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Intolerância a Lactose: 7 fatos que você precisa conhecer

Você vai se surpreender com este dado: Segundo a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), cerca de 22% da população brasileira tenha intolerância à lactose. Um número alto, não? Por isso -- e que bom -- já existem no mercado vários produtos com baixo teor ou isentos de lactose.

Intolerância a Lactose

Conheça 7 fatos sobre intolerância a lactose que ajudam a compreender se você faz parte desse grupo


1- As reações de intolerância estão quase sempre relacionadas a não assimilação de um carboidrato pelo organismo


As pessoas que têm intolerância à lactose apresentam uma deficiência (que pode ser total ou parcial) da enzima lactase, que atua na digestão da lactose.

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2- Não existe alergia a lactose


A lactose é o açúcar do leite, um carboidrato (dissacarídeo) composto por glicose e galactose, e que fornece energia ao corpo. Considerando que são as proteínas as responsáveis por desencadear respostas imunológicas, a lactose não está, portanto, relacionada a nenhum processo alérgico, apenas à intolerancia ao leite de vaca.

3- Inchaço e dor abdominal nem sempre significam intolerância a lactose


Os sintomas mais comuns são inchaço associado ao desconforto ou dor abdominal (cólicas) e diarreia, que pode se manifestar de forma leve e até mesmo de forma grave. Importante destacar que em qualquer processo digestivo, um inchaço leve é normal e faz parte do processo, uma vez que há aumento do volume do estômago pela própria presença do alimento e também produção de gases decorrentes de fermentação de alguns nutrientes pela microbiota intestinal.

4- A intolerância à lactose pode ser revertida


É de extrema relevância, tanto por parte dos profissionais quanto da população, o conhecimento da condição digestiva, levando em consideração a severidade do caso, pois a intolerância à lactose pode ser momentânea e, (apenas) em alguns casos, revertida.

5- A exclusão de lácteos da dieta não é a solução para intolerância


A exclusão dos lácteos da dieta, sem acompanhamento de um profissional, não é a solução, pois acarreta em prejuízos nutricionais. A American Academy of Pediatrics esclarece que a exclusão da dieta dificulta o atingimento do correto balanço nutricional, principalmente em cálcio. Os lácteos são excelentes fontes de cálcio e possuem bom percentual de absorção; além disso, a lactose e outros compostos melhoram a absorção de cálcio no intestino.

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6- Europeus e africanos possuem maior tolerância a lactose


Uma equipe de geneticistas da universidade de Maryland, EUA, estudou uma nova abordagem em que a tolerância à lactose pode ser vista como uma evolução genética da espécie humana, observada em povos europeus e recentemente identificada também em povos africanos. Acredita-se que a permanência do gene da lactase ativo seria uma evolução da espécie, uma vez que houve a necessidade de manter a lactase ativa para digerir o leite, alimento que começou a ser ingerido pelo homem em todas as fases de sua vida, após o advento da pecuária, há aproximadamente 9 mil anos.

7- Intolerantes à lactose podem consumir lácteos


Dependendo do grau de intolerância e do grau de severidade dos sintomas o consumo de lácteos é indicado. O iogurte possui sua carga de lactose reduzida, em torno de 25% a 50% (varia de acordo com o iogurte), devido ao processo de fermentação, em que as bactérias que o fermentam utilizam a lactose como matéria-prima para fermentação, produzindo o ácido láctico, responsável por conferir sabor ácido e consistência.

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Pesquisas recentes ainda mostram que durante o processo de fermentação do iogurte, a atividade das bactérias produz metabólitos e dentre estes, uma enzima chamada β-galactosidase, que auxilia na assimilação da lactose.

Os queijos também são lácteos que apresentam baixo ou nenhum teor de lactose e possuem alto teor de cálcio.

Fonte: Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN)
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