28.9.17

Viveremos mais! Expectativa de vida aumenta para 75 anos

Expectativa de vida nas Américas aumenta para 75 anos.

A questão é... Viveremos mais! :-D Mas será que viveremos melhor?

Com alimentos contaminados por agentes químicos, antibióticos hormônios, o mundo cada vez mais poluído, o aquecimento global, a população que "nunca se cuidou" também vive mais, mas muitos deles com doenças crônicas ou a má surpresa de um câncer. De novo: Viveremos mais, mas será que melhor?

A boa notícia é que muito disso depende de você, das escolhas que você faz em sua vida! Confira o texto da OPAS/OMS:

Expectativa de vida aumenta para 75 anos


Viveremos mais! Expectativa de vida aumenta para 75 anos
foto: paho

A população das Américas ganhou 16 anos de vida a mais, em média, nos últimos 45 anos – ou seja, quase dois anos por quinquênio. Agora, uma pessoa nascida no continente [americano] pode viver até 75 anos, quase cinco anos a mais do que a média mundial.

No entanto, as doenças emergentes e não-transmissíveis, que causam quatro de cada cinco mortes a cada ano, são os principais desafios em uma das regiões mais desiguais do mundo.



Os dados estão disponíveis no relatório Health in the Americas + 2017 (Saúde nas Américas + 2017, em português), a última edição da principal publicação desenvolvida pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) a cada cinco anos. Desde 1956, o documento analisa tendências, desafios e condições de saúde na região.

"Vivemos mais e temos menos chances de morrer por causas evitáveis, mas esse ganho não foi justo", disse a diretora da OPAS/OMS, Carissa F. Etienne. "Devemos tomar medidas urgentes para combater as desigualdades e garantir que todas as pessoas nas Américas tenham acesso aos serviços de saúde de que necessitam e às condições que determinam uma boa saúde, como o acesso a água potável, educação e habitação digna", acrescentou.

Doenças que continuarão levando ao óbito


As doenças não-transmissíveis – como as cardiovasculares, respiratórias crônicas, câncer e diabetes – permanecem na vanguarda das principais causas de morte na região. Quatro a cada cinco mortes por ano acontece por uma dessas causas. Espera-se que, nas próximas décadas, haja um aumento nesse número devido ao crescimento populacional, envelhecimento, urbanização e exposição a diferentes fatores de risco.

Doenças crônicas


A publicação, apresentada na 29ª Conferência Sanitária Pan-Americana da OPAS em Washington D.C., revela que a obesidade nas Américas, um importante fator de risco para doenças crônicas, representa o dobro da média global (26,8% para 12,9%). Além disso, o documento ressalta que 15% da população com mais de 18 anos (62 milhões) vive com diabetes, número que triplicou durante a última década.

Doenças cardiovasculares e câncer


Entre outros dados apresentados no relatório, observa-se que, embora a mortalidade por doenças cardiovasculares tenha diminuído em quase 20%, em média, ao longo de uma década, continuam a ser as principais causas de morte na região.

A publicação também adverte que 1,3 milhões de pessoas morreram de câncer em 2012, 45% delas prematuramente, ou seja, antes dos 70 anos.

Morte por acidente de trânsito, doenças infecciosas e desastres ambientais


Outros desafios são os acidentes de trânsito, que representaram 12% das mortes em 2013, bem como as altas taxas de homicídios, que colocam 18 países da América Latina e do Caribe entre os 20 com mais homicídios em todo o mundo.

Além disso, as mudanças ambientais, nos estilos de vida e no deslocamento das populações contribuíram, em parte, para o surgimento de doenças infecciosas emergentes, como zika e chikungunya, explica o Health in the Americas + 2017. Essas ameaças, combinadas aos desastres associados a terremotos e furacões, entre outros fenômenos, também são desafios regionais. Entre 2010 e 2016, o continente enfrentou 682 desastres, 20,6% do total mundial. Essas catástrofes tiveram um impacto econômico estimado em mais de 300 bilhões de dólares.

"As doenças emergentes e as doenças crônicas, que geram deficiências e exigem cuidados por muitos anos, são um obstáculo para o desenvolvimento", disse Etienne. "Precisamos de sistemas de saúde fortes, flexíveis e integrados para responder de forma eficaz às novas ameaças e necessidades de uma população envelhecida", pontuou a diretora da OPAS.



Quem viverá mais e quem menos


Estima-se que 81% das pessoas que nascem hoje na região viverão até os 60 anos, enquanto 42% delas ultrapassarão os 80 anos. No entanto, o aumento da expectativa de vida não significa mais anos de vida sem problemas de saúde. Em 2015, a expectativa média de vida saudável nas Américas foi calculada em 65 anos.

Redução de mortalidade materna e de crianças pequenas


Além do ganho em anos de vida, o relatório destaca a redução da mortalidade materna como um êxito. A mortalidade infantil também diminuiu 24% entre 2002 e 2013 e 67% entre crianças com menos de cinco anos de idade nos últimos 25 anos.

Mortes por malária, Aids e pós-parto também deverão cair


O relatório também aponta um declínio nos casos de malária (62% a menos entre 2000 e 2015), de hanseníase (10,1% menor entre 2010 e 2014) e na mortalidade por AIDS (67% entre 2005 e 2015), bem como o aumento da cobertura de pré-natal e dos partos em estabelecimentos de saúde, progressos na eliminação da oncocercose e da rubéola endêmica (2015) e também da transmissão do sarampo (2016).

Diferença da expectativa de vida entre os países da América


Muitas dessas realizações não ocorrem em todos os países da mesma forma, refletindo as desigualdades na região. Nesse sentido, a publicação enfatiza a necessidade de transformar os sistemas de saúde, aumentar o investimento no setor (apenas cinco países investem 6% do Produto Interno Bruto na saúde, conforme recomendado pela OMS), além de melhorar a gestão e distribuição de profissionais de saúde para atingir a saúde universal até 2030 e reduzir essas desigualdades.

O relatório também possui capítulos com informações sobre a situação de saúde e tendências nos 52 países e territórios das Américas. Em cada perfil de país, um conjunto dos principais indicadores é apresentado, juntamente com informações sobre realizações específicas e desafios futuros.



Saúde nas Américas


Mais de 600 funcionários e especialistas participaram do processo de produção da publicação, em colaboração com equipes dos Ministérios da Saúde. Na elaboração dos conteúdos, foram utilizados dados de fontes oficiais, nacionais e internacionais, bem como fontes informais.

Esta edição é a mais recente de uma longa série de relatórios similares produzidos pela OPAS/OMS nos últimos 61 anos. A nova versão inclui produtos complementares, como a plataforma interativa "My Health in the Americas", que permite adaptar as configurações para que cada usuário defina o que quer ler. Essa ferramenta será atualizada periodicamente com novos dados e conteúdos.

O relatório também apresenta podcasts e materiais específicos para pesquisadores, profissionais das áreas de informação e comunicação e tomadores de decisão. Na versão online, os capítulos expandidos podem ser acessados para cada tópico, além dos perfis detalhados e análises de cada um dos 52 países e territórios da região das Américas.

Fonte: OMS

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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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