1.9.13

Estereotaxia: Menos tremores para os portadores do Mal de Parkinson

Este artigo trata dos assuntos: Estereotaxia - Menos tremores no Parkinson - Instituto do Cérebro Paulo Niemeyer - vários artigos sobre Parkinson.

O que considero mais fantástico na medicina (ou na saúde em geral, inclusive na farmacologia) é que à medida que novas descobertas são feitas, mais e mais doenças - até então - consideradas incuráveis, podem ser totalmente curáveis. Dois exemplos que considero clássicos são a lepra (que hoje se chama hanseníase) e a tuberculose, 100% curáveis. Um exemplo mais recente é o câncer, que, se antes era sentença de morte, hoje já pode ser curado em muitos e muitos casos.

Uma das doenças atuais que está partindo para esse caminho é o Mal de Parkinson, cujas recentes descobertas dão não só mais qualidade de vida para o doente, como também uma esperança de - por que não dizer - cura total, ainda que não aconteça a curto prazo. No entanto, estou certa que estamos no caminho certo...
Estereotaxia - mal de parkinson

Abaixo, uma reportagem impressionante sobre o Mal de Parkinson, lembrando que todos os créditos devem ser conferidos ao jornal O Dia (Beatriz Salomão).

(...) Somente este mês, seis moradores do Rio de Janeiro ficaram livres de temores e outros sintomas típicos da doença. A boa notícia é que tudo foi feito gratuitamente, no recém-inaugurado Instituto do Cérebro Paulo Niemeyer, no Centro, primeiro hospital da rede estadual de Saúde a fazer as cirurgias que corrigem o problema.

Estereotaxia

Conhecido por estereotaxia, o procedimento tem um aspecto curioso: o paciente permanece acordado e ‘participa’ da operação, respondendo a perguntas dos médicos. Ao tocar determinada área do cérebro, os profissionais verificam se a ação reduz os sintomas da doença neurológica ou se traz danos como dormências e distúrbios visuais. Já para ter certeza de que a intervenção não vai alterar voz e movimentos, o paciente conta de um a cem diversas vezes, com braços ou pernas levantados.

"Se o paciente relatar dormências, contraturas, distúrbios visuais, é porque não está sendo estimulado o local correto do cérebro. Por isso precisamos dele acordado. A anestesia é local”, explica o diretor do Instituto, Paulo Niemeyer Filho.

Importante!
De acordo com o neurocirurgião, a operação não cura o Parkinson, mas resolve os sintomas. A cirurgia foi feita, pela primeira vez na América Latina, na década de 1950, pelo pai do diretor do instituto. O procedimento é indicado aos casos em que tremor e rigidez não são resolvidos com medicamentos ou quando o próprio remédio traz efeitos colaterais, como movimentos involuntários.

MEDICAMENTO MANTIDO

Ele alerta que o doente não deve procurar a cirurgia antes do tratamento com remédio. E depois da operação o medicamento é mantido. “O tremor leva o paciente a sofrer preconceito e a não querer sair de casa. Já a rigidez causa dor e faz com que ele tenha dificuldade de andar e se vestir. A operação devolve a qualidade de vida”, disse, acrescentando que os resultados são melhores em pessoas com menos de 75 anos. Clique na imagem abaixo para ampliar o infográfico:

O Mal de Parkinson é causado pela não produção do neurotransmissor chamado dopamina no cérebro. A falta da substância no organismo causa desequilíbrio responsável pelos sintomas da doença. Ao ‘lesionar’ outro neurotransmissor cerebral durante a cirurgia, o equilíbrio é recuperado. O acesso à unidade inaugurada em julho é pela Central de Regulação da Secretaria estadual de Saúde. O paciente precisa ser encaminhado por unidade municipal.

Leia artigos sobre o Mal de Parkinson


  1. Jejum pode prevenir Parkinson;
  2. Tratamento por estímulos elétricos;
  3. Remédios ara Parkinson podem prejudicar cérebro;
  4. Alimentação para no Mal de Parkinson;
  5. Novo tratamento descoberto por brasileiro;
  6. Deficiência de vitamina D ligada ao Parkinson;
  7. Benefício do mamão no Parkinson (usado pelo Papa João Paulo II).
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