9.10.17

Magnetoencefalografia: exame pode diagnosticar Alzheimer precocemente

Um novo teste de imagem de nome complicado está sendo estudado para diagnosticar o Alzheimer antes dos sintomas começarem a aparecer

O Mal de Alzheimer é uma doença ainda sem cura, mas cujas complicações podem ser retardadas se a doença for descoberta em sua fase inicial. Um novo exame pode fazer com que o diagnóstico seja, de fato, muito precoce.

Seu nome é magnetoencefalografia (MEG) e é um exame de imagem capaz de detectar o Alzheimer muito precocemente. Os pesquisadores da Universidade de Zagreb, na Croácia, usaram essa técnica que é uma espécie de biomarcardor.


Segundo eles, a ferramenta é ideal para avaliar os pacientes porque até agora teve 100% exatidão. E ela é importante porque quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores são as chances de tratamento com sucesso.

Os resultados do estudo foram publicados no jornal de Human Brain Mapping.



Como foi o estudo e quais foram os resultados?


Os pesquisadores realizaram exames neurológicos em 20 pessoas de 63 a 87 anos, sendo que metade deles possuía habilidade cognitiva normal e o restante já apresentava sinais de comprometimento cognitivo.

Eles descobriram que as regiões pré-frontais dos cérebros dos participantes saudáveis reagiram aos testes que eles realizavam. No entanto, as mesmas regiões no cérebro de participantes que apresentaram sintomas associados à doença de Alzheimer não foram ativadas.

A Dra. Sanja Josef Golubic, que trabalhou no relatório, falou sobre o significado dessa detecção precoce:

“É altamente provável que esses indivíduos estejam numa fase AD pré-clínica, uma vez que mostram danos neuropsicológicos e neurofisiológicos característicos de um tipo de demência”.

Os autores que trabalharam na nova pesquisa classificaram a propagação da doença de Alzheimer como “um dos maiores desafios globais de saúde pública que enfrenta essa geração”.



O que é Magnetoencefalografia?


É uma técnica de mapeamento da atividade cerebral humana por meio de detecção de campo magnético produzido por correntes elétricas que existem naturalmente no cérebro. A técnica faz o uso de magnetômetros altamente sensíveis.

Existe o exame Magnetoencefalografia no Brasil?


Até o momento nenhum hospital ou clínica no Brasil dispõe do aparelho. O preço e o isolamento necessário para utilizá-lo são os empecilhos para a aquisição. O investimento é de cerca de US$ 5 milhões.

Quem sabe se com essa descoberta o aparelho seja importado por algum laboratório. Aguardemos!

Fonte: Daily Mail
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