24.6.17

EUA suspendem importação de carne fresca do Brasil

Por excesso de pus, Estados Unidos interrompem toda a importação de carne fresca do Brasil - a mesma carne que consumimos no Brasil!

De acordo com comunicado do USDA, desde março -- quando a operação Carne Fraca foi deflagrada -- os EUA já rejeitaram 11% da carne brasileira enviada ao país ante uma média de 1% para a carne originária de outros países.

Desde a implementação da inspeção mais rigorosa, em março, o Serviço de Inspeção de Segurança Alimentar (FSIS, na sigla em inglês) recusou 106 lotes de carne bovina do Brasil, o que representa cerca de 862 toneladas de produtos brasileiros rejeitados devido "a preocupações com a saúde pública, condições sanitárias e questão de saúde animal". "É importante notar que nenhum dos lotes rejeitados chegou ao mercado americano", ressaltou o USDA, na nota.
Foto: Meditations
De acordo com o órgão, a suspensão ficará em vigor até que o Brasil tome as medidas corretivas necessárias. "Embora o comércio internacional seja uma parte importante do que fazemos no USDA, e o Brasil há muito tempo é um dos nossos parceiros, minha primeira prioridade é proteger os consumidores americanos", ressaltou o secretário de agricultura americano, Sonny Perdue.

A proibição ocorre menos de um ano depois da assinatura de um acordo, em julho do ano passado, que incluiu o Brasil na cota de países beneficiados com tarifas preferenciais para a importação de carne bovina pelos EUA.



Situação na Europa


A União Europeia também cobrou do Brasil na semana passada um "amplo plano" de ações para solucionar problemas sanitários verificados em cargas brasileiras de carne desde março, sob risco de também barrar o produto brasileiro até o fim do ano.

No início da semana, o Ministério da Agricultura já havia suspendido preventivamente a exportação aos EUA de cinco frigoríficos do Brasil (três da Marfrig, um da JBS e outro da Minerva). A decisão ocorreu após técnicos americanos terem detectado "não conformidades" na carne vendida aos EUA.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Camardelli, disse na quarta-feira, que essas "não conformidades" estão relacionadas à vacina contra a febre aftosa. O problema é que uma das reações que a vacina provoca é o aparecimento de caroços e abscessos próximos à região do corpo do animal onde a vacina é aplicada.

Problema em frigoríficos da JBS, Minerva e Marfrig levou à suspensão



Sobre o abscesso purulento que levou à suspensão


A detecção de abscessos em amostras de carne in natura provenientes de estabelecimentos frigoríficos da JBS, da Minerva e da Marfrig acabaram levando à suspensão das exportações brasileiras aos Estados Unidos.

O abscesso é uma inflamação nas carnes decorrente do processo de vacinação contra febre aftosa. Em muitos casos, essa inflamação não é detectada no corte da carne no Brasil, sendo identificada posteriormente no porto de destino do produto.

Porém, a identificação desse problema foi feita inicialmente no Brasil pelo Ministério da Agricultura e, depois, reconhecida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) nas fiscalizações feitas em portos no país. Ao todo, o ministério suspendeu a certificação de cinco estabelecimentos. Um deles seria da JBS.

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As autoridades americanas estão fazendo a fiscalização em 100% da carne in natura proveniente do Brasil desde o advento da Operação Carne Fraca, em 17 de março deste ano.

Apesar de 13 estabelecimentos brasileiros terem obtido o certificado para vender o produto aos Estados Unidos, apenas oito estavam atuando.



Em nota divulgada em Washington, o USDA reconheceu a autossupensão feita pelo Brasil. Esse fato pode ser positivo para o país, pois indica que as autoridades americanas reconhecem que o Brasil está atuando na fiscalização da exportação do produto.

A exportação de carne in natura do Brasil só foi autorizada em agosto do ano passado pelo USDA e o primeiro carregamento chegou apenas em outubro, no porto da Filadélfia.

Entre janeiro e maio deste ano, o Brasil exportou o equivalente a US$ 48,7 milhões de carne bovina in natura para os Estados Unidos. Trata-se de apenas 2,8% do total vendido para o mundo (US$ 1,755 bilhão).

Fonte: Portal do Agronegócio

Complemente sua leitura com o artigo: Carnes - Higiene básica e fundamental

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