28.9.16

Cirurgia de Catarata: facoemulsifição é nova técnica de cirurgias de catarata


Dispositivo melhora a precisão e personaliza tanto a cirurgia da catarata a laser como a manual, integrando dados do diagnóstico aos instrumentos cirúrgicos.

A doença ocular que mais cresce no Brasil, por conta do envelhecimento da população, é a catarata, opacificação do cristalino do olho.


Um único tratamento efetivo para catarata, vem ganhando cada vez mais precisão. A última novidade em cirurgia de catarata é um dispositivo que permite a portabilidade dos dados do pré-operatório para os equipamentos do centro cirúrgico. Os resultados das cirurgias feitas pelo especialista com esta tecnologia superaram as expectativas dos pacientes. “Um dia após a operação, todos estavam com a visão completamente nítida, e conseguindo ler as minúsculas letras de bulas sem óculos, inclusive uma paciente que antes da cirurgia tinha um astigmatismo bastante importante”, conta gratificado.

Como funciona a cirurgia de catarata por focoemulsão?


Queiroz Neto explica que isso acontece porque o novo dispositivo faz uma verdadeira impressão digital do olho que inclui medidas da curvatura, espessura e superfície da córnea, tamanho da pupila, além de uma imagem do globo ocular com características da íris (parte colorida do olho) e vasos sanguíneos. que influem na visão. Com o envelhecimento, afirma, aumentam as aberrações ópticas, imperfeições que interferem na refração. Por isso, o pré-operatório também inclui a aberrometria ou análise de frente de onda que faz o diagnóstico dessas imperfeições. O médico ressalta que o exame é importante na escolha do tipo de lente a ser implantado porque e guia o cirurgião durante o procedimento. Todas estas informações são transferidas digitalmente para o microscópio no centro cirúrgico, auxiliando na centragem e posicionamento da lente intraocular.

Compatibilidade


A boa notícia é que esta tecnologia é compatível com os microscópios utilizados nas cirurgias de catarata por facoemulsifição com cortes manuais que ainda predominam no país. Por isso, é acessível a um grande número de brasileiros.

Para o especialista o mais importante neste dispositivo é permitir a centragem precisa da lente intraocular. Isso porque, a descentração induz a aberrações ópticas, entre elas o coma. “Olhos com este tipo de imperfeição não se adaptam bem às lentes multifocais”, afirma.


Catarata associada a outras doenças


Na opinião do oftalmologista a nova tecnologia também deve casar com o ORA (Ocular Response Analyser), equipamento capaz de medir a resistência e elasticidade da córnea através de um impulso de ar. O exame é indicado, principalmente, para portadores de glaucoma ou de doenças corneanas que passam pela cirurgia de catarata. Isso porque, nestes casos a córnea pode perder a resistência e sofrer dilatação que interfere na qualidade da visão após a cirurgia.

Cirurgia de catarata: o que vem por aí


O oftalmologista afirma que o laser de femtosegundo foi responsável pela introdução dessas novas tecnologias. A mais recente novidade já disponível na Europa é uma lente intraocular trifocal que elimina o uso dos óculos. Considerando que de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o país tem uma população de 18,1 milhões com mais de 60 anos e 74% desta parcela são economicamente ativos e precisam manter a boa visão, em breve esta lente deve chegar ao Brasil.




Dados mundiais sobre a catarata


A catarata é apontada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a maior causa de cegueira e tem prevalência mais alta nos países em desenvolvimento, como o Brasil. Só para se ter uma ideia, o censo 2015 do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), aponta que anualmente são 120 mil novos casos e 350 mil brasileiros ficam cegos em consequência da doença.

Agora que você já conheceu a cirurgia de catarata focoemulsão, leia este outro artigo sobre a saúde dos olhos: Por que dos 40 aos 60 anos a visão piora muito?

Fonte: As informações são do oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier

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