20.3.16

Alzheimer apenas "esconde" parte da memória, diz estudo

Uma das doenças que mais acometem idosos no século XI, o Alzheimer fica menos "prejudicial" em uma periodicidade interessante. Vamos conferir?

Agora é a memória, especificamente, que recebeu atenção dos pesquisadores que descobriram que que parte da memória é apenas escondida pela proteína que recobre os neurônios (células nervosas).

Em estudos, ratos que tinham uma espécie de falso Alzheimer induzido por droga, recuperaram a memória após uma "limpeza" dos neurônios.

A pesquisa sugere que a doença não destrói memória, mas a torna inacessível, dando esperança para pacientes foi publicado na revista 'Nature'.

Os estudos foram liderados pelo prêmio Nobel Susumu Tonegawa, que afirmou que estudos realizados em ratos mostram que estimulando áreas específicas do cérebro com luz azul, os cientistas podem conseguir que os animais lembrem experiências às quais não conseguiam ter acesso antes.

Os resultados fornecem algumas das primeiras evidências de que a doença de Alzheimer não destrói memórias específicas, mas as torna inacessíveis.

"Como seres humanos e camundongos tendem a ter princípios comuns em termos de memória, nossos resultados sugerem que os pacientes com a doença de Alzheimer, pelo menos em seus estágios iniciais, podem preservar a memória em seus cérebros, o que indica que eles têm chances de cura", afirmou Tonegawa à AFP.

Como foi o experimento que demonstra que Alzheimer torna memória "apenas" inacessível


A equipe de Tonegawa usou camundongos geneticamente modificados para mostrar sintomas semelhantes aos dos seres humanos que sofrem de Alzheimer - doença degenerativa do cérebro que afeta milhões de adultos em todo o mundo.

Os ratos foram colocados em caixas em que a superfície inferior passa um baixo nível de corrente elétrica, causando uma descarga desagradável, mas não perigosa em seus membros.


Boa notícia para pacientes de Alzheimer


"É uma boa notícia para os pacientes de Alzheimer", disse Tonegawa por telefone à AFP. O estímulo ótico das células cerebrais - técnica chamada "optogenética" - implica inserir um gene especial nos neurônios para fazê-las sensíveis à luz azul, e depois estimulam partes específicas do cérebro.

A optogenética foi usada anteriormente em tratamentos psicoterapêuticos para doenças mentais, como depressão mental e transtorno de estresse pós-traumático (PTSD).

Tonegawa disse que a pesquisa em ratos dá esperança para o tratamento futuro do mal de Alzheimer que afeta 70% das 4,7 milhões de pessoas no mundo sofrem de demência, um número que deve aumentar à medida que nos países desenvolvidos como o Japão as pessoas vivem cada vez mais tempo. Mas adverte que muito trabalho ainda é necessário.

"Os níveis iniciais de Alzheimer poderiam ser curados, no futuro, se conseguirmos uma tecnologia com ética e segurança para o tratamento de condições humanas", acrescentou. A pesquisa foi publicada na revista "Nature".

Agora leia um texto que complementa esta matéria: Romã previne Alzheimer, diz estudo.


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