1.2.15

Afinal, Bisfenol A faz mal para saúde ou não faz mal?


Bisfenol A 'não representa risco para a saúde', mas persistem dúvidas.

A exposição aos níveis atuais de bisfenol A (de mamadeiras e outros potes de plástico) "não representa um risco para a saúde dos consumidores", embora muitas dúvidas ainda precisem ser esclarecidas, afirmou a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) em um relatório muito esperado.

Bisfenol A faz mal para saúde ou não faz mal? (mamadeira)
Bisfenol A faz mal para saúde ou não faz mal?
foto: © 2015 - Brazil Beauty News / Alena Ozerova / shutterstock.com

Bisfenol A faz mal para saúde ou não faz mal?


Após uma reavaliação completa lançada em 2012 sobre esta substância, possível causadora de transtornos do sistema endócrino, a EFSA recomenda dividir por doze o limite de segurança da exposição humana: a dose diária tolerável deve ser de 4 microgramas (μg) por quilograma de peso corporal, contra 50 μg atualmente, recomenda. No entanto, de qualquer forma a exposição real a esta substância já é "de três a cinco vezes inferior" a este novo nível sem risco, disse a EFSA.

O bisfenol A, ou BPA, está proibido desde 2011 nas mamadeiras distribuídas na União Europeia (UE) e é utilizado nas embalagens de plástico para alimentos, garrafas de água e recibos de caixas eletrônicos.

A agência salienta, contudo, a "incerteza sobre os efeitos potenciais do BPA nas glândulas mamárias, assim como nos sistemas reprodutor, metabólico, neurocomportamental e imunológico", assim como seus possíveis efeitos indesejáveis com altas doses "nos rins e no fígado". Esses efeitos, assim como a possível incidência no desenvolvimento do câncer, em particular o câncer de mama, "são considerados pouco prováveis, mas não podem ser excluídos". O BPA "também pode ter efeitos nas glândulas mamárias dos animais".

Bisfenol A - Dados insuficientes da exposição cutânea


Os especialistas da EFSA reconhecem igualmente que não têm dados suficientes da exposição cutânea, o que, segundo um deles, Trine Husoy, "aumenta a incerteza que cerca as estimativas relacionadas aos recibos de caixas eletrônicos e aos cosméticos".

Mas a agência garante que considerou todas essas dúvidas ao reavaliar a dose diária tolerável.

A agência também pede paciência ao que se opõem ao BPA, entre eles as autoridades francesas, que proibiram seu uso em todas as embalagens alimentícias, até que todas as dúvidas sejam esclarecidas. Para "responder a uma grande quantidade de perguntas", a EFSA espera a publicação "dentro de dois ou três anos" dos resultados de um estudo de toxicologia realizado nos Estados Unidos.

Em um relatório intermediário publicado em janeiro de 2013, a EFSA estimava que o BPA poderia ser nocivo. [www.brazilbeautynews.com]

Ads
Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe comentário/sugestão de artigo. Ler Regras para Comentários.

Assine nossa newsletter

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner