19.12.15

Repelentes contra o Aedes Aegypit: diferenças e segurança

Com forte suspeita de que o surto de microcefalia no Brasil esteja sendo causado pelo Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypit, o Ministério da Saúde tem recomendado o uso de repelentes como uma importante arma para se proteger contra as picadas, especialmente para as gestantes. Porém, ainda existe uma grande dúvida sobre quais os melhores repelentes contra o Aedes Aegypit, suas diferenças e uso com segurança.



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda três princípios ativos para se proteger do mosquito, que transmite o Zika vírus, a dengue e a Chikungunya, entre eles está o IR3535 - presente nos rótulos das loções repelentes como Ethyl Butylacetylaminopropionate -, o único recomendado para bebês a partir dos 6 meses, tendo a mesma eficácia em todas as idades. A substância se diferencia dos demais repelentes por possuir estrutura química semelhante à beta-alanina, um aminoácido encontrado no corpo humano, por tanto muito bem tolerado pelo organismo.


Repelentes contra o Aedes Aegypit: diferenças e segurança


Embora sejam seguros quando usados nas quantidades recomendadas, a maioria dos repelentes são substâncias tóxicas, classificadas como pesticidas. Se usados em excesso, podem causar neutoxicidade. Por isso, a quantidade de aplicações diárias também é um fator relevante, ao qual se deve prestar bastante atenção e seguir a recomendação do fabricante. Já o IR3535, é um biopesticida, com melhor perfil de segurança e sem restrições quanto à reaplicação, podendo ser usado inclusive por pessoas com pele sensível, idosos e gestantes.

Como usar o repelente: . Apenas as áreas expostas do corpo devem receber o repelente. O produto deve ser reaplicado conforme a indicação de cada fabricante e em caso de suor excessivo ou contato com água. Porém, é importante atentar para o limite de aplicações diária de cada produto.

- Apenas o IR3535 não possui restrição de aplicações diárias e pode ser usado em crianças a partir dos seis meses.

- O tempo de ação varia de acordo com a concentração de princípio ativo na fórmula.




- Existem repelentes específicos recomendados para as crianças, com formulações menos tóxicas. Por isso, prefira os produtos em que a embalagem traga escrito "uso infantil", "crianças", "kids", etc.

- Os bebês com menos de 6 meses devem ser protegidos com roupas adequadas e frescas, e proteção na casa e no berço. As mães devem ter cuidado redobrado para evitar que os mosquitos entrem em casa.

- Nenhum repelente é 100% eficaz, e, sendo assim, todas as medidas acima, bem como as que são apresentadas regularmente pelo Ministério da Saúde, devem ser seguidas.

► Leia também: Quais repelentes as gestantes podem usar?

Fonte: Grupo Merck

http://www.saudecomciencia.com/search/label/aedes
Ads
Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe comentário/sugestão de artigo. Ler Regras para Comentários.

Assine nossa newsletter

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner