11.8.15

Doenças ósseas podem dobrar em 20 anos, em São Paulo

Envelhecimento da população paulistana poderá dobrar doenças ósseas em 20 anos.

Em 20 anos um grave problema de saúde pública, com alta taxa de mortalidade entre idosos deverá ocorrer em relação às doenças ósseas. Tem como evitar? Sim! Com campanhas de prevenção e conscientização sobre a osteoporose e suas consequências podem combater o problema, segundo o Dr. Alberto Frisoli Jr., geriatra e membro da comissão científica da ABRASSO.

“A importância que o médico dá à doença é fundamental para o paciente. Em um estudo realizado pelo setor de Cardiogeriatria da Disciplina de Cardiologia da Universidade Federal de São Paulo observou-se que especialistas que não lidam com osteoporose, fraturas e risco de queda não sentem necessidade de avaliar ou encaminhar o idoso para essas avaliações, pois entendem que alguém, em algum momento, irá fazê-lo. Isso significa que normalmente, o idoso só se importará com a osteoporose quando tiver uma fratura ou quando receber uma informação de impacto sobre o problema que o motive a procurar o diagnostico”, explica o Dr. Frisoli.

Com que idade começar a se preocupar com as doenças ósseas?

De modo geral, a resposta seria: "desde sempre". E o consumo de cálcio e vitamina D (principalmente do Sol) e uma alimentação saudável mantêm um aporte de nutrientes que podem prevenir as doenças ósseas que surgem por privação destes minerais. Mas é óbvio que com o passar dos anos, as necessidades do organismo se alteram.

Doenças ósseas podem dobrar em 20 anos, em São Paulo
Doenças ósseas podem dobrar em 20 anos, em São Paulo

A partir dos 40 anos, por exemplo, quando a vulnerabilidade da osteoporose aumenta, o médico deve solicitar um exame de avaliação da densidade mineral óssea ao paciente. Principalmente aos que apresentam fatores de risco - menopausa, consumo excessivo de álcool, depressão crônica e uso de corticosteroides. “Para o público acima de 70 anos, além do exame ósseo, o controle das doenças crônicas, medicamentos e hábitos que interferem no metabolismo ósseo devem ser acompanhados pelo paciente e pelo médico”, esclarece o especialista.

Sabia que além dos idosos, a osteoporose também pode ocorrer em situações especificas, nos adolescentes, homens e mulheres jovens e na menopausa. Por isso, a alimentação balanceada com alimentos ricos em cálcio, como laticínios, verduras e frutas, acrescidos da prática de exercícios físicos contra gravidade e, nos idosos, a musculação, ajudam na prevenção da osteoporose e de fraturas.

“Contudo, para que possamos manter a qualidade de vida dos idosos é fundamental a conscientização da população sobre os riscos da osteoporose. Ainda, a ação dos médicos e dos órgãos promotores de saúde públicos e privados no sentido de rastrear e tratar a todos”, finaliza Dr. Frisoli.

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