29.5.17

Da OMS: Quase metade das mortes no mundo tem uma causa registrada

Quase metade de todas as mortes no mundo tem agora uma causa registrada, mostram dados da OMS

Quase metade de todas as mortes no mundo são agora registradas com uma causa, revelam novos dados da OMS, que destacam as melhorias feitas pelos países na coleta de estatísticas vitais e monitoram o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Das 56 milhões de mortes estimadas globalmente em 2015, 27 milhões foram registradas com uma causa de óbito, de acordo com as estatísticas anuais de saúde global da OMS.

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Em 2005, apenas cerca de um terço das mortes teve uma causa registrada. Vários países deram passos significativos no sentido de reforçar os dados recolhidos – entre eles a China, a Turquia e a República Islâmica do Irã, onde 90% das mortes são registradas com informações pormenorizadas sobre a causa da morte, contra 5% em 1999.

Informações incompletas ou incorretas sobre os óbitos registrados também reduzem a utilidade desses dados para rastrear tendências de saúde pública, planejar medidas para melhorar a saúde e avaliar se as políticas estão funcionando.

"Se os países não sabem o que faz com que as pessoas fiquem doentes e morram, é muito mais difícil saber o que fazer a respeito", disse Marie-Paule Kieny, subdiretora-geral da OMS para Sistemas de Saúde e Inovação. "A OMS está trabalhando com os países para fortalecer os sistemas de informação em saúde e capacitá-los para melhor acompanhar o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável".

A World Health Statistics, uma das principais publicações da OMS, compila dados dos 194 Estados Membros da Organização em 21 alvos de ODS relacionados à saúde, fornecendo um retrato dos ganhos e ameaças à saúde das pessoas em todo o mundo.

Embora a qualidade dos dados de saúde tenha melhorado significativamente nos últimos anos, muitos países ainda não coletam rotineiramente dados de alta qualidade para monitorar indicadores de ODS relacionados à saúde.

O relatório inclui novos dados sobre os progressos rumo à cobertura universal da saúde. Esses números mostram que, em nível mundial, dez medidas de cobertura dos serviços essenciais de saúde melhoraram desde 2000. A cobertura do tratamento para o HIV e o uso de mosquiteiros para prevenir a malária tem aumentado, considerando níveis muito baixos em 2000.

Também têm sido observados aumentos constantes no acesso aos cuidados pré-natais e ao saneamento, enquanto os ganhos na cobertura de vacinação infantil entre 2000 e 2010 diminuíram ligeiramente entre os anos 2010 e 2015.

O acesso aos serviços é apenas uma dimensão da cobertura universal de saúde; o quanto as pessoas pagam de seus próprios bolsos para esses serviços é outra. Dados mais recentes de 117 países mostram que, em média, 9,3% das pessoas em cada país gastam mais de 10% do seu orçamento familiar em cuidados de saúde, um nível de despesa que provavelmente expõe uma família a dificuldades financeiras.

Nota aos editores

Publicado anualmente desde 2005, os dados da World Health Statistics são a fonte definitiva de informação sobre a saúde das pessoas no mundo. Contém dados de 194 países sobre o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados à saúde, incluindo uma série de indicadores de mortalidade, doenças e sistema de saúde – incluindo expectativa de vida, adoecimento e morte por doenças-chave, serviços de saúde e tratamentos, investimento financeiro em saúde e fatores de risco e comportamentos que afetam a saúde.

O Observatório de Saúde Global da OMS atualiza as estatísticas de saúde de mais de 1.000 indicadores durante todo o ano. É possível usá-lo para encontrar as estatísticas de saúde mais recentes em nível global, regional e nacional.

Fonte: OMS

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