16.6.16

Problemas cardíacos podem ser emocionais


Cerca de 70% dos pacientes que pensam estar doentes do coração estão, na verdade, com problemas emocionais...

Afirma o cardiologista Roque Marcos Savioli: a maioria sofre dos males da vida moderna, depressão ou estresse.

Relatos reais de pacientes que chegam ao consultório com dores no peito e acham que sofrem do coração, mas de fato estão com doenças emocionais estão reunidos no recém lançado livro do cardiogeriatra Roque Marcos Savioli, “Segredos de um Consultório”, pela Edições Loyola [www.loyola.com.br].


Problemas cardíacos podem ser emocionais
Problemas cardíacos podem ser emocionais


Um ex-professor aposentado, que entra em um quadro de demência e não reconhece mais as pessoas; um dono de uma cantina, com problemas do coração e alto grau de estresse; e uma empresária com uma vitoriosa trajetória profissional, mas uma vida pessoal conturbada por casamentos fracassados (seu marido tem compulsão sexual), que sofre de estresse e de colesterol alto e acaba tendo um infarto.

Estes são alguns dos casos contados no livro. E, ainda, um padre que atingiu níveis de estresse tão intensos, que o levaram a um quadro depressivo; e uma advogada que acaba de fazer um aborto, fica deprimida e quer se suicidar. O livro também dedica um capítulo a experiências de quase morte.


Coração da mulher — Segundo Savioli os problemas do coração, males que antes atingiam muito mais os homens, hoje estão bem presentes também nas mulheres. A mortalidade do sexo feminino por doença cardiovascular é de 36,7% (maior do que câncer, 17,6%), segundo dados do Ministério da Saúde. Hoje a doença cardiovascular é a principal causa de óbito nas mulheres na Europa e nos Estados Unidos.

Estudo na Suécia analisou as carótidas (artéria que leva sangue ao cérebro. Se entupir causa derrame) de mulheres mal casadas, bem casadas e solteiras. As bem casadas e solteiras estavam bem melhores do que as mal casadas, indicando que o estresse conjugal é uma situação de risco.

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Como fugir do estresse - Para não correr esse risco, Savioli aconselha que, em primeiro lugar, a pessoa afaste de sua mente qualquer pensamento negativo. Diante da tristeza e decepções é preciso fazer uma viagem interior, abrir as portas do coração - um momento íntimo e solitário para buscar a paz. Segundo o especialista não existe situação, por pior que seja, que não sirva para se tirar algo que melhore o interior da pessoa.

“Os momentos difíceis servem para reposicionar nossos pensamentos e até a forma como vivemos”, afirma.

Para melhorar o dia a dia, tornar a vida mais leve e aliviar o coração, o cardiologista recomenda: importante aprender a desfrutar do que se faz; trabalhar com prazer é gratificante, mas é bom resistir a converter a sua vida só em trabalho, descuidando das amizades, do relacionamento amoroso e de passeios. É necessário resistir fortemente ao perfeccionismo, que é a tendência a ficar insatisfeito consigo mesmo e com qualquer coisa ou pessoa que não alcancem os ideais propostos.

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Eliminar antigos rancores e remorsos também é fundamental. Reunir-se com familiares e amigos para diluir mágoas. Todos os esforços e ações para se livrar de sentimentos de culpa são bem-vindos. Além do envolvimento com projetos sociais, como fazer visitas semanais a uma creche, a uma casa de idosos.

O especialista ressalta, ainda, o poder da meditação, que tem sido usada na prática médica há muitos anos, para reduzir a ansiedade. Além da terapia espiritual, complementando as dimensões do corpo humano.




“A própria medicina tem relatado evidências positivas de práticas espirituais no combate a doenças. A fé exerce papel extremante importante na saúde física e mental das pessoas”, reforça o especialista.

Roque Marcos Savioli — é doutor em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP e tem 40 anos de prática em clínica cardiológica. “Segredos de um Consultório” é o seu 15º livro. O autor tem obras lançadas também no exterior (França, Itália e Espanha). É membro da Sociedade Paulista e Brasileira de Cardiologia, da Academia Cristã de Letras e do Instituto de Geografia e História do Estado de São Paulo. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos.

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