8.8.14

Dia do Combate ao Colesterol: disfunção erétil pode ser causada por colesterol alto

Esta matéria foi feita especialmente para o Dia do Combate ao Colesterol.

A disfunção erétil, muitas vezes relacionada a níveis elevados de gordura no sangue (dentre elas o colesterol), pode ser um sinal de alerta para doenças cardiovasculares

Alterações nos níveis de colesterol no sangue não são prejudiciais apenas para a saúde do coração. Também a vida sexual pode ser afetada quando o homem apresenta um quadro de dislipidemia. Especialistas afirmam que pacientes com alto índice de gorduras no sangue são mais propensos a ter dificuldades em conseguir uma ereção do que aqueles com níveis normais de colesterol.
Dia do Combate ao Colesterol: disfunção erétil pode ser causada por colesterol alto - ESTRUTURA QUÍMICA DO COLESTEROL
ESTRUTURA QUÍMICA DO COLESTEROL

A disfunção erétil (DE) pode, até mesmo, predizer eventos cardiovasculares, segundo o urologista Luiz Otávio Torres, secretário-geral da International Society of Sexual Medicine (ISSM) e diretor de Relações Internacionais da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). “Hoje, quando um jovem com quadro de disfunção sexual chega ao meu consultório sem apresentar nenhuma causa emocional, discutimos a necessidade de indicar para um cardiologista”, afirma.

Como a artéria peniana é menor do que a do coração, ela pode apresentar obstruções antes que um evento cardiovascular se instale.

“A obstrução por placas de ateroma pode reduzir o fluxo de sangue no pênis, impedido assim uma ereção satisfatória”, explica Torres. 

Além disso, o aumento da circunferência abdominal, muitas vezes presente em homens com alterações de colesterol, é mais um fator de risco para a DE, de acordo com o médico.

Hoje, a relação entre o colesterol alto e a DE é bem estudada e conhecida, afirma o cardiologista José Rocha Faria Neto, professor de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e presidente do Departamento de Arterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

“No passado, acreditava-se que os medicamentos usados para tratar os elevados índices de gordura no sangue baixavam a síntese dos hormônios sexuais, uma vez que o colesterol, na medida certa, compõe estes hormônios. Mas, hoje, estudos comprovaram que o colesterol alto está diretamente ligado à DE. Por isso, é imprescindível o acompanhamento e o tratamento adequado do quadro”, ressalta.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que 40% da população brasileira tem colesterol elevado e menos da metade destes pacientes faz o tratamento adequado para controlar o problema.

“Todas as partes do nosso corpo, especialmente as artérias, são afetadas se tivermos uma quantidade de colesterol superior à indicada, que hoje é de 200 miligramas por decilitro de sangue, sendo que o LDL (mau colesterol) deve estar o mais próximo possível de 100”.

O médico recomenda que todos a partir dos 18 anos façam o exame de sangue periodicamente para verificar suas taxas de colesterol, uma vez que as alterações não costumam provocar sintomas. “A única maneira de saber se os níveis estão adequados é por meio do exame laboratorial de análise do plasma. Pessoas com histórico familiar de dislipidemia e doenças cardíacas severas devem iniciar esta investigação muito mais cedo, a partir dos 2 anos de idade”, declara.

Alimentação equilibrada e atividade física regular são importantes para manter o colesterol em níveis adequados. Mas, muitas vezes, quando essas medidas são insuficientes para controlar o problema, o paciente precisa recorrer ao tratamento com medicamentos, como as estatinas. Dentre as opções existentes está a atorvastatina (Lípitor), que é a estatina com o maior número de evidências científicas de sucesso no combate à dislipidemia. Entre seus efeitos está a redução no risco de eventos cardiovasculares, mediante uma diminuição de 39% a 60% nos níveis do colesterol ruim (LDL-colesterol).

Fonte: PFIZER
Foto: OpenClips
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