23.10.17

7 Mitos e verdades sobre febre amarela


Conheça os 7 mitos e verdades sobre a febre amarela

O ser humano é considerado um hospedeiro acidental do vírus -- o mosquito pica um macaco infectado, e depois pica um humano não vacinado. Esse é considerado o ciclo silvestre da febre amarela.

7 Mitos e verdades sobre febre amarela
mosquito da febre amarela

“O grande risco é que se o hospedeiro humano (a pessoa que está com febre amarela) for picada pelo Aedes aegypti dentro da zona urbana, esse mosquito pode transmitir a febre amarela para outras pessoas dentro do município - ciclo urbano, quando deixa de existir apenas em matas).



Atualmente a febre amarela está sendo considerada como ciclo SILVESTRE, e todas as pessoas que tiveram confirmação da doença foram por picada de mosquitos que contraíram a doença de macacos”, explica Lucas Gaspar Ribeiro, médico de família e comunidade, diretor da Associação Paulista de Medicina de Família e Comunidade, filiada à SBMFC.

* MITOS E VERDADE SOBRE FEBRE AMARELA *


1. A febre é o principal sintoma da febre amarela.


VERDADE. A febre amarela é considerada uma síndrome febril transmitida por mosquito. Assim, o principal sintoma dela é a febre que dura até sete dias. Associados à febre, o paciente apresenta alguns sintomas gerais e inespecíficos: calafrios, dores pelo corpo, dor de cabeça, dor nas costas, mal-estar, náuseas e vômitos.

2. A pessoa com febre amarelafica com a pele amarelada.


VERDADE. O nome da febre é característico pois em torno de 15-25% dos pacientes ficam com a pele amarelada (icterícia).

3. Qualquer pessoa pode se vacinar contra febre amarela.


MITO. Atualmente, o Ministério da Saúde considera uma pessoa com vacinação completa após duas doses da vacina, sendo que é necessário haver um tempo de 10 anos entre as duas vacinas, exceto nas crianças que é com nove meses e quatro anos.



Importante ressaltar que não são todas as cidades do Brasil que necessitam de vacina, apenas as que tem macacos com febre amarela ao redor (risco elevado da doença). A vacina, como todo medicamento, apresenta riscos à saúde, por isso existem suas indicações e contraindicações, que estão a seguir:

Com duas vacinas, a chance de ter febre amarela é muito pequena. Um ponto a se considerar é quem pode e quem não pode ser vacinado: crianças menores de seis meses e idosos acima dos 60 anos, gestantes e mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas.

Em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos.



4. É possível prevenir a febre amarela.


VERDADE. Porém, a única forma de prevenção é a vacinação contra o vírus da febre amarela. Outro ponto muito importante é o controle do vetor, que na zona urbana é o Aedes aegypti (o mesmo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya).

5.Existe tratamento específico para febre amarela.


MITO. Assim como a dengue, zika e chikungunya, inicialmente é oferecido suporte para dor e orientação de ingestão de bastante líquido. Caso haja piora dos sintomas, é necessária a internação e alguns casos inclusive são internados em UTI.

6. A febre amarela é contagiosa.


MITO. A única forma de transmissão da febre amarela é pela picada do mosquito.



7.O diagnóstico está disponível em todo o Brasil.


MITO. O diagnóstico é realizado por exame de sangue, mas que não é disponível em todos os lugares do Brasil, por ser um exame muito específico, contudo sempre que há o risco (é pensada nesse diagnóstico), é colhido exame e encaminhado ao laboratório para confirmar.

Existem outros exames mais comuns que é possível fazer o diagnóstico do quadro grave (problemas de coagulação, hepáticos e renais). O diagnóstico laboratorial não é obrigatório para o tratamento.

Complemente sua leitura com o artigo: "Febre amarela - Tudo Sobre essa doença".
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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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