29.11.16

OMS: Brasil terá mais mil casos de microcefalia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o zika está “aqui para ficar” e mais de mil novos casos de microcefalia ligados ao vírus deverão ser identificados no Brasil.

Quatro dias depois de anunciar o fim da emergência global, a entidade reuniu ontem governos de todo o mundo para explicar a decisão de transformar a resposta em programa de longo prazo e garantir que a atenção sobre a nova doença será “reforçada”.


A organização alertou que a real dimensão do impacto do vírus da zika pode ser ainda maior, com a descoberta de novas sequelas nos bebês. Todos na agência da ONU admitem: algumas das perguntas sobre o vírus poderão levar “anos” para serem respondidas.

Anthony Costello, diretor de Saúde Infantil da OMS, explicou que hoje existem 2,1 mil casos confirmados de microcefalia no Brasil. Mas outros 3 mil incidentes estão em análise.

“Desse total, poderemos esperar um número extra de mil casos confirmados. A emergência mundial pode ter acabado. Mas temos um enorme problema de saúde pública. Trata-se de um vírus que causa um impacto de longo prazo e o problema não vai desaparecer”, alertou.

A OMS também destaca que 80% dos casos de infecção pelo vírus da zika não provocam sintomas nas mulheres, o que pode elevar o número de casos de microcefalia. Costello confirmou que novos estudos alertam que quanto mais cedo a contaminação de uma gestante pelo zika maior será a chance de seu bebê desenvolver problemas.

“Se a contaminação for no primeiro trimestre, os riscos neurológicos são maiores”, disse Pete Salama, diretor da OMS. “Muitos nascem com cabeças normais, mas estamos descobrindo que os problemas podem ser maiores.”

Fonte: Conselho Federal de Farmácia (CFF)

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