7.12.12

Pré-natal por meio de teste não invasivo

Pediatra geneticista, Roberto Muller fala sobre técnica de pré-natal por meio de teste não invasivo capaz de minimizar as possibilidades de doenças genéticas e anomalias do bebê.

Todas as mulheres na fase gestacional podem gerar embriões com anomalias, e ao levar este aspecto em consideração, os exames de rotina neste período são essenciais para a mãe e seus filhos, beneficiando inclusive, no Aconselhamento Genético das famílias.

Com os avanços tecnológicos envolvendo o diagnóstico pré-natal e através de procedimentos totalmente não invasivos, é possível sequenciar o genoma completo do feto através de uma pequena amostra de sangue da mãe.

Pré-natal por meio de teste não invasivo

Tal descoberta tem proporcionado a garantia de uma gravidez mais tranquila e saudável, além de permitir a descoberta precoce de um grande número de doenças genéticas - sejam elas herdadas ou não.

Especializado em pediatria e genética médica, com 31 anos de expertise, Roberto Muller está engajado em pesquisas que visam diagnosticar precocemente as doenças e anomalias fetais.
"Métodos não invasivos para a pesquisa de DNA fetal livre, no período da gravidez, representam uma maior vantagem sobre os métodos convencionais de diagnóstico, já que é possível através desta metodologia, realizar a avaliação dos prognósticos de várias doenças e anomalias sem apresentar riscos para o embrião. 
Além disso, o especialista destaca a importância desta descoberta em relação à fonte de material fetal em sangue materno.
"O plasma materno contém pedaços soltos de DNA do feto, circulando ao lado do DNA livre da mãe (representados nos pedaços flutuantes do material genético do plasma). As informações genéticas materna e paterna dão acesso para o encaixe perfeito aos fragmentos do DNA do bebê, e assim, é possível traçar um genoma completo", explicar Muller.
Desta forma, fica claro que por meio desses avanços, principalmente na área da biologia molecular, está se chegando uma alternativa eficaz em relação aos procedimentos invasivos, já que estes últimos oferecem riscos à gestação e são considerados ultrapassados se comparados com a segurança e à precisão dos novos testes.
"As principais vantagens dessa técnica sobre as outras formas de determinação diagnósticas durante a gestação se dão pelo fato de não se tratar de um procedimento invasivo como a amniocentese e a biópsia do vilo corial, e pode ser realizada após a oitava semana de gravidez, numa idade gestacional bem anterior às exigidas, como por exemplo, pelo ultrassom", conclui Roberto Muller.

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