20.4.17

Regulamentar Marketing do Álcool pode ajudar a reduzir consumo e seus danos

Os países podem melhorar a saúde pública regulando o marketing do álcool para reduzir seu consumo e danos relacionados. Nesse sentido, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) desenvolveu novos princípios para os países considerarem no desenvolvimento dessas regulamentações.

A nova publicação da OPAS, "Technical note: Background on alcohol marketing regulation and monitoring for the protection of public health", fornece elementos que podem ser usados pelos governos para fortalecer marcos legais e regulatórios que ajudariam a reduzir ou eliminar a exposição ao marketing do álcool.


O marketing de bebidas alcoólicas é bastante difundido nas Américas, com modernas técnicas que vão além de propagandas tradicionais em mídias impressas e eletrônicas e incluem produtos de marca, patrocínio de equipes e eventos esportivos, preços de desconto, mídias sociais e vendas ou suprimentos em estabelecimentos educacionais ou de saúde.

Segundo a publicação da OPAS e da revista científica Addiction, existem evidências substanciais que associam o marketing do álcool ao comportamento de consumo dos jovens. Esses estudos mostram que quanto mais cedo os jovens são expostos às propagandas de bebidas alcoólicas, mais probabilidade têm de começarem a beber precocemente ou de ingerirem uma maior quantidade de álcool, caso já bebam.

O uso nocivo do álcool é um dos quatro fatores de risco evitáveis mais comuns para as principais doenças não-transmissíveis e um fator de risco importante para violência e lesões. Também tem impacto em outras condições de saúde, incluindo HIV/aids e tuberculose, bem como no desenvolvimento econômico e social.

O documento se baseia na “Estratégia global para reduzir o uso prejudicial do álcool” da Organização Mundial da Saúde (OMS) e também no Plano de Ação Regional da OPAS. Ele complementa um relatório da OPAS de 2016 sobre a regulamentação de comercialização do álcool e foi elaborado em consulta com especialistas, representantes de vários Estados Membros e equipe da OPAS.

A publicação da OPAS observa que uma proibição abrangente do marketing do álcool é provavelmente a única maneira de eliminar o risco de exposição para aqueles que mais precisam de proteção, como os jovens e outros grupos vulneráveis.

Fatos sobre o consumo de álcool nas Américas


O consumo de álcool na região das Américas é maior, em média, do que em outras regiões do mundo.
As estimativas mostram uma alta prevalência de consumo episódico excessivo de bebidas alcoólicas entre jovens de 15 a 19 anos nas Américas (29,3% para adolescentes do sexo masculino e 7,1% para adolescentes do sexo feminino).

O álcool é o principal fator de risco de morte e incapacidade entre pessoas com idade de 15 a 49 anos nas Américas.



Quase 40% dos países das Américas não têm restrições ao marketing do álcool e nenhum deles tem uma proibição total de comercialização. Sete países relataram ter códigos de auto regulação, apesar das evidências de que não são eficazes na redução da exposição dos jovens ao marketing do álcool.

Os jovens são cinco vezes mais propensos a beber marcas de álcool que anunciam na televisão nacional e 36% mais probabilidade de comprar marcas que anunciam em revistas nacionais.

Os jovens expostos a anúncios contendo o tema de "festa" tinham 19 vezes mais probabilidades de iniciar o consumo de álcool e cerca de quatro vezes mais probabilidades de iniciar o consumo excessivo de álcool.

Fonte: OMS
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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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