3.4.17

Polvo de crochê tratam bebês prematuros


Hospitais públicos usam polvo de crochê para tratar bebês prematuros

Sabe aquele formato espiral dos tentáculos (as famosas 8 pernas) do polvo? O polvo de crochê para bebê que está sendo usado em hospitais de Brasília para tratar bebês prematuros foram criados porque os tentáculos do polvo parece um cordão umbilical.

Como deve ser o polvo de crochê para bebê?


A ideia é que o polvo de crochê, feito com linha de crochê 100% algodão (para não causar alergia aos bebês) e manta siliconada, lembre o útero materno.

Polvo de crochê para bebê prematuro
Polvo de crochê para bebê - Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Além do formato, outro detalhe importante é o tamanho. Por questão de segurança, os tentáculos devem ter entre 20 e 22 centímetros — para que não se enrolem no bebê —, e a cabeça precisa de sete fileiras do crochê, cada uma com um número determinado de pontos.

Os polvos são esterilizados a uma temperatura que varia de 60 a 120 graus antes de terem contato com os bebês. Para a fase de testes, a equipe escolheu crianças sem isolamento de contato ou que não estivessem entubadas. No entanto, a expectativa é que todas recebam seu bichinho.

Sobre o projeto dos povos de crochê em encubadoras


O projeto de utilizar o material no tratamento de prematuros internados na unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal está em fase experimental nos Hospitais Regionais de Taguatinga, Ceilândia e Santa Maria, no Distrito Federal. As informações são da Agência Brasília.

No de Santa Maria o projeto está mais avançado.

“Eles [os bebês] perderam o contato com o útero antes do tempo, e o objetivo é que o polvo os lembre esse ambiente”, explica a fisioterapeuta Ana Carolina Barros, que trabalha na UTI neonatal do hospital.

Até agora, seis crianças, das 18 internadas, receberam o bichinho. Quando têm alta, elas o levam para casa, com o intuito de que a mudança de ambiente não cause estranhamento.

O próximo passo, de acordo com a gerente de enfermagem do hospital, Cinthia Pelegrini, é que a mesma metodologia seja levada para a unidade de cuidado intermediário neonatal, onde servidores já confeccionam a novidade.

A técnica já é desenvolvida, segundo a pesquisa da equipe, em outros sete países, entre os quais Austrália, Holanda e Estados Unidos. O primeiro relato que encontraram sobre a iniciativa foi na Dinamarca, em 2013.

Polvos auxiliam no ganho de peso dos bebês


Apesar de ainda não haver registro científico que ateste os benefícios da dinâmica, há relatos positivos de equipes que começaram a desenvolvê-la. O polvo acalma o bebê, com redução de sua frequência cardíaca e respiratória, e ajuda no ganho de peso.

Quem quiser contribuir com doação de linhas, agulhas ou mão de obra pode ligar para (61) 3369-6920 (Hospital Regional de Santa Maria), (61) 3353-1027 (Hospital Regional de Taguatinga) ou (61) 3471-9000 (Hospital Regional de Ceilândia). O material precisa ser o mesmo utilizado pelos funcionários na confecção dos polvos.

Alerta do Saúde com Ciência


Por ter muitas "pernas", os polvos de crochê NÃO DEVEM ser usados por bebês maiores, em casa. Lembre-se de que, ao se movimentarem durante o sono ou brincando, os tentáculos de crochê podem se enrolar no pescocinho ou nas pernas e bracinhos do bebê, ok? (Renata Fraia)

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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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