5.9.16

Sabonetes antibacterianos proibidos nos EUA

Sempre achei que não fazia muito sentido usar os sabonetes antibacterianos (ou sabonetes bactericidas) com frequência não fazia muito sentido.

Oras, os agentes antimicrobianos presentes neste tipo de sabonete, como triclosan e triclocarban precisariam de mais do que alguns segundos de contato com a pele do que se costuma deixar.

Sabonetes bactericidas proibidos nos EUA
Sabonetes antibacterianos proibidos nos EUA
Sempre me pareceu óbvio que ensaboar e, imediatamente, enxaguar o corpo não surtiria muito efeito no combate aos "germes" (como os micróbios são popularmente chamados) e também imaginava que ninguém teria paciência em permanecer com o produto por pelo menos 5 minutos no corpo -- como faz uma criança com sabonete anti piolho na sua cabecinha [leia: Como acabar com piolhos e lêndeas] ou mesmo um cachorro com sabonete anti pulga.

No entanto, a mídia faz com que as pessoas acreditem que tais sabonetes nos protegem -- quase que milagrosamente -- contra bactérias, fungos e toda espécie de micróbio "do mal" (nocivo à saúde).

Proibição dos sabonetes antimicrobianos nos EUA


Agora, uma medida dos Estados Unidos me fez crer que nem tudo está perdido. Os sabonetes antibacterianos foram proibidos nos EUA. Além de não surtirem mais efeito do que a água e o sabão juntos, eles ainda podem prejudicar a saúde. Confira!

A FDA (a Anvisa do EUA) proibiu 19 ingredientes -- incluindo os mais comuns, triclosan e triclocarban -- que são amplamente utilizados tanto em sabonetes antibacterianos líquidos quanto as versões em barra, apesar de um efeito colateral perigoso: danificar o sistema imunológico.

"Os consumidores podem pensar que os sabonetes antibacterianos são mais efetivos para evitar os germes, mas não existe evidência científica de que sejam melhores que água e sabão comum", disse Janet Woodcok, diretora da divisão de drogas da FDA.

E complementou:
"De fato, alguns dados sugerem que os ingredientes antibacterianos podem fazer mais mal do que bem no longo prazo."

A proibição perdurará até que os fabricantes façam mudanças (que não foram divulgadas) em suas fórmulas. Eles terão um ano para cumprir as novas regras.

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Fonte: UOL
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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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