5.10.17

Prevenir é 'mais barato' do que remediar

A expressão prevenir é melhor que remediar é clássica e serve para alertar as pessoas de que cuidemos de nossa saúde com hábitos saudáveis e façamos exames médicos periodicamente para prevenir e tratar doenças.

Mas eu proponho um novo termo que pode ser mais impactante para quem dá mais valor ao dinheiro do que à saúde [não sou hipócrita, amigos, não quero generalizar, mas há quem ache que investir na própria saúde é perder dinheiro, mas gastam muito dinheiro no salão de beleza].

O termo seria: prevenir é mais barato do que remediar. E foi lendo o texto de Roberto Macedo Cascon - profissional de Educação Física especializado em reabilitação cardíaca, e um dos autores do Blog "Medicina e Exercício" do O Globo - que me aprofundei no assunto gastos com saúde, não apenas no que diz respeito às pessoas físicas, mas também em relação aos planos de saúde e empresas, que não investem em segurança e exames de rotina em seus empregados.

Prevenir mais barato que remediar
foto: jarmoluk
Chamou-me atenção uma divisão bem clara de alguns fatores que contribuem para os altos custos em saúde (se não prevenir, o tratamento posterior pode sair mais caro). Mas antes quero citar o início do texto em que o jornalista comenta um texto do blog do psiquiatra Guilherme Spadini, que diz que:



"O real custo da saúde no Brasil não está relacionado apenas ao valor dos honorários médicos, independentemente de possíveis distorções do mercado, como também ao impacto de utilização de tecnologia de ponta, hoje fundamental para tratamentos antes insolúveis".

Os fatores que, segundo Roberto, contribuem para o custo da saúde na sociedade são [e preferi listá-los, devido à importância e definição perfeita]:

  1. prática abusiva de expedir licenças médicas para justificar injustamente falta ao trabalho; 
  2. cultura iatrogênica de alguns médicos, que receitam remédios e exames, mas não investigam clinicamente o paciente; 
  3. falta de investimento em educação, que transmite noções de higiene pessoal, alimentação saudável e a importância da prática de exercício; 
  4. falta de investimento em saneamento básico, foco de uma série de doenças  relacionadas à exposição em ambientes contaminados. 




E completa: "Prevenção e bom senso são palavras-chave para eliminar muitos desses custos".

Além desses muitos outros fatores podem impactar negativamente os custos com saúde, como o contrário do item dois, em que o médico não pede exames de imagem por orientação dos planos de saúde e, assim, podem retardar o diagnóstico de uma doença.

Outro exemplo que cito é a pouca ou nenhuma (apesar da obrigatoriedade) da cobertura de terapias com psicólogos. Ao se tratar uma questão mental é possível prevenir vários males, como a depressão exógena (causada por algum fator que NÃO o desequilíbrio bioquímico cerebral), como um luto extenso, a perda de um emprego, uma doença, problemas com os filhos, entre outros. As 12 sessões de terapia (o máximo que alguns convênios médicos oferecem) não costumam surtir quaisquer efeitos no paciente.

Prevenir é MELHOR que remediar


Na contramão disso tudo há planos de saúde que já começaram (amém!) a investir nos chamados médicos de família, que chamam os pacientes idosos [leia: Planos de saúde para idosos poderá voltar a sofrer reajustes] para realizar exames preventivos (o famoso check up completo).

Os planos de saúde populares também podem vir a melhorar esse quadro.



Essa ação visa prevenir algumas doenças e remediar algumas que estão no início -- quando esse "remédio" costuma ser mais barato.

Tem algo a acrescentar como fator que contribui para prevenir em vez de apenas remediar doenças? Comente!

➤ Leia também:
Abusos dos planos de saúde: como agir?
Nova cobertura para planos de saúde encarecerá custos

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