"Para mim, escrever sobre saúde é necessidade fisiológica. Amo o que faço porque faz parte de mim." Renata Fraia
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15.1.18

Crianças com 'estresse tóxico' podem ser adultos mais doentes

Como o "estresse tóxico" pode afetar a saúde e o desenvolvimento das crianças e deixar marcas por toda a vida

O estresse é uma resposta fisiológica a uma situação adversa. Quando produzido, desencadeia mudanças químicas no nosso corpo, que afetam os sistemas imunológico, endócrino e neurológico.

O Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, cita três tipos diferentes de resposta ao estresse: positiva, tolerável e tóxica, sendo essa última muito prejudicial à saúde das crianças, podendo afetá-las durante toda a vida.


Quando o estresse é tóxico?


A resposta tóxica ao estresse ocorre quando a criança vivencia uma dificuldade forte, frequente e prolongada, sem apoio adequado de um adulto.

Entre os exemplos, estão negligência, abuso físico ou emocional, exposição à violência, vício em drogas, problemas mentais ou uma elevada carga de pobreza.




Resposta do corpo perante um estresse


Diante do estresse, o corpo e o cérebro ficam em alerta resultando em:

  • produção de adrenalina, 
  • liberam hormônios do estresse, como o cortisol,
  • aumento da frequência cardíaca. 


Após um certo tempo, o esperado é que a resposta se atenue, e o corpo volte ao estado natural. Isso acontece se a situação de alarme diminui ou, no caso de uma criança, depois do consolo de um adulto. Mas se esse consolo não vem, a resposta ao estresse se mantém constantemente ativa, inclusive quando já não existe um perigo aparente.

Isso ocorre porque o cérebro da criança pode ficar saturado e, assim, interromper o seu desenvolvimento. Especialistas ainda creem que o estresse tóxico tem um papel no desenvolvimento de:

  • transtornos depressivos, 
  • problemas de comportamento, 
  • transtorno de estresse pós-traumático e 
  • psicose.




Adultos que sofreram esse estresse extremo durante a infância ainda podem experimentar mais doenças físicas e serem mais suscetíveis a

  • alcoolismo, 
  • obstrução pulmonar crônica, 
  • depressão
  • câncer, 
  • obesidade, 
  • maiores tentativas de suicídio, 
  • cardiopatia "e uma miríade de outras patologias.

Se não for possível eliminar as causas do estresse na infância é possível apoiar as famílias para estabelecerem relações seguras e estáveis entre adultos e crianças.

Fonte: BBC Brasil

Leia também: Depressão em crianças: tudo sobre depressão infantil

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