13.3.13

Colonoscopia: importância no diagnóstico de câncer

Estudo divulgado recentemente na revista Annals of Internal Medicine revela que a colonoscopia pode reduzir em até 70% o risco de câncer colorretal avançado quando indicada a pacientes de médio risco.

Realizada na Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos), a pesquisa indica que a colonoscopia pode detectar com êxito tumores no lado esquerdo e direito do cólon antes de progredir para uma fase avançada.



Se antes a eficácia da colonoscopia em homens e mulheres de médio risco para câncer colorretal era desconhecida, agora se sabe que o exame – que grosso modo se assemelha a uma endoscopia do intestino – vem substituindo rapidamente a sigmoidoscopia, exame pouco invasivo que permite identificar anormalidades no ânus, reto, cólon sigmoide e porção distal do cólon descendente.

De acordo com o médico radiologista Edson Ide, do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, a colonoscopia permite a visibilidade de todo o intestino grosso, enquanto na sigmoidoscopia (rígida ou flexível) a região observada é menor, medindo em torno de 60cm – ou seja, menos da metade do órgão.
“Estudos como esse são muito importantes para a classe médica, porque confirmam e avalizam a colonoscopia como método de escolha para o diagnóstico e a prevenção do câncer colorretal avançado, reduzindo drasticamente a taxa de mortalidade nos pacientes selecionados”.

Ide explica que a colonoscopia permite o diagnóstico de pólipos, tumores benignos, focos de sangramento, câncer na fase inicial, além de uma série de doenças benignas – mas não menos importantes – como, por exemplo, a doença inflamatória intestinal.

“Esse exame é um meio muito eficaz de detectar e tratar, removendo tumores benignos com potencial maligno ou mesmo o câncer em sua fase mais precoce”.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), há uma grande chance de cura quando o câncer colorretal é diagnosticado precocemente e ainda não se espalhou para outros órgãos. Nesse sentido, a remoção dos pólipos antes que se tornem malignos é de fundamental importância.

Em 2012, mais de 30 mil novos casos foram diagnosticados. Na presença de alguns sintomas, como diarreia, cólicas ou gases persistentes, presença de sangue ou pus nas fezes, mudança na coloração e textura das fezes, perda de peso sem razão aparente – principalmente seguida de cansaço, náuseas e vômitos –, entre outros, é importante procurar orientação médica.

Fontes: Dr. Edson Ide, médico endoscopista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo – www.cdb.com.br

Ads
Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe comentário/sugestão de artigo. Ler Regras para Comentários.

Assine nossa newsletter

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner