23.11.17

Superbactérias: de onde vêm, como vivem e se reproduzem

Superbactérias: de onde vêm, como vivem e se reproduzem esses inimigos invisíveis  mortais

"Bactérias que se tornam mais fortes por causa do uso de antibióticos de forma errada", essas são as SUPERBACTÉRIAS... 

O que pode parecer uma profecia alarmista é na verdade uma realidade nos sistemas de saúde de todo o mundo. A resistência aos antimicrobianos, especialmente a resistência aos antibióticos, é um tema que preocupa tanto os países desenvolvidos como países em desenvolvimento. O problema é mais sério em locais onde o consumo de antibióticos não é bem controlado nem orientado.

A explicação para o surgimento de bactérias mais resistentes está na teoria da seleção natural das espécies elaborada por Charles Darwin. Quando são expostas aos antibióticos, um grupo pequeno de bactérias mais fortes pode sobreviver e posteriormente se reproduzir. Isso significa que, a cada geração, as bactérias mais resistentes dão origem a outras bactérias que também são resistentes.

Superbactérias: de onde vêm, como vivem e se reproduzem


Quando o microrganismo é resistente a mais de um tipo de medicamento dizemos que ele é multirresistente aos antimicrobianos.

Essa resistência pode surgir por uma mutação que dá ao microrganismo condições de resistir ao medicamento. Também pode acontecer pela troca de material genético entre microrganismos comuns com microrganismos resistentes.

O problema é mais frequente com antibióticos, mas também afeta antivirais, antifúngicos e antiparasitários. Antimicrobiano é o nome comum para todos estes medicamentos.

Por isso, o uso de antibióticos adequados para o tipo de infecção, no tempo correto e na dosagem correta é fundamental para evitar a sobrevivência de bactérias mais resistentes.




Além disso, outros fatores também contribuem para o surgimento de superbactérias. Conheça os principais:
  • Tratamento maior ou menor que o recomendado pelo médico;
  • Uso de antibiótico para tratar doenças que não são infecções bacterianas, exemplo, gripe;
  • Uso de antibiótico não indicado para o tipo de bactéria que está causando a infecção;
  • Uso inadequado de antibióticos na área veterinária, especialmente em animais utilizados para o consumo humano;
  • Falta de um bom controle de infecções nos serviços de saúde.

Os serviços de saúde são locais de preocupação das autoridades de saúde quando o assunto é resistência aos antibióticos. Isso porque são locais com alta concentração de microrganismos que causam doenças e também de antibióticos de diferentes tipos.

Vai faltar antibiótico no mundo?


O principal problema da resistência é a redução das opções de antibióticos para tratar infecções por bactérias mais fortes. Cada vez que uma pessoa adoece por causa de uma bactéria resistente, o tratamento se torna mais difícil. Se esta pessoa estiver infectada por uma bactéria multirresistente, ou seja, resistente a diferentes antibióticos, é possível que não se encontre um tratamento adequado.

Quem se torna resistente? A bactéria ou a pessoa?





Quem se torna resistente é a bactéria. Se uma pessoa contrai uma bactéria resistente, o seu tratamento será mais difícil.

O que posso fazer?


As medidas para conter a resistência aos antibióticos dependem tanto dos pacientes como dos profissionais que prescrevem os medicamentos e dos outros profissionais de saúde.

Fonte: Anvisa

Os pacientes devem usar o medicamento conforme a prescrição, mesmo que os sintomas desapareçam. Também não devem usar o medicamento que sobrou em outra ocasião e nem tampouco dar essa sobra para outra pessoa usar.




Já os profissionais de saúde prescritores não devem receitar antibióticos sem que haja infecção comprovada, e muito menos para prevenir que ela se instale. O ideal é realizar o exame antibiograma para saber qual é a bactéria que está causando a doença. Quando a infecção é evidente (febre alta e pus) e grave, a indicação é usar um antibiótico de grande espectro e, ao mesmo tempo, solicitar o exame de cultura com antibiograma. 

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Conteúdo do Saúde com Ciência é informativo/educativo. Não exclui consulta médica Este artigo pertence ao Saúde com Ciência. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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