11.3.17

Dar remédio de humano a cães e gatos

Medicar os animais domésticos por conta própria com remédios de humanos, ao invés de auxiliar no tratamento, pode causar intoxicação, alergias e levar o animal a óbito

Ao se deparar com o animal de estimação com algum problema de saúde, muitos donos, ao invés de levar o animal para se consultar com um médico veterinário, preferem usar a própria experiência e por conta própria fazem o uso de medicações humanas, podendo causar danos irreversíveis ao seu cão ou gato.

Muitos medicamentos para consumo humano, que são vendidos livremente em farmácias, podem causar nos cães e gatos intoxicação, alergia e até mesmo causar a morte do animal.

"Alguns medicamentos que são fabricados para humanos podem ser utilizados em animais e são receitados por veterinários, mas o dono precisa se atentar a dosagem indicada pelo profissional, ou também causará problemas para a saúde do animal.
O indicado para evitar qualquer risco de piorar o quadro de saúde do animal ou até mesmo causar a morte dele é sempre evitar a medicação sem prescrição e qualquer alteração o animal precisa ser consultado por um veterinário, que &e acute; a pessoa indicada para diagnosticar o problema e indicar o tratamento adequado", 

Diz a veterinária Dra. Valéria Correa, responsável técnica e gestora clínica do Grupo Pet Center Marginal.

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O sistema digestivo de cães e gatos, apesar de muito semelhante ao do humano, não funciona da mesma forma. Os órgãos do sistema digestivo dos animais não têm a capacidade de absorver e sintetizar os medicamentos frequentemente utilizados por humanos, como alguns tipos de anti-inflamatórios e analgésicos.


O analgésico Paracetamol, princípio ativo de diversas marcas de remédios conhecidos, causa lesão no fígado de cães e pode ser fatal para gatos. causando anemia hemolítica, lesões hepáticas, diarréia, vômito, necrose renal, entre outros problemas. "Mesmo entre os animais é preciso respeitar as diferenças. Um medicamento que é utilizado com sucesso em cachorros nem sempre é indicado para gatos, que são mais sensíveis", ressalta Dra. Valéria.

Os anti-inflamatórios que têm como base diclofenaco sódico causa graves sintomas gastrointestinais nos animais, inclusive desenvolvendo úlceras perfurantes de estômago e duodeno.

"Muitas vezes o problema inicial, que motivou o dono a dar a medicação, acaba ficando secundário, pois as consequências de dar uma medicação errada são bem graves. No caso dos anti-inflamatórios, geralmente os animais começam a apresentar vômitos, diarréia ou fezes escuras, com presença de sangue, além de apatia e muita dor abdominal", conclui Dra. Valéria.


Ácido acetilsalicílico

Base de medicamentos como Aspirina®, AAS®, Doril® e Melhoral®, é um anti-inflamatório extremamente tóxico para gatos, devido a deficiência de uma enzima hepática no animal que faria a metabolização e eliminação do composto. Seu uso é contra-indicado para gatos ou só pode ser utilizado de acordo com indicação e supervisão de um médico veterinário.


Diclofenaco


Muito utilizado por humanos no tratamento de dor e inflamações, o diclofenaco é a base de medicamentos como Cataflan® e o Voltaren®. Em cães e gatos pode ocasionar diversos problemas como úlceras hemorrágicas com vômitos e diarréia com sangue, além de insuficiência renal.


Paracetamol


Analgésico presente em produtos como Tylenol®, pode ser fatal para gatos, pois seus organismo não consegue eliminar o medicamento. Pode causar intoxicação em cães e gatos, resultando em falta de ar, vômitos e aumento na salivação, podendo entrar em coma.
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15.12.10

75 mg de aspirina reduz mortes por câncer e por qualquer causa

Um estudo realizado na Universidade de Oxford, no Reino Unido concluiu que ingerir diariamente 75 mg de aspirina pode reduzir em 25% os riscos de morte por diversos tipos de câncer e 10% a menos mortes por qualquer causa.

Durante a pesquisa, foram analisados 25 mil pacientes no período de 20 anos e os benefícios da aspirina superaram os riscos de hemorragias e até complicações associadas ao uso do medicamento.

Em 20 anos os voluntários foram analisados pelos especialistas que observaram aqueles que ingeriram durante quatro a oito anos 75mg de aspirina.

Resultados
Ocorreu uma redução de 25% nos riscos de morte por câncer no período avaliado e de 10% nas mortes por qualquer causa, comparados aos que não tomaram o medicamento aspirina.


Segundo os pesquisadores casos de câncer intestinal apresentaram diminuição de 40%, os de pulmão 30%, nos homens houve 10% de redução em casos de câncer de próstata e de 60% para tumores no esôfago.

Entretanto, apesar da notícia promissora, de que o câncer teve redução para diversos casos, é importante ressaltar que a população não deve fazer o uso do medicamento, uma vez que, para utilizar a aspirina é preciso consultar um médico. “Incentivamos a qualquer um interessado a tomar aspirina regularmente que fale com seu médico antes”, disse Ed Young, da Cancer Research UK. “A aspirina deve ser pensada no mesmo contexto de mudanças do estilo de vida, como dieta e exercícios, que podem ajudar a preservar a saúde”, completou Peter Elwood, da Universidade de Cardiff.

De qualquer forma fica aqui um alerta do SaúdecomCiência: A aspirina ou ácido acetilsalicílico, que já é usada por pacientes que sofreram problemas cardiovasculares na dose de 100mg diária, é um medicamento e, portanto, não deve ser usada indiscriminadamente, apenas a utilize com a prescrição de um médico.

O conteúdo do www.saudecomciencia.com é informativo e educativo. Não exclui consulta com profissional habilitado.
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