17.10.16

Geração Millennials: por que são mais estressados, embora mais inteligentes?

A galerinha da já famosa geração millennials (ou geração Y) são mais inteligentes que os integrantes da geração X (nascidos entes 1970 até final dos anos 1980) e que os babyboomers (nascidos na década de 70), mas também são mais estressados, segundo o Dr. Martin Portner.

De acordo com ele, algo está mudando nos gráficos do planeta. A inteligência média aumenta 3-4 pontos nas gerações de cada década. Atualmente, os millennials ou geração Y passam a ocupar postos no mercado de trabalho, levando para ambiente de trabalho duas características comum entre eles: a inteligência superior e o estresse.

Mas se são tão mais inteligentes, por que são incapazes de manobrar seus níveis de estresse? A inteligência não contornaria este problema? Alguém diria que a inteligência não leva em conta as aptidões emocionais. Pode ser. Mas o conceito moderno de inteligência passa a incluir a capacidade de sobrepujar limitações emocionais e suportar pressões externas.

Geração Millennials: por que são mais estressados, embora mais inteligentes?
Geração Millennials: por que são mais estressados, embora mais inteligentes?

Quais são as características e as causas do estresse da geração millennials?


Vamos entender a efetiva causa do estresse nos millenials. Priya Parker, jornalista do Laboratório de Inovação de Harvard e blogueira da CNN, tem impressão vívida dos millenials – eles..

  • militam em ONGs ou nas empresas, 
  • conheceram ou moraram em vários países 
  • possuem mais empatia, 
  • têm mais visão humana e global do mundo

Mas ela também percebe, que a geração Y engloba jovens paralisados, que hesitam responder às difíceis questões em torno de como construir um capitalismo sustentável, deixar os grupos étnicos mais equitativos, fazer a transição para um planeta sem a linha divisória ocidental/oriental e estender a prosperidade para nações empobrecidas sem cortar na própria carne.

Segundo Caroline Beaton, escritora da Psychology Today e autora do Guia da Geração Y, o funcionamento dos millenials está baseado em “menus top-down” (aqueles que surgem ao clicar o botão direito do mouse sobre determinado item).

Os millennials enxergam esses menus quando analisam questões importantes como com quem casar, qual emprego escolher e em que cidade viver.

Estresse, o inimigo oculto


E aqui entra em cena o inimigo oculto, capaz de ligar o botão do estresse quando não se precisa dele. O cérebro, em sua sabedoria milenar, dirige a mente para focar em escolhas. Há gerações atrás, essas escolhas, sem o Google por perto, eram escassas e rapidamente se procurava ficar com a melhor à mão.

Hoje elas são muitas e bastante competitivas; escolher passou a trazer no rastro a sensação de “será que escolhi certo? E se tivesse escolhido diferente”?

Esse tipo de monólogo nos corredores do cérebro emocional – que corre soltos nas pradarias do subconsciente e traz à superfície um conflito indesejável – provoca reações defensivas. O cérebro reedita mecanismos ancestrais de escolha, do tipo enfrentar ou deixar tudo para trás, o que muitas vezes era necessário para garantir a sobrevivência nas florestas.

Determinadas estruturas cerebrais simplesmente não sabem a diferença entre um estalido no bosque causado pelo predador se aproximando do medo de fazer uma escolha que tem risco de não ser a melhor.

Perfeito. Está estabelecida uma situação em que o resultado é:

  • a elevação dos batimentos do coração, 
  • o freio no sistema digestivo, 
  • o cochilo do aparato imunológico, 
  • a liberação de adrenalina à vontade para retesar os músculos 
  • e a produção de cortisol para esquentar neurônios capazes de enxergar uma cena de combate onde ela de fato não existe.

Como desestressar os adultos da geração millennials?


Convivendo com o estresse

Os Millennilas vão precisar conviver com esse estresse. A não ser que aprendam a navegar entre dois mundos, sendo que um deles é o da calma e sabedoria tácita dos monges tibetanos. Neles, o cérebro é capaz de focar no presente, acalmar o organismo e fechar menus top-down inconvenientes.

Focando no presente

A saída será aprender a desenvolver o foco no presente. Esse simples expediente, que responde pelo codinome meditação mindfulness, é capaz de reequilibrar os fatores do jogo. Bastam 5 minutos – às vezes menos – em que a mente é incumbida da gestão de respirações que possuem um descenso mais prolongado, com foco sobre o batimento do coração dentro do peito – para deixar as opções de vida não escolhidas para trás e passar a preocupar-se com o aqui e agora.

Os Millennials vão topar essa. Aliás, não fosse isso, cursos como o workshop “Money and Minfulness for Millennials”, disponível nas principais casas do ramo, não estariam sendo tão procurados.

Texto de Dr. Martin Portner é Médico Neurologista, Mestre em Neurociência pela Universidade de Oxford e especialista em Mindfulness. Há mais de 30 anos divide suas habilidades entre atendimentos clínicos e palestras, treinamentos e workshops sobre sabedoria, criatividade, Millennials e mindfulness. www.martinportner.com.br
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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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