19.10.12

Prática de medicina antienvelhecimento é proibida no Brasil

CFM publica Resolução que determina fim da prática de terapias com fins de retardar ou prevenir efeitos do envelhecimento. Brasil é o primeiro país no mundo a adotar a medida.

Foi publicada nesta sexta-feira, 19/10, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) a Resolução 1999/2012 que proíbe a prática da denominada “medicina antienvelhecimento”.

A partir de agora não será mais permitido o uso de terapias hormonais com o objetivo de retardar, modular ou prevenir o processo de envelhecimento.

Com isso, o Brasil passa a ser o primeiro país no mundo a adotar a medida. Para a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), esta resolução irá proteger a população de danos à saúde que vão desde o aumento da toxicidade no organismo até casos de câncer. Para a presidente da Sociedade, Nezilour Lobato Rodrigues,

 “a população precisa saber que na verdade não há fórmula capaz de evitar os impactos da idade além da mudança de hábitos de vida e acompanhamento preventivo ou terapêutico”.

Dentre as determinações da resolução, está a questão da reposição de deficiências hormonais e de outros elementos, que será permitida apenas em casos de necessidade comprovada. Também é vedada a prescrição dos hormônios conhecidos como “bioidênticos” para o tratamento “antienvelhecimento”; e o uso de ácido etilenodiaminatetraacetico (EDTA), procaína, vitaminas e antioxidantes, entre outras resoluções descritas.

Do PARECER à RESOLUÇÃO
Após avaliar e revisar inúmeros estudos científicos sobre o assunto, o Conselho chegou à conclusão de que não há evidências científicas na literatura médica que justifiquem a atividade.

Assim, em 6 de agosto, o CFM publicou um parecer nº. 29/2012, no qual já eram sinalizadas as críticas em relação à reposição hormonal e à suplementação com antioxidantes, vitaminas e sais minerais, como proposta de antienvelhecimento.

Comentário Saúde com Ciência 
Eu, Renata Fraia, como farmacêutica, digo que apoio completamente a medida, por uma razão simples, óbvia e intuitiva: em medicina não se permite "achismos" já que se está lidando com saúde. Dessa forma, todo tratamento medicamentoso deve ter respaldo científico.

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