15.9.17

Infecção na gravidez pode causar autismo

Cobaias grávidas geraram filhos com degenerações neurológicas após infecção grave.

Estudos destacam que as mulheres grávidas podem reagir à infecção de uma forma que influencia o cérebro em desenvolvimento do seu bebê, o que pode levar a problemas cognitivos e de desenvolvimento neurológico na criança.

Uma consequência desta "ativação imune materna" (MIA) em algumas mulheres poderia ser aumentar o risco de autismo em seus filhos.

Infecção na gravidez e autismo

E dois artigos publicados on-line esta semana na Nature usam modelos animais para examinar como isso pode acontecer, além de sugerir algumas estratégias possíveis para reduzir o risco. São eles: S. Kim et al. Nature http://dx.doi.org/10.1038/nature23910; 2017 e YS Yim et al. Nature http://dx.doi.org/10.1038 / nature23909; 2017.

No primeiro estudo foi observado o impacto da MIA nos cérebros e no comportamento de camundongos. Eles descobriram que as fêmeas grávidas expostas a circunstâncias semelhantes a uma infecção viral têm descendentes que são mais propensos a demonstrar comportamento atípico, e desfazem alguns dos mecanismos celulares e moleculares responsáveis.

Alguns dos resultados confirmam o que os cientistas já suspeitavam: a gravidez muda a resposta imune nos ratos fêmeas, especificamente, ao ligar a produção de uma proteína chamada interleucina-17a. Mas os autores também realizaram experiências adicionais que fornecem pistas sobre os mecanismos envolvidos na questão.

Os tipos de bactérias do intestino das cobaias parecem ser importantes. Quando os cientistas usaram antibióticos para destruir os microrganismos intestinais comuns, chamados de bactérias filamentosas segmentadas em camundongos, isso parecia proteger os fetos do impacto da infecção simulada.

A prole de camundongos com o tratamento antibiótico não mostrou comportamentos incomuns, como a sociabilidade reduzida e as ações repetitivas -- comuns no autismo.

➤ Leia também: Autismo pode ser causado por desequilíbrio hormonal na gravidez

As bactérias filamentosas segmentadas são conhecidas por incentivar as células a produzir mais interleucina-17a, e um artigo da News & Views (CM Powell Nature http://dx.doi.org/10.1038/nature24139; 2017) discute uma implicação óbvia: algumas gestantes poderia usar dieta ou drogas para manipular seu microbioma intestinal para reduzir o risco de danos mentais para o bebê se uma infecção desencadear uma resposta imune.

Muita ciência ainda precisa ser feita antes que tal tratamento possa ser recomendado - incluindo pesquisas adicionais para confirmar e desenvolver esses resultados.

Gostou do artigo que revela que uma infecção na gravidez pode causar autismo? Complemente sua informação lendo: Dentes de leite são usados para entender o autismo.

Fonte: Nature (https://www.nature.com/news/pregnant-mice-illuminate-risk-factors-that-could-lead-to-autism-1.22594)

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