2.9.12

Hormônio melatonina e o câncer de mama

Mais um avanço nas pesquisas contra o câncer de mama. Estudo recente revela relação positiva entre o hormônio melatonina e o câncer de mama.

Estudo realizado por um grupo de pesquisadores em genética da Universidade Estadual Paulista (Unesp) revelou que a melatonina, hormônio secretado pela glândula pineal – localizada perto do centro do cérebro -, diminui a viabilidade de desenvolvimento das células mamárias neoplásicas, isto é, as que apresentam proliferação celular aumentada.

A ideia dos cientistas é utilizar a melatonina como agente terapêutico para reduzir a formação de vasos.

Para os experimentos, foram realizados o cultivo celular primário de tumores mamários de cadelas e linhagens de câncer de mama humano, tratados com melatonina.

A professora Débora Zuccari, da Unesp de São José do Rio Preto, coordenadora do grupo de pesquisa, explica que, para a nutrição das células mamárias neoplásicas, é necessária a formação de novos vasos que são estimulados por proteínas presentes no ambiente tumoral, os quais são chamados de ” Fator de crescimento endotelial vascular (VEGF)” e ” Fator induzido por hipóxia (HIF-1á)”.

”Quando estudamos a célula tumoral, podemos verificar, por meio de marcadores celulares, o estágio em que o tumor se encontra e prever a evolução clínica do paciente e, ainda, direcioná-lo para um tratamento específico e individualizado”, afirma Débora.

Paralelamente ao trabalho com o hormônio, os pesquisadores procuram descobrir se o VEGF (Fator de Crescimento Endotelial Vascular) é um possível marcador prognóstico para o tratamento da doença.

Parceria internacional
Dando continuidade ao estudo com a melatonina, a doutoranda Bruna Victorasso Jardim e a mestranda Lívia Carvalho Ferreira, integrantes do grupo de pesquisa, estão realizando a parte experimental in vivo de seus projetos nos Estados Unidos, no Hospital Henry Ford,em Detroit, no laboratório coordenado pelo cientista associado do Departamento de Radiologia, professor Ali Arbab.

Além dessas alunas, outros alunos do Programa desenvolverão pesquisas em parceria com a Universidade de Guelph, em Ontário, no Canadá.
“É importante para a pesquisa esse intercâmbio de conhecimentos. Quando descobrimos algo significativo aqui, logo aparecem novos questionamentos , novas possibilidades, novos caminhos, novos meios e fins”, avalia Débora. ”O objetivo é descobrir potenciais tratamentos para o câncer buscando a melhor e maior sobrevida do paciente. Por isso, motivação não nos falta”.
Fonte: R7
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