clínica dentro dos protocolos do sistema CEP/Conep. Já o Conselho Federal de Odontologia publicou uma resolução que autoriza o uso do PRP autólogo e do plasma rico em fibrina (PRF) por profissional comprovadamente habilitado. A Anvisa informa que a produção e o uso do PRP no âmbito da hemoterapia devem seguir o preconizado pela legislação vigente para a área de sangue (RDC nº 57/2010).”.

    Segundo o texto, “No entanto, essa informação também comete o equívoco de considerar sinônimos PRP e gel de plaquetas. Diante dessa dificuldade de nomenclatura e do surgimento de empresas e protocolos terapêuticos no país, com resultados conflitantes e metodologia pouco padronizada, identificou-se uma janela de oportunidade para avaliar essas diferenças na análise dos artigos publicados em base de dados médicos. Foram avaliados os artigos disponíveis no PubMed a partir de 2012 como free article/open access. As palavras-chave usadas foram: platelet-rich plasma (PRP), platelet ly sate (PL) e platelet growth factors (PGF). Com PRP entre 2012 e maio de 2016 foram publicados 2.502 artigos, com PL 145 e com PGF 6.505. Com uso específico na espécie humana foram respectivamente 1.338, 105 e 4.436.”

    Outro dado surpreendente do trabalho: “Portanto, nos últimos cinco anos foram publicados 5.879 artigos sobre o tema, especificamente para humanos; 15% dos artigos estavam na condição de free article/open access. Desses, 29 (14,35%) para PRP, 14 (50%) para PL e sete (41,17%) em PGF, total de 50 artigos. Os artigos publicados em revista de maior impacto são aqueles de PL, a publicação na Cell (FI = 32,24) foi a mais representativa. Os países que mais publicam são: Itália, Estados Unidos e Irã. Em 40 publicações (80%) os resultados são positivos e evidenciam tanto o PRP, como o PL e o PGF como indutores do remodelamento tecidual.”

    “Dos artigos analisados, 10 (20%) foram considerados inconclusivos pelos autores. Desses, em quatro (40%) a terminologia usada foi PRP e a descrição técnica correta. Para outros quatro identificamos que o autor usou o termo PRP, mas tecnicamente aplicou hormônio derivado de plaquetas (HDP) e dois usaram PL mas produziam HDP. Concluímos que há a necessidade de adequação da terminologia e dos procedimentos que envolvem PRP sob a responsabilidade de profissionais da hemoterapia, tendo em vista que os três produtos apresentam bons resultados na literatura e podem ser incluídos como terapêuticos de forma segura.” – conclui.

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  6. DR. LAIR RIBEIRO EXPLICA ESTÍMULO DO SISTEMA IMUNE COM AUTO-HEMOTERAPIA

    https://www.youtube.com/watch?v=tH56khBkgIU

    Lair Ribeiro explica estímulo do Sistema imune com auto-hemo

    Para ele, médico que não entende de sistema imune “não é médico”
    O médico e cientista Lair Ribeiro, em aula que está sendo veiculada na internet, defendeu o estímulo do sistema imune através da auto-hemoterapia. Em aula para médicos, indagou e ele mesmo respondeu: “Qual a célula mais importante? – Macrófago.”. E explicou a ativação dessa célula. Começou dando o exemplo: da auto-hemo (auto-hemoterapia), lembrando: “O Jesse Teixeira mostrou que a concentração de macrófagos vai de 5 para 22 por cento, com a auto-hemo. Você está fazendo a estimulação (do sistema imune)”.
    Dirigindo-se a alunos médicos, disse enfaticamente: “eu acho que para ser médico, você tem que entender de sistema imune; senão você não é médico”. Em seguida, disse que o sistema imune está em todo lugar: “Ele está em seiscentos linfonodos, espalhados pelo corpo, tudo depende dele; as pessoas que têm câncer, não interessa a causa: o sistema imune falhou. Se eu vou lá e fortaleço o sistema imune, combato o câncer!”.
    Lair Ribeiro explicou o funcionamento da imunidade do organismo, mostrando que quando a pessoa entra em contato com o patógeno, a imunidade inata entra em ação imediatamente. Para ele, a imunidade inata tem que estar muito forte, porque se estiver forte não vai precisar lançar mão da imunidade adquirida. Nesse sentido, ele discorreu sobre a importância do macrófago, explicando detalhadamente o seu funcionamento.

    Artigo de Walter Medeiros:
    https://www.facebook.com/groups/autohemoterapiatrataecura/permalink/1094385057347078/


    Enquanto no Brasil ficamos discutindo - se devemos falar em antiaging ou não, Harward que é a melhor faculdade de medicina do mundo, tem um departamento de anti-envelhecimento, cujo diretor é David Sinclair.
    DR. LAIR RIBEIRO.

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