4.6.17

Órgãos de saúde orientam empresas farmacêuticas brasileiras a atuarem no mercado internacional

OPAS/OMS, UNFPA e Ministério da Saúde orientam empresas farmacêuticas brasileiras a atuarem no mercado internacional

Autoridades do complexo industrial da saúde, associações e membros de instituições parceiras participaram nesta quinta-feira (1) de encontro na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília, para conhecer novas oportunidades de inserção de seus produtos no mercado internacional.

O evento foi organizado pela OPAS/OMS, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Ministério da Saúde do Brasil.
empresas farmacêuticas brasileiras no mercado internacional

O evento “Complexo Industrial da Saúde frente à oportunidade de participação no mercado externo por meio de organismos internacionais - Caminhos para a pré-qualificação de medicamentos e outras tecnologias junto ao UNFPA e à OPAS/OMS” apresentou aos produtores brasileiros a possibilidade de incluirem seus produtos nos catálogos de insumos de saúde adquiridos por meio de agências da Organização das Nações Unidas para os países que solicitam apoio.

Joaquín Molina, representante da OPAS/OMS no Brasil, afirmou que os desafios enfrentados atualmente pelo país e região das Américas proporcionam a oportunidade de avançar de forma solidária e estratégica na oferta de saúde para as comunidades, além de fortalecer instituições e mercados.

“As recidivas de surtos de doenças transmissíveis, a atual epidemia de doenças crônicas não-transmissíveis e a necessidade de buscar novas terapêuticas para combater doenças degenerativas e microrganismos muito resistentes nos deixam a certeza de que são necessários esforços conjuntos de instituições governamentais, privadas, de pesquisa, setor produtivo e organismos internacionais para promover o acesso a medicamentos eficazes, seguros e de qualidade, com um custo justo para os indivíduos e para a sociedade”.

De acordo com Jaime Nadal, representante do UNFPA, os países da América do Sul e do Caribe são os principais demandantes de insumos para saúde sexual e reprodutiva, entretanto os fornecedores se concentram principalmente no Sudeste Asiático, o que torna os custos logísticos e o tempo de transporte elevados.

“Motivados por esse quadro, apostamos em uma estratégia que permita ampliar o atendimento de demandas dos países por produtos novos, de qualidade e a preços competitivos. Queremos que os fornecedores brasileiros consigam qualificar seus produtos e incluí-los em nosso catálogo”, explicou.

Nadal propôs a realização de um workshop no segundo semestre deste ano para apresentar às empresas interessadas o que é necessário para obter a pré-qualificação de seus produtos pela OMS e UNFPA.

“Temos um potencial muito grande de demonstrar que o que fazemos em território nacional também pode beneficiar outras populações latino-americanas e mais territórios”, disse Rodrigo Silvestre, diretor do Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde. 

Segundo ele, a partir desse encontro serão desenvolvidas atividades práticas e técnicas para capacitar as empresas brasileiras a concorrerem no mercado internacional.


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