21.2.16

Gelo contaminado: Altos índices de contaminação em gelos

Neste artigo você lerá sobre as mais recentes pesquisas sobre gelo contaminado.

Artigo arquivado na categoria Saúde do Planeta.

Gelo contaminado: Pesquisas alertam altos índices de contaminação em gelos


Desde que mundo é mundo, segundo a ciência, existem os fungos, vírus e principalmente as bactérias. A maioria desses seres não são patogênicos, isto é, não causam doenças para o ser humano. Mas há um grupo considerado contaminantes, que causam alguma enfermidade.

Há locais que são fáceis de identificar altos níveis de contaminação. Banheiros, principalmente banheiros públicos, é um bom exemplo. Teclado de computador e telefones, compartilhado por várias pessoas, também apresentam grande quantidade de bactérias. Mas e se dissessem para você, leitor, que os gelos, muito usados para conservar alimentos e em bebidas, são um dos campeões em contaminação, acreditaria?

Pois pode acreditar, existe gelo contaminado, sim. Diversas pesquisas realizadas no Brasil e na Europa indicam que os gelos estão apresentando níveis alarmantes de bactérias e vírus perigosos.

Gelo contaminado: Altos índices de contaminação em gelos
Gelo contaminado: Altos índices de contaminação em gelos/foto: Acatana/Pixabay

Gelos para refrigeração contaminados no Brasil


Estudo encomendado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos de São Paulo recolheu amostras de gelos usados para o resfriamento de bebidas, principalmente latinhas de refrigerantes e cervejas comercializadas por vendedores ambulantes e estabelecimentos comerciais, como bares e supermercados. O resultado em laboratório foi surpreendente. Em todas as amostras havia uma elevada quantidade de organismos, como bactérias e vírus.

Como resultado dessa contaminação, a parte externa das latinhas de bebidas estavam contaminadas. Entretanto, pelo fato desses materiais serem feitos de alumínio, os níveis de contaminação eram menores se comparados com embalagens de plástico.

De acordo com infectologista Edmilson Migowski, há riscos de ter a presença até mesmo do vírus causador da hepatite A.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o gelos também podem ser contaminados apesar de sua temperatura ser abaixo de zero por que há organismos que conseguem viver mais de sete dias vivos nessas condições.

Pesquisa de Londres, capital da Inglaterra, afirma que gelos podem ser mais contaminados do que água em vasos sanitários

Parece algo impensável, mas pesquisadores ingleses descobriram que os gelos utilizados em estabelecimentos fast-foods, daquelas máquinas de gelos em cubos para refrigerantes, contém níveis, em alguns casos, mais elevados de organismos virais e bacterianos do que água em vasos sanitários.

A bactéria mais comum encontrada e que é uma das que mais resistem baixas temperaturas, é a Escherichia coli, presente em fezes humanas e podem causar sérias doenças.

Máquinas de gelo: higiene é fundamental


Muitos bares e restaurantes oferecem uma grande quantidade de bebidas, entre refrigerantes e sucos naturais. Para dar conta de muita demanda, usam as máquinas de gelo que conseguem produzir grande quantidade, poupando tempo e apresentando muita economia.

Segundo estudo divulgado pelo jornal britânico Daily Motion e repercutido no portal Terra, testes feitos com os gelos usados em bebidas produzidos nas máquinas de gelo apresentaram níveis de contaminação.

O estudo foi encomendado pelo Health Protection Agency, concluindo que além de lavar bem as mãos antes de trabalhar com a água para produzir os gelos, a higiene das máquinas fabricadoras é muito importante pois podem se tornar locais propícios para a proliferação de bactérias.

De acordo com a legislação sanitária do Brasil, somente água potável pode ser utilizada em estabelecimentos para fabricação de alimentos. O mesmo vale para a produção de gelos, sendo necessário cuidados na manipulação e estocagem.

Certamente a maioria dos leitores desse artigo nem imaginava sobre os riscos de gelos contaminados. Cabe ao consumir ficar atento quanto a higiene das empresas que trabalham com alimentos.

Artigo produzido exclusivamente para o Saúde com Ciência pelo jornalista Paulo Augusto Sebin. Trabalha no departamento de comunicação da empresa Termall. É autor do blog Saboreie Receitas Culinárias. Atuou por dois anos em jornais impressos na cidade de Londrina e assessoria de imprensa em agência especializada.
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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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