14.4.17

Doença de Renata Banhara mostra importância de ir sempre ao dentista

Caso Renata Banhara, apesar de raro, mostra importância do acompanhamento odontológico regular

Bastante noticiado na mídia, o caso Renata Banhara –- modelo recentemente submetida a duas cirurgias no cérebro no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por conta de uma infecção que aparentemente teve início em um dente –- reacende a importância de fazer check-ups regulares com um cirurgião-dentista.

Em vídeo divulgado, a modelo conta que fez um tratamento de canal há alguns anos e que, apesar de o procedimento ter sido realizado com sucesso, acabou formando uma infecção assintomática com o passar do tempo. Essa infecção teria se alastrado pelos ossos da face até chegar ao cérebro – deixando Renata em estado crítico de saúde.

De acordo com Manoel Machado, professor convidado da FAOA – Faculdade de Odontologia da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) e professor da FOUSP, casos como o de Renata Banhara são raros, mas levantam uma questão importante: a relação existente entre problemas bucais e doenças que atingem outros órgãos – muitas vezes, vitais.

Doença de Renata Banhara importância de ir ao dentista
foto: reprodução Instagram Renata Banhara

“Há estudos que demonstram a presença de lesões ou problemas cardíacos de origem dental. Outros revelam maior índice de aterosclerose em pacientes portadores de infecções dentais crônicas. Também há casos de AVC (acidente vascular cerebral) relacionados a bactérias da cavidade oral. Enfim, é preciso destacar que o cirurgião-dentista atua justamente com procedimentos de combate à infecção e, até por isso, sua presença é fundamental em ambientes hospitalares”.

Machado afirma que, por adquirir grande conhecimento biológico, microbiológico e técnico, o cirurgião-dentista especializado em tratamento de canal (Endodontista) alcança alto grau de sucesso clínico em 89% - 92% dos casos.

“Determinadas situações clínicas podem facilitar a infecção do sistema de canais radiculares e da própria região apical. Nestes casos, pode ser observada a formação de uma lesão de crescimento lento, gradual e assintomática, que muitas vezes pode resistir ao mecanismo imunológico e ao tratamento endodôntico convencional. Embora raras, essas lesões podem agravar o estado do paciente. Prevenção, neste caso, é palavra-chave. É fundamental fazer uma manutenção periódica, principalmente daqueles dentes que sofreram restaurações profundas, tratamentos endodônticos ou periodontais”.

No tratamento endodôntico, professor Machado explica que é necessário realizar o isolamento absoluto do dente em questão para impedir que a saliva ou qualquer bactéria da cavidade oral penetre no sistema de canais radiculares. “A restauração dental deve ser realizada o mais rapidamente possível, a fim de blindar e manter a desinfecção. Esse é o ponto de partida para a recuperação do paciente”.

Fonte: Prof. Dr. Manoel Eduardo Machado, professor da FOUSP – Faculdade de Odontologia da USP e professor convidado da FAOA – Faculdade de Odontologia da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) www.faoa.edu.br

Ads
Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe comentário/sugestão de artigo. Ler Regras para Comentários.

Assine nossa newsletter

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner