30.9.17

Carbidopa contra câncer. Medicamento para Parkinson é nova arma contra o câncer

Droga para Mal de Parkinson apresenta efeitos contra o câncer

Um grupo de cientistas percebeu que... e leia pausadamente... vários pacientes com mal de Parkinson apresentam baixa incidência de certos tipos de câncer. Pesquisando a fundo, eles descobriram que a responsável era uma droga usada para tratar a doença, a carbidopa.

A partir daí fica fácil imaginar que um estudo foi feito a respeito. E ele mostrou que a carbidopa, uma apresenta consideráveis efeitos anticâncer, por ser ativador do receptor de hidrocarboneto de arilo.

Carbidopa contra câncer - formula estrutural da carbidopa
fórmula estrutural da carbidopa

O estudo foi publicado nesta sexta-feira, 29, na revista científica "Biochemical Journal" e liderado por cientistas do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Tecnologia do Texas (Estados Unidos).

Segundo a autora principal do estudo, Yangzom Bhutia, a descoberta pode abrir caminho para que a carbidopa seja proposta também como um medicamento contra o câncer.



A boa notícia sobre a carbidopa contra câncer


Como a droga já no mercado, seria possível queimar etapas dos testes clínicos, passando diretamente à fase da análise de eficácia.

"A carbidopa já é uma droga aprovada pela FDA (agência federal do Departamento de Saúde dos EUA) para o tratamento da doença de Parkinson. Assim, os testes clínicos poderiam ser conduzidos imediatamente para avaliar sua eficácia em humanos como uma droga anticâncer", disse Yangzom.

São vários os tipos de câncer que têm incidência mais baixa entre pacientes de Parkinson, mas há exceções, como o melanoma - esse tipo de câncer de pele é até mais frequente entre as pessoas que sofrem da doença neurológica.



"Nós postulamos que a incidência aumentada de melanoma entre pacientes de Parkinson está provavelmente ligada à levodopa [outro medicamento usado para Parkinson] e não à carbidopa. A levodopa é o precursor para a síntese de melanina, um processo que ocorre exclusivamente nas células da pele que produzem melanina", disse a cientista.

Fontes: National Institutes of Health e http://www.biochemj.org/content/474/20/3391

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