1.12.16

Dia Mundial contra Aids: Taxa de mortalidade tem queda de 42%

Taxa de mortalidade por Aids caiu de 9,7 para 5,6 óbitos por 100 mil habitantes em 20 anos. Transmissão de mãe para filho também sofreu queda de 36%

Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira (30) revelam uma queda de 42,3% na mortalidade de pessoas com HIV/Aids nos últimos 20 anos no Brasil.

➤ Leia também: A Aids e as doenças da visão

O incentivo ao diagnóstico e ao início precoce do tratamento, antes mesmo do surgimento dos sintomas, refletiram na redução dessas mortes. A taxa caiu de 9,7 óbitos por 100 mil habitantes, em 1995, para 5,6 óbitos por 100 mil habitantes em 2015. Os dados se referem ao ano de 2015.

Dia Mundial contra Aids: Taxa de mortalidade tem queda de 42%
Dia Mundial contra Aids: Taxa de mortalidade tem queda de 42%

A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 41,1 mil casos novos ao ano.

Desde o início da epidemia de Aids no Brasil (em 1980) até o final de 2015, foram registrados 827 mil pessoas que vivem com o vírus. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, e, destas, 260 mil já sabem que estão infectadas. Além disso, 112 mil pessoas que vivem com HIV não sabem.

➤ Leia também: HIV-2 e HIV-1: Diferenças e semelhanças entre os dois vírus

“É importante destacar a questão da prevenção. Distribuímos preservativos e promovemos uma série de campanhas, mas a testagem é fundamental para oferecer o tratamento”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que apresentou hoje o novo Boletim Epidemiológico de HIV e Aids de 2016.

Ainda segundo o boletim, a partir da implantação do tratamento para todos, em 2013, o número de pessoas infectadas e tratadas subiu de 355 mil, em 2013, para 489 mil pessoas, atualmente, um aumento de 38%.

Crianças com Aids


Os dados apontam que a detecção da doença em menores de cinco anos caiu 36% nos últimos seis anos.

Em 2010, eram 3,9 casos para cada 100 mil habitantes. O índice passou para 2,5 casos em cada 100 mil habitantes em 2015. O boletim faz parte da programação do ministério para o Dia Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado na quinta-feira (1º).

Também foi lançada certificação para municípios que conseguirem eliminar a transmissão vertical, para incentivar o engajamento dos governos municipais no combate a esse tipo de contaminação.

➤ Leia também: 'Vacina' contra a AIDS pode estar a caminho

A certificação será concedida a municípios cujas taxas de detecção do vírus em menores de 5 anos sejam iguais ou inferiores a 0,3 para cada mil crianças nascidas vivas e proporção menor ou igual a 2% de crianças com até 18 meses.

Serão certificados, prioritariamente, os municípios com mais de 100 mil habitantes. A certificação será emitida por um Comitê Nacional, em parceria com estados, que fará a verificação local dos parâmetros.

Municípios receberão certificação no ano que vem, no Dia Mundial de Luta contra Aids. A estratégia conta com o apoio da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância); Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids no Brasil) e Opas.

Controle e tratamento


O Brasil tem avançado no controle da infecção, tendo alcançado melhoras significativas em todos os indicadores. O alcance das metas de 90% das pessoas testadas, 90% tratadas e 90% com carga viral indetectável até 2020, estabelecida pela Unaids, é um dos resultados mais expressivo das ações de combate.

➤ Leia também: Teste de HIV em casa será vendido em farmácias

No diagnóstico, o Brasil passou de 80%, em 2012, para 87%, em 2015, o que equivale a 715 mil pessoas. A ampliação da testagem é uma das frentes da nova política de enfrentamento do HIV e Aids no País. Em 2015, foram realizados 8,5 milhões de testes.

Os maiores incrementos foram observados na meta relacionada ao tratamento, que passou de 44%, em 2012, para 64%, em 2015, ou 455 mil pessoas. Na meta referente à redução da carga viral, o País passou de 75%, em 2012, para 90% em 2015, ou 410 mil pessoas.

Mudança de perfil dos casos de Aids


A epidemia tem se concentrado, principalmente, entre populações vulneráveis e nos mais jovens. Em mulheres de todas as faixas, porém, houve queda, especialmente na faixa de 25 a 29 anos. Em 2005, eram 32 casos por 100 mil habitantes. Dez anos depois, caiu para 16 registros por 100 mil habitantes.

Em 2006, a razão entre os sexos era um caso em mulher para cada 1,2 casos em homem. Já em 2015, é de um caso em mulher para cada 3 casos em homens.

Entre os jovens do sexo masculino, a infecção cresce em todas as faixas etárias. Entre jovens de 20 a 24, por exemplo, a taxa de detecção subiu de 16,2 casos por 100 mil habitantes, em 2005, para 33,1 casos em 2015.

➤ Leia também: Vacina contra Aids testada em macacos

Um dos motivos que explica a vulnerabilidade dos com idades de 18 a 24 anos é que esse grupo apresenta menor inserção nos serviços de saúde, mas também o grupo com a menor adesão ao tratamento e com menos carga viral indetectável.

“Jovens de modo geral não frequentam unidades de saúde e são de difícil convencimento em relação à vacinação. Eles se sentem saudáveis demais, e realmente são, mas por isso sentem que não devem ir aos postos e se proteger”, explicou Ricardo Barros.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde
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7.9.16

A Aids e as doenças da visão

Vírus HIV pode gerar o desenvolvimento de outras patologias.

No DF, para cara três homens, há uma mulher infectada pela doença, de acordo com a Secretaria de Saúde.

O diagnóstico do vírus HIV (Aids) nunca é recebido com festa. Tratar para tentar dar fim a ele é um processo ainda mais doloroso, mas com o avanço das tecnologias e medicamentos, cuidar da patologia é algo muito mais palpável do que há alguns anos. No DF, para cara três homens, há uma mulher infectada pela doença, de acordo com a Secretaria de Saúde.

Hoje, após muitos estudos, os pacientes podem usufruir dos coquetéis de remédios. Eles tratam a doença impedindo a multiplicação das células doentes e a ingestão correta desses remédios atrapalha o surgimento de outra doenças, principalmente na região dos olhos, mas isso não significa que o portador do vírus deve relaxar ao pensar que tudo está sob controle.



Doutor João Luiz Pacini, oftalmologista do Visão Institutos Oftalmológicos, em Brasília, comemora o avanço dos medicamentos e alerta pacientes que desenvolveram a doença.

► Leia também: 'Vacina' contra a AIDS pode estar a caminho.

Aids Descolamento ou inflamação da retina


“Antigamente era comum ver pessoas com descolamento ou inflamação na retina e até a perda da visão. Hoje, com os coquetéis isso diminuiu bastante, mas o paciente portador do vírus deve sempre fazer exames de rotina, pois têm grande possibilidade de desenvolver catarata e glaucoma (principais patologias que causam a cegueira). Ele deve se preocupar com a visão assim como um diabético se preocuparia”, compara.

Aids + diabetes


Quando há diabetes, por exemplo, o fluxo sanguíneo não chega ao seu destino na quantidade certa gerando vazamentos em algumas áreas culminando na falta de sangue em outras. Ou seja, os vasos machucam e se curam várias vezes ao ponto de não reter o sangue para a correta irrigação da retina.

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10.11.15

HIV-2 e HIV-1: Diferenças e semelhanças entre os dois vírus

Sim, existem dois tipos de vírus da Aids, HIV-2 e HIV-1: Entenda as diferenças e semelhanças entre ambos.

Quais as diferenças e semelhanças entre os vírus HIV-2 e HIV-1 ?


1- Tanto o HIV-1 quanto o HIV-2 podem evoluir para AIDS ou o que o Center for Disease Control chama de "infecções oportunistas" (caso contrário, as infecções mais amenas que pode se tornar grave ou mortal contra um sistema imunológico debilitado).

2- O HIV-2 é transmitido da mesma forma como o HIV-1: Através de exposição a fluidos corporais como sangue, sêmen, lágrimas e secreções vaginais (agulhas e alicates de cutícula - desde que seja usado imediatamente após a cliente anterior).

HIV-2 e HIV-1: Diferenças entre os dois
HIV-2 e HIV-1: Diferenças entre os dois

3- A Imunodeficiência humana (Aids ou sistema imunitário enfraquecido) desenvolve-se mais lentamente e é mais branda em pessoas com HIV-2.

4- Pessoas infectadas com o HIV-2 têm menos infecções nas fases iniciais do vírus do que aquelas com HIV-1.

5- O contágio do HIV-2 aumenta à medida que o vírus evolui.

6- A maioria dos casos reportados de HIV-2 são encontrados na África Ocidental. Há poucos casos de HIV-2 nos Estados Unidos.


O tratamento para o HIV-2 é diferente do tratamento para o HIV-1?


Algumas das drogas usadas para tratar o HIV-1 não são eficazes contra o HIV-2. Os estudos ainda não são claras quanto ao melhor tratamento para o HIV-2. HIV-2 é também mais difícil de controlar do que o HIV-1 em os E.U., uma vez que não há teste de carga viral FDA-licenciados disponíveis.




Os doadores de sangue têm o sangue testado para o HIV-2?


As amostras de sangue doado são testados para o HIV-1 e HIV-2.


É melhor ter HIV-2 do que o HIV-1?


Lembre-se, não há cura para o HIV-1, HIV-2 ou AIDS. Embora existam pequenas diferenças nas duas vertentes do HIV, o HIV-1 e HIV-2 levam ao mesmo resultado com risco de (perder a) vida.

Fonte: Fiocruz
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14.9.15

'Vacina' contra a AIDS pode estar a caminho

Surge uma nova esperança de ser finalmente desenvolvida uma vacina contra a Aids.

Seu nome é Truvada, medicamento antirretroviral que foi desenvolvido pela Gilead Sciences em Foster City, na Califórnia, utilizado para a proteção contra o vírus HIV, que causa a Aids, ou seja, o Truvada pode ser considerado - ou abrir portas para - como uma promissora “vacina” contra a Aids.

Vacina contra a AIDS pode estar a caminho
Vacina contra a AIDS pode estar a caminho


O novo medicamento para Aids vem sendo estudado há pelo menos 5 anos, quando surgiram os primeiros resultados positivos para tratar portadores do vírus HIV. Desde então, o Saúde com Ciência vem publicando o avanço com relação aos estudos com o medicamento. Os artigos sobre o Truvada publicados foram:




Como foi o estudo com o medicamento Truvada

Os pesquisadores observaram 657 homens gays ou bissexuais que tomavam o remédio há dois anos e meio e de acordo com o estudo, essas pessoas tinham altas taxas de infecções sexualmente transmissíveis.

Não foi detectada qualquer infecção pelo HIV entre os participantes deste grupo. O autor do estudo, Jonathan E. Volk, em entrevista ao New York Times, disse que a pílula funciona mesmo em uma população de alto risco.




O medicamento Truvada se mostrou muito eficaz nos testes na África Oriental, reduzindo a incidência da doença em 75% em pessoas com parceiros infectados. Em outra ocasião nos EUA, o truvada já havia sido avaliado por um teste feito em homens que se relacionam sexualmente com o mesmo sexo, a redução da doença foi de 44%.

Considerações sobre o estudo do Truvada em humanos

Vale lembrar que o estudo, como foi observacional, não é considerado rigoroso. Exames de sangue não foram realizados nos participantes para verificação se estavam realmente tomando a pílula truvada com regularidade, pois sua eficácia no combate a infecções só é comprovada se os pacientes tomarem pelo menos a maioria das pílulas.

Fonte: Revista Exame

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1.12.14

Dia Mundial de combate à Aids: 1 de Dezembro

Hoje, 1 de Dezembro é o Dia Mundial de Combate a Aids. Uma data para conscientizar que a doença, embora "controlada" pelos coquetéis anti-Aids ainda não tem cura. Sendo assim, o melhor é se prevenir, sempre, com o uso de preservativos além de outras maneiras já tão mencionadas pela mídia.

Felizmente, os estudos para novos tratamentos e vacinas continuam. A respeito disso, veja tudo o que o Saúde com Ciência já escreveu sobre o tema:

- Truvada: novo medicamento contra a Aids;
- Biotecnologia aplicada aos medicamentos (leia o 6º parágrafo)
- Banana contra Aids;
- Vacina contra Aids;
- Coquetel anti-HIV reduz em...;
- Homeopatia é 'condenada' para tratamento de Aids;



laço vermelho - símbolo da Aids














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2.12.13

Teste de HIV em casa será vendido em farmácias

Um teste de HIV em casa será vendido em farmácias e começará a ser usado no Brasil no próximo ano. Desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o exame é feito com base em análises de saliva.

Organizações não governamentais já começam a ser treinadas para o uso adequado do kit. Na primeira etapa, o exame será oferecido para populações consideradas vulneráveis para a doença, como profissionais do sexo, gays, usuários de drogas e travestis. Depois de abril, ele deverá ser vendido em farmácias.

Teste de HIV em casa em farmácias


"Esse é o futuro", disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. "O teste é uma ferramenta valiosa para ampliar o diagnóstico da doença", completou.

Outra tentativa - Trata-se da segunda geração do teste para HIV com saliva desenvolvido pela Fiocruz. O exame atual é considerado seguro e confiável.

Vírus da Aids contra leucemia;
Medicamento Truvada para prevenir HIV;
Mutirão para testar HIV;
Diferença entre HIV 1 e HIV 2.

Hoje, 20 organizações não governamentais estão em treinamento para usar o teste. Outras 20 deverão ser recrutadas. A expectativa é de que até o início do ano uma portaria com as regras para padronizar o teste seja publicada. Para a venda em farmácias, segundo Barbosa, será preciso um registro, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: Veja
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5.8.13

Vacina contra Aids testada em macacos

Pesquisadores vão testar uma vacina contra Aids testada em macacos. A vacina contra o vírus HIV é brasileira, a partir do segundo semestre, informou uma nota da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), nesta segunda-feira (5).

A previsão é que os experimentos durem 24 meses, e o objetivo é encontrar um método de imunização mais eficaz contra a Aids para ser usado em seres humanos.

Quero ler também esses artigos:

O imunizante contido na vacina foi desenvolvido e patenteado por cientistas da Faculdade de Medicina da USP, e batizado de HIVBr18. O projeto teve início em 2001 e foi desenvolvido por três pesquisadores - Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca.

Vacina contra Aids testada em macacos

Vantagens
A atual etapa do teste pré-clínico, a ser realizada no segundo semestre, vai ser feita em uma colônia de macacos rhesus mantida pelo Instituto Butantan. A vantagem de fazer os testes, é a similaridade entre o sistema imunológico humano e o dos macacos, e o fato de eles serem suscetíveis ao vírus SIV, que deu origem ao HIV.

Os cientistas avaliam que, no atual estágio de desenvolvimento, a vacina não deve eliminar totalmente o HIV do organismo, mas poderia manter a carga dos vírus reduzida ao ponto um infectado não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.

Fonte: G1.

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11.12.12

Vírus HIV é nova arma contra leucemia

HIV. Um vírus potente e "inteligente", ele possui uma capacidade incrível de penetrar nas células de defesa 'chefonas' de todas as outras células que estão em nosso organismo para combater vírus e bactérias intrusas.

Ele entra nessas células e deixa seu código genético lá.


A partir daí a pessoa está com Aids.

Mas, recentemente, cientistas foram mais inteligentes que o HIV e usaram essa 'força' do danado para tratar leucemia.

Como é feito o procedimento

As células T, do sistema imunológico, são retiradas do corpo e reprogramadas pelo vírus desativado do HIV (sua "força genética" foi usada para o "bem"). Após o procedimento, as células modificadas foram inseridas no corpo da menina e passaram a se multiplicar de forma frenética.

As células B, que geram os elementos malignos da leucemia, foram vencidas. Isso acontece por conta da Síndrome de Liberação das Citocinas, quando o sistema imunológico, então ativado, expele substâncias químicas e provocam sintomas que podem causar morte.

O primeiro teste com o revolucionário tratamento contra leucemia foi feito com uma criança de 7 anos, Emma Whitehead. A menina, após receber a carga viral modificada teve a síndrome relatada acima e apresentou sintomas graves, como pulmonais e com febre muito alta. Felizmente, o quadro foi revertido com outro medicamento à base de corticoides.

Embora o tratamento ainda não possa ser considerado uma cura para todos os casos de leucemia, os médicos que trataram de Emma acreditam que esse será o caminho para substituir o doloroso transplante de medula óssea.

O impacto na medicina foi tão grande que empresas farmacêuticas já estão interessadas em financiar novas pesquisas com o promissor possível método de curar leucemia a partir do HIV.

Quem diria que um dos mais mortais vírus da atualidade poderia, um dia, ser usado para o bem. Uma excelente notícia para toda a humanidade
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16.7.12

Medicamento Truvada, para prevenir HIV é aprovado nos EUA

Há algum tempo noticiei sobre um novo medicamento para prevenir o HIV em alguns grupos de risco.

Na ocasião o medicamento Truvada ainda estava em fase de testes.



A boa notícia é que o FDA (Agência Federal de Alimentos e Medicamentos) dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a aprovação do Truvada, do laboratório Gilead Sciences, como primeira pílula para ajudar a prevenir o HIV em alguns grupos de risco.

"O Truvada é para utilizar na profilaxia prévia à exposição em combinação com práticas de sexo seguro para prevenir as infecções do HIV adquiridas por via sexual em adultos de alto risco. O Truvada é o primeiro remédio aprovado com esta indicação", afirmou a FDA.

O Truvada é encontrado no mercado americano desde 2004 como tratamento para pessoas infectados com HIV, indicado em combinação com outros remédios antirretrovirais.

Em maio, um painel assessor da FDA pediu para aprovar o Truvada como prevenção para pessoas não infectadas, depois que testes clínicos mostraram que este medicamento pode reduzir o risco de HIV em homens homossexuais de 44 a 73%.

A pílula é considerada por muitos especialistas uma nova e potente ferramenta contra o vírus da Aids, mas alguns provedores de serviço de saúde temem que incentive comportamentos sexuais de risco.

Um estudo sobre o Truvada publicado em 2010, no New England Journal of Medicine, incluiu 2.499 homens que tinham relações sexuais com outros homens, mas que não estavam infectados com o vírus que causa a Aids.

Os participantes foram selecionados aleatoriamente para tomar uma dose diária de Truvada - uma combinação de 200 miligramas de emtricitabina e 300 mg de tenofovir disoproxil fumarato - ou um placebo.

Quem tomou o medicamento regularmente teve quase 73% a menos de infecções.

Segundo os especialistas, os resultados são a primeira demonstração de que um remédio já aprovado por via oral pode diminuir a probabilidade de infecções de HIV. Fonte: Band
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27.1.12

Bill Gates doa 750mi para fundo de Aids

O presidente da Microsoft e filantropo Bill Gates prometeu mais US$ 750 milhões para a  Fundo Global de Combate à Aids na quinta-feira e pediu aos governos que continuem a apoiar a salvar vidas.

"Estes são tempos econômicos difíceis, mas isso não é desculpa para o corte de ajuda aos mais pobres do mundo", disse ele em Davos, na reunião anual do Fórum Econômico Mundial.

O Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose (TB) e malária anunciou há dois dias que seu diretor executivo, Michel Kazatchkine, estava deixando a crítica fase inicial sobre desvio de fundos e os cortes no financiamento.

A organização público-privada, que tem o apoio de celebridades como estrela do rock Bono, é responsável por cerca de um quarto do financiamento internacional para combater o HIV e AIDS, bem como a maioria dos fundos para combater a tuberculose ea malária.

Mas foi obrigado a cortar para trás e disse no ano passado não faria novas doações ou financiamento até 2014.

A Fundação Bill & Melinda Gates doará 750 milhões dólares através de uma nota promissória - uma nova injecção, além do 650 milhões dólares que a empresa de caridade de Gates tem contribuído desde que o fundo foi lançado há 10 anos.

Estudos científicos recentes demonstram que a obtenção de tratamento medicamentoso para AIDS para aqueles pacientes já infectados com HIV pode reduzir significativamente o número de pessoas que são infectadas com o vírus, facilitando o acesso a medicamentos.

Leia também:

Artigos de destaque sobre Aids:
http://www.saudecomciencia.com/2010/03/banana-contra-aids.html
http://www.saudecomciencia.com/2010/11/truvada-novo-medicamento-contra-aids.html
http://www.saudecomciencia.com/2011/09/novo-prototipo-de-vacina-contra-aids.html

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24.11.11

Mutirão para testes de HIV no estado de São Paulo

A Secretaria de Saúde de São Paulo iniciou hoje (24) um mutirão para fazer 100 mil testes de HIV em todo o estado.

A campanha Fique Sabendo visa a identificar precocemente a infecção pelo vírus da aids e a antecipar o tratamento dos soropositivos.



Segundo a secretaria, 507 dos 645 municípios paulistas aderiram à campanha, que termina em 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids. Todos vão disponibilizar, gratuitamente, o exame de HIV em sua rede de saúde e orientar seus funcionários sobre o mutirão.

Na capital paulista, por exemplo, todas as unidades básicas de saúde vão intensificar o trabalho de testagem. Os 25 postos especializados em DST/aids da rede municipal também terão horário de funcionamento diferenciados durante a campanha. Alguns, inclusive, abrirão neste final de semana.

"Esta é uma boa oportunidade para quem quer saber onde fazer exame de HIV".

Maria Clara Gianna é coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids e uma das líderes da campanha Fique Sabendo no estado. Ela disse que São Paulo tem evoluído no combate à transmissão do vírus HIV e no tratamento da doença. Contudo, ainda há o que melhorar.

“Em 1995, tínhamos 20 mortes por dia no estado em decorrência da aids. Melhoramos muito, mas todo dia ainda morrem nove pessoas por causa da doença”, disse ela, ressaltando que as campanhas de conscientização da população precisam continuar.

laço vermelho - símbolo luta contra Aids

De acordo com Gianna, das mortes em decorrência da aids, grande parte ocorre porque a infecção pelo vírus HIV só é descoberta quando a doença já se manifestou. A coordenadora acredita que muitas mortes podem ser evitadas caso o tratamento dos soropositivos comece mais cedo. Por isso, ela destacou a importância da identificação precoce do vírus.

“Temos pacientes que se tratam da aids há 20 anos. Nesses casos, o vírus foi detectado cedo”, disse ela. “Quanto antes o vírus é identificado, melhor.”

Dos 100 mil kits para exames disponibilizados para a campanha no estado, 25 mil são para testes rápidos. Os resultados desses exames ficam prontos em cerca de 30 minutos. Assim, quem tiver o vírus detectado pode ser encaminhado imediatamente para o acompanhamento médico.

A secretaria informou que 40 mil profissionais de saúde estarão envolvidos na campanha. O atendimento a quem fizer os exames será sempre individual e o sigilo é garantido.

Neste final de semana e no próximo, a Secretaria de Saúde de São Paulo, em parceria com o Hospital Emílio Ribas, vai distribuir 60 mil preservativos em 13 casas noturnas da capital paulista. Ainda serão afixados cartazes em banheiros desses locais com o objetivo de conscientizar os jovens quanto ao uso de preservativo nas relações íntimas.

Nos intervalos dos jogos das últimas duas rodadas do Campeonato Brasileiro de Futebol, serão exibidas nos estádios de São Paulo faixas com alertas para a prevenção da aids.

Fonte: Agência Brasil

Leia tudo o que já foi escrito sobre a Aids.
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29.9.11

Novo protótipo de vacina contra aids com eficácia de 95%


[Estadão] MADRI - Uma equipe de pesquisadores espanhóis criou um protótipo de vacina contra o HIV "muito mais potente" que os desenvolvidos até agora ao redor do mundo e que conseguiu uma resposta imune para 90% das pessoas sadias que foram expostas ao vírus.



A descoberta foi apresentada nesta quarta-feira, 28, em entrevista coletiva pelos responsáveis pela pesquisa, Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC); Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, e Juan Carlos López Bernaldo de Quirós, do Hospital Gregorio Marañón de Madri.

Após manifestarem uma grande eficácia em ratos e macacos, os testes começaram a ser aplicados em seres humanos há cerca de um ano. Nesta primeira fase, a vacina foi aplicada em 30 pessoas sadias, escolhidas entre 370 voluntários.

Durante o teste, seis pessoas receberam placebo e 24 a vacina. Estas últimas apresentaram "poucos" e "leves" efeitos secundários (cefaleias, dor na zona da injeção e mal-estar geral). Por isso, é possível afirmar que "a vacina é segura para continuar com o desenvolvimento clínico do produto", ressaltou Quirós.

Em 95% dos pacientes, a vacina gerou defesa (normalmente atinge 25%) e, enquanto outras vacinas estimulam células ou anticorpos, este novo protótipo "conseguiu estimular ambos", destacou Felipe García. Para completar, em 85% dos pacientes as defesas geradas se mantiveram durante pelo menos um ano, "que neste campo significa bastante tempo", acrescentou.

Na próxima etapa, os pesquisadores realizarão um novo teste clínico, desta vez com voluntários infectados pelo HIV. O objetivo é saber se o composto, além de prevenir, pode servir para tratar a doença.

"Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV para ver se serve para curar. Geralmente, os tratamentos antirretrovirais (combinação de três remédios) devem ser tomados rigorosamente, algo insustentável em lugares tão afetados pela Aids como a África", apontou García.

O protótipo da vacina, batizado como MVA-B, recebe o nome do vírus Vaccinia Modificado Ankara (MVA, na sigla em inglês), um vírus atenuado que serve como modelo na pesquisa de múltiplas vacinas

Até agora, o único teste de vacina contra o HIV que chegou à terceira fase foi realizado na Tailândia. As duas primeiras fases testam a toxicidade do composto e sua eficácia, enquanto a terceira e a quarta examinam a posologia do remédio.

O protótipo da vacina, patenteado pelo CSIC espanhol, está sendo elaborado para combater o subtipo B do vírus da Aids, de maior prevalência na Europa, Estados Unidos, América Central e do Sul, além do Caribe. Na África e Ásia, o vírus mais comum é o subtipo C.

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24.11.10

Truvada: novo medicamento contra Aids

No estudo, publicado terça-feira pelo New England Journal of Medicine, os pesquisadores descobriram que os homens que tomaram o medicamento Truvada (ainda em fases de testes), um conjunto comum de dois medicamentos anti-retrovirais, apresentavam 44 por cento menos probabilidade de se infectar com o vírus que causa a Aids do que um número de homens igual que tomaram o placebo.

O estudo foi realizado com homossexuais que se dizem pertencerem ao grupo de risco de contrair o HIV. Os estudos ainda são inconclusivos, mas os resultados preliminares com o Truvada são animadores. Via: NY.Times


ATUALIZAÇÃO (16/07/2012)

O medicamento Truvada acaba de ser aprovado. Leia mais...


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27.5.10

Coquetel anti-HIV reduz em 92% transmissão do vírus

Segundo estudo, drogas contra a aids também podem ser estratégias para combater o aumento de novos casos

 Pessoas com HIV reduziram o risco de transmitir o vírus da AIDS em 92% enquanto estavam tomando medicamentos antirretrovirais, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira.

O estudo fornece a maior evidência de que drogas que tratam a síndrome da imunodeficiência adquirida podem também ser incorporadas em estratégias de luta contra o aumento dos casos de HIV.

Em um estudo publicado pelo jornal britânico The Lancet, médicos recrutaram 3.381 casais heteros em sete países africanos. Cada casal era "sorodiscordante", ou seja, com uma pessoa infectada com HIV e outra sem o vírus. Drogas antirretrovirais foram dadas a 349 indivíduos infectados. Os outros que possuíam o vírus receberam um placebo.

Os pesquisadores recolheram amostras de sangue do outro parceiro a cada três meses para ver se ele ou ela haviam sido infectados. A pesquisa foi monitorada de perto por um comitê de ética, e incluiu um treinamento em relação íntima segura, assim como exames de saúde de rotina. Após 24 meses, 103 pessoas que estavam livres do HIV no início do experimento foram infectadas pelos seus parceiros.

Mas apenas uma dessas 103 transmissões foi causada por um parceiro que estava tomando antirretrovirais. No geral, a utilização de antirretrovirais reduziu o risco de infectar outra pessoa em 92%, uma grande queda, que traz à tona o potencial que essas drogas têm de prevenir o HIV, além de apenas tratá-lo, afirmaram os autores.
 
"A utilização de ART (antirretrovirais) por pacientes infectados pode ser uma estratégia eficaz para realizar reduções do número de transmissões" de HIV, afirma o estudo.

Isso ocorre porque o coquetel anti-Aids diminui a presença do vírus no sangue e em fluidos corporais, como sêmen ou muco vaginal, e por isso dificulta a transmissão para pessoas não infectadas, acreditam os especialistas. Entretanto, advertem que, ainda que os remédios possam diminuir o risco de transmissão, o perigo existe, e por isso a relação íntima segura é essencial.

O estudo, liderado por Deborah Donnel da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, focou-se apenas nas relações heteros. Também não foram observados outros modos de transmissão do vírus, o compartilhamento de agulhas ou de mãe para feto.

Este artigo foi retirado do iG e é oriundo da BBC

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16.3.10

Banana contra Aids!

Um estudo surpreendente publicado nesta segunda-feira (15/03), revela que uma determinada proteína presente nas bananas pode prevenir a transmissão do vírus HIV, o vírus da Aids.

A pesquisa (publicada na revista Journal of Biological Chemistry) foi feita pela Escola de Medicina da Universidade de Michigan (EUA) e o nome da proteína é lectina BanLec, e age como um inibidor natural do HIV.
"A lectina BanLec é tão potente quanto duas das principais drogas utilizadas atualmente no tratamento da doença", segundo os pesquisadores.

De acordo com o estudo, a proteína da banana lectina BanLec bloqueia a ação do vírus HIV antes que ele possa se fixar às células sanguíneas. Dessa forma, quando um vírus entrar no organismo a lectina BanLec pode se ligar ao vírus invasor e impedí-lo de se proliferar.

Especificamente quanto ao HIV, a BanLec pode ligar-se à cobertura rica em carboidratos do vírus e bloquear sua propagação pelo organismo.

Vantagens sobre as drogas anti-HIV

- Mais resistente
A lectina BanLec duas vantagens em relação a outras drogas anti-HIV. Uma delas, é que o vírus da Aids costuma sofrer mutações o que o torna resistente. Já em presença de lectinas isso é muito mais difícil de ocorrer.

- Mais barato
A lectina BanLec é mais barata do que os atuais coquetéis anti-Aids.

Um gel ou creme microbicida contendo a proteína lectina BanLec, poderia ser aplicado nos órgãos genitais  masculino e feminino, e seria um grande aliado no combate à disseminação da Aids.

Contudo, os pesquisadores de Michigan deixam claro que ainda levará anos até que o uso clínico do BanLec seja possível.
Fonte: BBC-Brasil
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24.9.09

Vacina contra Aids - novas esperanças

Uma vacina experimental contra a Aids diminuiu, pela primeira vez, o risco de infecção pelo vírus HIV, afirmam cientistas.

A vacina – uma combinação de duas vacinas experimentais já testadas – foi administrada a 16 mil voluntários na Tailândia, no maior teste já realizado com uma vacina contra a Aids.



Os pesquisadores concluíram que a vacina contra Aids reduziu em quase um terço o risco de contrair o vírus HIV, que provoca a doença.

O resultado está sendo visto como um avanço científico significativo, mas uma vacina global ainda está distante.

Leia a condinuação dessa matéria na BBC-Brasil

Saiba mais sobre Aids no portal do governo:
http://www.aids.gov.br/
Foto: Flickr

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13.9.09

Homeopatia no câncer, Aids, gripe, tuberculose e diarreia, OMS alerta para riscos

 A Organização Mundial de Saúde (OMS) endossou uma carta enviada pela organização Voice of Young Science Network, condenando a promoção do uso de homeopatia para o tratamento de câncer, malária, tuberculose, Aids, influenza e diarreia infantil em países em desenvolvimento, principalmente na África ao sul do Saara.


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